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Assuma sua responsabilidade

Quando voltava da praia ontem, uma cena me chamou atenção: uma garotinha jogou uma garrafa de plástico na lata de lixo e um homem elogiou a atitude dela, sua educação em manter o calçadão de Copacabana limpo. Claro que é sempre bom reconhecer o certo do próximo, mas não pude deixar de pensar que a garotinha fez a parte dela. Fazer a sua parte é tão raro assim a ponto de parabenizarmos alguém por fazê-la apenas por fazer?

Sim, é.

Ao lado da lata de lixo onde a garotinha jogou sua garrafa, havia várias outras garrafas iguais, ali largadas no chão. Essas mesmas garrafas, se não são levadas pelos garis, acabam parando em algum esgoto que, acumuladas, fecham a passagem da água em um daqueles temporais loucos que às vezes caem no Rio de Janeiro. A água transborda, as ruas inundam, o trânsito vira um caos e todos reclamam que a culpa é do Município, do Estado, do Governo, do Lula, do Bin Laden, da Crise Econômica Mundial ou dos seus pais e da Sociedade. Mas ninguém pensa que aquela garrafinha que jogou no chão pode estar contribuindo para você estar preso nesta correnteza de esgoto que você pode estar chamando de trânsito naquele momento.

Ah, mas é só uma garrafinha, não é? Além do mais, é trabalho do gari pegá-la no chão! Mesmo que seja, não é este o caso: se você não fizer sua parte, o gari não fizer a dele, ninguém fizer a sua parte, o mundo te cobra isso de volta – e não estou falando do planeta, abordando aquele papo de sustentabilidade ou sendo ecologicamente correto não: estou falando da vida mesmo, da velha lei do “vai e volta”, que vale tanto para cuidados com o meio ambiente quanto a todos os outros aspectos da sua vida: material, espiritual, social, etc.

Antes de agüentar as conseqüências de suas ações (porque, sim, elas chegarão até você), escolha com cuidado os atos que praticará. Ninguém pode deixar de assumir as responsabilidades por suas escolhas e decisões – não é melhor, então, que essas ações e decisões sejam produtivas para sua vida? Pense um pouco nisso antes de agir.

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One Response

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  1. Concordo com tudo o que você escreveu. Muitas vezes em meio à balbúrdia do Carnaval, eu me sentia uma verdadeira idiota por andar horrores com uma lata ou uma garrafinha vazia até achar uma lixeira. Mas eu não conseguiria fazer diferente. Vou um pouco mais longe, Ock: Já existem várias atitudes básicas que podemos adotar no nosso dia-a-dia que mostrariam não só nossa responsabilidade com o coletivo mas nossa preocupação com o futuro de todo o planeta. Dentro de casa basta cuidar da energia. Alimentos: muitos sites já dão dicas de como aproveitar melhor os alimentos e suas embalagens, mas aí já é preciso um esforço e uma pré-disposição a reeducar-se. Outra coisa muito, muito simples é a adoção de sacolas de lona em substituição à famigerada sacolinha plástica. Pra quem tem carro – e falando do business que me sustenta – é não deixar o pneu substituído à disposição do borracheiro (que muito provavelmente vai deixar que se transforme num foco de dengue). Existe uma central única de atendimento formada pelos grandes fabricantes de pneus que coleta os pneus velhos onde estiverem e os levam para servirem de combustível em super fornos na fabricação de cimento. Acho que dá pra agir mas proativamente sem cair nossas mãos, não acha?

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