5 March 2009       Tock-Categoria: Top Five

Os empregos mais legais do mundo

Então, um dia, me disseram “Afinal, eu ainda não sei o que você faz”. Pois é, nem eu. São tantas coisas, e cada uma delas e meio difícil de explicar, que eu perderia um bom tempo falando de cada uma delas. São trabalhos legais, eu curto muito fazer tudo que faço – senão, não os faria. Mas aí bateu novamente a minha “síndrome de Rob Gordon” e a cabeça começou a ferver: quais seriam os cinco empregos mais legais do mundo? Eu estaria fazendo um deles? O próprio personagem de John Cusack fez essa lista em Alta Fidelidade, mas dane-se. Minha inspiração para criar a minha lista foi outra e, depois de pensar um pouco nisso, segue a minha lista, sem ordem de preferência:

Testador de brinquedos: um raciocínio infantil, ma que continua valendo depois de grande: brincar o dia inteiro com novos brinquedos que inventam, só pra dizer se as crianças vão se amarrar neles ou não. Carrinhos de controle remoto, jogos diversos, robôs maneiros, armas de brinquedo, e você é pago para brincar com tudo isso! Os aficionados por videogame podem transformar este tópico para “testador de videogame” e imaginar-se jogando novos jogos antes deles irem para o mercado que o prazer é o mesmo.

Dono de uma loja legal bem freqüentada: quando eu era adolescente, freqüentava duas ou três lojas diferentes: uma de CDs/ acessórios de rock (até trabalhei nela durante um tempo), uma de quadrinhos e uma locadora. Adorava aquele fenômeno social de vários clientes dessas lojas aparecerem por lá, puxarem papo com o dono e com os outros clientes e assim, sem querer, formava-se uma roda de amigos que se encontrava por lá praticamente todos os dias, mesmo que ninguém comprasse nada naquele dia. Lidar com o tema que você ama, que seria o tema de sua loja, e formar/ manter inúmeras redes de amigos que têm aquilo em comum com você é uma boa forma de passar o dia-a-dia, além de criar um bom networking para criar outras coisas como eventos, encontros, etc.

Crítico de coisas nerds: É uma era de ouro pros nerds, já que a Indústria do Entretenimento descobriu que eles são um público com dinheiro e que é ávido consumidor de seus hobbys. Filmes, quadrinhos, livros, mais quadrinhos, desenhos animados, mais e mais quadrinhos, bonecos action figures (eu já disse quadrinhos?)… Tudo isso está sendo produzido em abundância especificamente para eles, gerando verdadeiras obras. Já pensou você ser um crítico oficial de tudo isso e poder assistir a filmes antes de todos de graça, receber todo esse material em casa e receber para consumir tudo isso para depois falar a respeito? Você, nerd profissa, já faz isso de graça desde adolescente mesmo…

Jornalista de uma grande e conceituada revista de rock: Segue o mesmo raciocínio do crítico de coisas nerds, só que voltado para rock. Acompanhar turnês, entrar em shows, receber CDs e DVDs para resenhar. Para um apaixonado pelo estilo musical, viver assim é como viver no paraíso, mesmo que o dia-a-dia louco de todo jornalista (não importa de que editoria) seja um inferno.

Viver[bb] de renda: definitivamente a melhor das opções. Ganhar na loteria acumulada e jogar tudo em algum lugar que renda juros, como a poupança (ou a aplicação que você quiser, estou pensando baixo só pra citar como exemplo). Digamos que os juros que aquele bolão rende na poupança te dá cerca de 10 mil por mês – para quem ganha muito abaixo disso hoje, eu ficaria feliz da vida em ganhar 10 mil todo mês sem fazer p!@#$% nenhuma pra isso! Aí é só passar o resto do dia curtindo a vida e inventando projetos doidos, como abrir uma loja de coisas legais, participar de um site voltado para nerds, fazer trabalhos como free-lancer para uma revista conceituada de rock…

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