Tocks de February 2009
Feliz ano novo!

A máxima de que “no Brasil, o ano só começa mesmo depois do Carnaval” há muito não se aplica a mim, que estou no mesmo pique de trabalho do ano passado desde janeiro, mas tenho que confessar: um feriadão cheio tão peculiar como o Carnaval, cheio de folia e diversão, é realmente renovador, de uma forma que as comemorações da virada de ano não conseguem ser.
A sensação é clara até mesmo para quem não gosta de carnaval, como eu (na verdade, não gosto de fevereiro em geral, mas isso é outro papo). Não, eu não vi os desfiles das escolas de samba e nem fui aos blocos de carnaval como pretendia ir – ao ver os dias lindos como os que fizeram no Rio de Janeiro durante o feriadão, preferi trocar a muvuca das marchinhas pela muvuca das praias e não me arrependo da escolha. Sendo assim, não vivi a folia de Momo, mas, estranhamente, só agora que sinto a chegada de 2009.
A maior prova disso é o fato de só agora, após a quarta-feira de cinzas, eu estou pensando nos aspectos da minha vida que precisam ser organizados e venho sentindo a irresistível vontade de fazer promessas de ano novo. Vamos lá:
• emagrecer 10 quilos (nossa, isso tudo? 5 quilos, vai…)
• organizar melhor meu tempo entre trabalho, frilas, projetos paralelos, vida social, etc.
• tomar vergonha na cara e adotar as alterações do acordo ortográfico
• tentar produzir com antecedência os episódios futuros da Máquina do Tempo e das Rádios Modices
• voltar a estudar violão e baixo
• Comprar um Spartphone
Vocês estão levando essa lista a sério? Pois é, nem eu. Mesmo assim, estou me sentindo estranhamente confortável e motivado em segui-la pelo simples fato de escrevê-la. Será que é assim que vocês, seres humanos, se sentem entre os dias 31 de dezembro e 1º de janeiro? Interessante. Vamos ver qual será o destino dessa lista – nas próximas festas de Momo, eu confiro quais itens foram cumpridos (provavelmente, só o último…). Feliz 2009 pra todos!
Máquina do Tempo #021: 1963

Surf Music, Motown, muito jazz e alguns dos maiores hits de todos os tempos são os ingredientes do Máquina do Tempo de hoje! Leandro Bulkool e eu viajamos para esta deliciosa época onde curtimos de algumas das vozes mais incríveis do século XX até os ritmos mais alucinantes que deram origem a muita coisa boa que temos nos dias de hoje.
Você também vai curtir tudo isso com a gente: Ella Fitzgerald, The Kingsmen, Marvin Gaye
, Dick Dale e muitos outros estão esperando por você nesta viagem. Venha logo e aproveite para participar da promoção ESPALHE A PALAVRA DO ROCK indicando o podcast para seus amigos e pedindo que eles enviem um e-mail para maquina.porcast@gmail.com dizendo que foi você que nos apresentou a eles. Os três que mais indicarem, ganham cada um o Almanaque do Rock, escrito pelo Kid Vinil. Curta e espalhe!
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22 February 2009 Tock-Categoria: As Leis de MurphyLei de Murphy da semana:
“LEI DA OPINIÃO ALHEIA: Todos nós somos o débil mental de alguém.”
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21 February 2009 Tock-Categoria: Sonhos de consumoRelógio de parede Star Wars

Sim, mais um produto da série intergaláctica de filmes mais querida de todos os tempos – fazer o que se as lojas licenciadas ainda têm excelentes idéias com a marca? Essa, por exemplo, é tudo que falta para decorar minha cozinha: um relógio de parede com naves e veículos do universo Star Wars!
O relógio cromado de ponteiro funciona com uma pilha pequena e traz 12 naves do Império e da Aliança Rebelde, além do logo opcional do filme no meio da peça. As naves mais famosas estão lá: a clássica Falcon Millenium de Han Solo, o gigantesco Cruzador Imperial, a nave do nojento Jaba, The Hut, o caça “asa X” usado pelos rebeldes e aquela nave-caça de orelhas grandonas do Darth Vader!
O site cobra cerca de 90 dólares pelo presente, mais 10 dólares para entrega nos EUA ou 20 doletas para receber no Canadá. Quanto aos outros países, nada diz, mas perguntar não ofende – vai que uma dessas naves entra em dobra espacial e consegue passar pela alfândega tão rápido que ninguém vê… Assim não será preciso pagar nem taxa de importação!
O poder da palavra descompromissada (ou Todo blogueiro é uma marca relevante)
Tem um livro que nunca consigo terminar, por mais interessante que seja, chamado A jangada de pedra, do grande José Saramago. A ficção conta o estranho fenômeno em que a Península Ibérica se destaca do resto da Europa e sai flutuando pelo oceano, sem rumo, e todas as conseqüências sociais e econômicas que isso causa em todo o mundo. Entre diversos personagens estranhos, dois deles embarcam em uma viagem atravessando Portugal para chegar até o ponto de ruptura e, em um dos pernoites em um hotel, assistem o “Jornal Nacional” de lá noticiar que uma cidade do interior foi totalmente destruída no momento da separação.
O repórter da TV mostrava, na história, imagens da tal cidade antes da destruição e reportava as perdas e mortes quando um dos personagens comentou que havia conhecido a cidade em questão. Falou rapidamente sobre um ou outro local mostrado na notícia e contou brevemente suas experiências e recordações do local. O outro personagem refletiu, imediatamente, como é engraçada a pisquê humana: ele não sentiu absolutamente nada com a contagem de mortos, as imagens das construções destruídas. Mas sentiu um profundo pesar por aquele local que nunca havia conhecido quando seu amigo expressou sua opinião sobre a cidadezinha e contou seus “causos” por lá.
Por que levei dois parágrafos grandes para contar esta passagem do livro? Porque ela representa bem o grande poder dos blogs, assunto que conversava com outros blogueiros durante essa semana. Opinião é o principal produto de um blog pessoal porque aquilo que o leitor de um blog quer saber ao visitar aquele endereço é justamente sua opinião sobre determinado(s) assunto(s). Você se expõe, expõe suas idéias, suas opiniões, seus “achismos”, Poe a cara à tapa para receber elogios e críticas e é isso que atrai os leitores – você é uma PESSOA, não a marca de uma empresa de comunicação/ jornalismo. Voltando ao exemplo acima, o blogueiro é o tal amigo que comentou sobre a cidade devastada e o impacto de seu comentário a respeito pode ter mais peso na pisquê do leitor, que se sensibilizou mais com seu post do que com a cobertura jornalística que viu no Jornal Nacional.
Não estou falando nada de novo: o assunto foi abordado no BlogCamp do ano passado, onde alguns palestrantes cantaram a pedra de que o nome do blogueiro (e de seu blog, se o mesmo for batizado com nome diferente de seu autor) tornam-se “marcas” – mas não no sentido ruim ou corporativo da coisa. Marcas são seguidas, amadas, estabelecem alguma relação de amizade ou proximidade maior com seus consumidores. Quantas pessoas você conhece que não cansam de dizer que amam a Apple ou a Coca-Cola e odeiam a Microsoft?
Você, blogueiro, por ser blogueiro, já corre um grande risco de ter um grande peso opinativo em seus leitores pelo simples fato de ser blogueiro, (a princípio) livre das amarras de uma empresa de comunicação que é ou precisa ser tendenciosa por motivos mil. Se suas idéias, aliadas ao seu jeito de escrever, conquistam leitores fiéis, pronto: você se torna, sem que você mesmo ou seus leitores percebam disso, uma marca que inspira confiança.
Quer exemplos disso? Nomes como Kibe Loco e Jacaré Banguela (hoje, parte do portal Globo.Com) são grandes referências de blogs de humor enquanto o blog do jornalista Ricardo Noblat, mesmo sendo “hospedado” dentro do site do jornal O Globo, é considerado por seus leitores praticamente um porto seguro para notícias verdadeiras sobre política.
Não se sinta mal por pensar que você é uma marca, amigo blogueiro. Esta responsabilidade de influenciar seus leitores é, no fundo, uma coisa boa – quer dizer, deve ser, não é? Afinal, por que então você criou seu blog? E não me venha com esse papo de “escrevo pra mim mesmo”, pois essa não cola: se você quer escrever suas idéias somente para você, compre um caderno com cadeado e chave e esconda-o debaixo do colchão. Não tenha medo de assinar as opiniões que joga por lá e, principalmente, não tenha medo dos feedbacks – positivos, negativos ou mesmo nenhum. O importante é que você colocou pra fora aquilo que acha relevante anunciar por aí, a quem interessar possa, sem que ninguém te diga “não, você não pode falar disso”. Essa é a beleza do blog. Por isso, quando for fazer um, não crie uma marca, um título estranho e escreva sem assinar: assuma seus textos e jogue suas palavras ao mundo: o mundo lhe falará de volta.
Assinado: Leonardo “Ock-Tock” Paiva
Faça sua casa de papel… Do Norman Bates!

O Dia das Bruxas está longe, mas é que acabei de receber este link e é legal demais pra esperar: trata-se de uma maquete da casa de Norman Bates, o aterrorizante assassino louco de Psicose. E você pode fazer essa maquete, igualzinha, em sua casa!
O site oferece as “peças” da casa em PDF para você imprimir em sua impressora normal. Junte cola, tesoura, lápis de cor e todas aquelas coisas que você não usa mais desde o jardim de infância e volte a ser criança construindo a casa! Repare nasimagens da casa já prontaque, entre a riqueza de detalhes, há até a “mãe” de Bates em uma das janelas, só te observando…
O site também traz dicas e instruções de como montar sua casa de papel e oferece outros modelos ainda mais rebuscados para você experimentar. Diversão para toda a família!
Siga o BoingBoing e ganhe prêmios!
Que o BoingBoing é um dos blogs geeks mais queridos do mundo, isso não é novidade – a lógica diz, então, que os editores do site devem ter seguidores pra caramba no Twitter. Na verdade, a coisa é meio desigual: euquanto um deles tem mais de 17 mil seguidores, outro não chega a 500. Talvez para igualar todo mundo, eles lançaram essa promoção que rola até segunda.
Siga os editores do BoingBoing no Twitter e ganhe um e-mail! Calma, o prêmio não é esse: na semana que vem, eles sortearão alguns desses e-mails e seus destinatários poderão ganhar prêmios que variam entre guitarras, videofones, lingeries (???) e outras bugingangas legais. Quem já está seguindo um ou mais deles já está concorrendo e quanto mais editores você seguir, mais chances você tem de ganhar!
Agora vem a pergunta que não quer calar na sua cabeça: a promoção vale pra fora do país? Os caras dizem, nas letras miúdas, que não podem prometer nada, mas que farão o possível para que twitteiros internacionais também possam participar da brincadeira. Já é uma chance
Visite o post deles sobre a promoção e siga todos eles, pois o resultado deve sair na próxima segunda!
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17 February 2009 Tock-Categoria: OutrosTrês mil razões para doar (e se divertir)
É, eu sei, já faz tempo que o Twestival aconteceu e nem comentei por aqui como foi… É que estava esperando alguns números para anunciar por aqui: estou orgulhoso de dizer que participei de um evento que conseguiu arrecadar 3 mil reais para uma causa nobre em apenas duas semanas de organização um tanto corrida – afinal, todos os organizadores tinham suas próprias vidas (que não são tranqüilas) para tocar em paralelo a isso. Parabéns à twitteira @claudiaruiva por capitanear a operação, jogando nas onze e marcando gol!
Ah, tá, então você não sabe que diabos é Twestival, mesmo eu tendo falado sobre ele por aqui mais de uma vez. Trata-se do evento que rolou simultaneamente em mais de 150 cidades no mundo inteiro, onde twitteiros mobilizaram-se para arrecadar fundos para a fundação Charity: Water e… Ah, quer saber? Não vou explicar tudo de novo não! Clica aqui e releia o que eu escrevi na época em que anunciamos o evento pra pegar todos os detalhes!
O Twestival Rio de Janeiro contou com surpreendentes 85 pessoas que praticamente lotaram o Anexo Rio Bar Carioca, no Centro – nem o temporal digno de Noé afugentou essa galera que fez questão de encontrar ou reencontrar pessoalmente outros internautas com quem interagem quase que diariamente através do serviço que, atualmente, é o grande hype da Web.
Dar uma de DJ na festa foi uma experiência muito divertida – foi, praticamente, ligar o laptop que o pessoal do Modices emprestou na mesa de som do local e deixar rolar os sets de meia hora de música cada que passei alguns dias preparando, sempre seguindo o(s) estilo(s) dos programas da Rádio Modices. O próprio técnico de som/garçom do bar também é DJ de hip hop e, por algum tempo, também plugou seu iPod na mesa de som para tocar seu repertório improvisado, bem como do twitteiro @lesilva, que também tinha uma gama variada de músicas em seu MP3 player.
A galera comeu rodízio de pizza, bateu papo ao som dos sets (que foram muito elogiados, diga-se de passagem) e se divertiu com os sorteios apresentados pela @misslivia. Os presentes se empolgaram e saíram dando uma de paparazi: todo mundo tirou foto de todo mundo! Tem galerias de fotos do Bruno Fontes, do Leandro Bravo e da Patricia Haddad, vídeos do Rodrigo Bastos e do já citado Leandro Bravo, a cobertura que a TV Modices fez do evento (infelizmente, houve problemas técnicos que prejudicaram o áudio, mas o resultado ainda ficou bacana) e outros posts do Anderson Nascimento e do _The Best_, que foram mais rápidos que eu
Se você não foi, divitra-se com as imagens e vídeos do evento e fique ligado para quando houver um próximo por aí! Nunca foi tão divertido atuar em prol de uma causa nobre!
Máquina do Tempo #020: 2004

Foi um ano eletrizante o tal de 2004: bandas já famosas lançando grandes discos que, certamente, ficaram marcados como entre os melhores de suas carreiras ao mesmo tempo em que bons nomes do rock mundial se revelam, mostrando que ainda se faz muita música de qualidade nesta primeira década do século XXI.
Foi atrás de tudo isso que eu e Leandro Bulkool fomos nesta semana, encontrando faixas simplesmente obrigatórias de serem tocadas aqui, formando um setlist bem interessante, com muitas curiosidades. Arcade Fire, U2, Eric Clapton e Death From Above 1979 são alguns dos passageiros desta viagem.
Embarque nessa você também! E não se esqueça de participar da Promoção Espalhe a Palavra do Rock e mandar um e-mail para maquina.podcast@gmail.com para mandar suas sugestões, elogios e críticas. Enjoy!
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15 February 2009 Tock-Categoria: As Leis de MurphyLei de Murphy da semana:
“ESTATÍSTICA DO DETRAN: Noventa por cento das pessoas se consideram choferes melhores do que a média.”

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