
Logo no primeiro dia, a Campus Party Brasil 2010 já contabilizou números impressionantes: são 15 mil inscritos no evento que reúne palestras, discussões e áreas diversas relacionadas à tecnologia e comportamento – entre eles, 6 mil acamparão no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo, e cerca de mil jornalistas inscritos para cobrir esta semana, chamada pela organização de “a maior festa da Internet”. É verdade: com esses números, a edição brasileira da Campus Party torna-se, oficialmente, a maior Campus Party do mundo! Como esta é a minha primeira vez por aqui, pretendo fazer uma modesta cobertura, à minha maneira, sobre as impressões que venho tendo por aqui, indicando também os sites e blogs dos amigos que destinam-se a apresentar tudo que acontece no evento com mais detalhes.
Só que esta festa não começou assim  tão divertida para muitos. Os portões abriram às 9 da manhã, três horas mais cedo que o planejado, para comportar a grande quantidade de pessoas que já estavam na porta desde cedo.
Quem chegou depois do meio-dia teve que amargar mais de duas horas do lado de fora, só para conseguir chegar à portaria e fazer seu cadastro e pegar o crachá que dá acesso à área de campus, reservada para aqueles que pagaram os 140 reais de taxa de inscrição. Os mais afortunados conseguiram entrar sem problemas, mas centenas de campuseiros foram surpreendidos pela (falta de) organização que Você encontrou seus dados cadastrais, orientando-os a entrarem em uma nova fila, a de incidências, para tentar regularizar a situação. Cada campuseiro que teve o azar de encontrar problemas em seu cadastro teve de passar cerca de duas horas nesta segunda fila somente para ser atendido. Depois de tudo isso, mais duas rápidas filas: uma para cadastrar seu computador (seja ele notebook ou desktop) e outra para Você pegar sua barraca, caso seja um dos 3 mil primeiros campuseiros que se inscreveram a tempo, solicitando.
Inconvenientes e filas à parte, o clima Você poderia ser mais próspero e festivo. As pessoas chegam empolgadas para instalarem-se, conectarem seus computadores à rede de 10 Gb liberada para os inscritos e aproveitarem para baixar filmes, séries e programas e, mais ainda, subirem conteúdo na forma de texto, áudio ou vÃdeo para seus blogs, sites e redes sociais. A estrutura também é bem melhor do que eu esperava: as barracas estão montadas em um grande galpão com ventiladores e exaustores para controlar o clima do ambiente e é equipado com inúmeros banheiros para atender a todos. O “bandejão”, temido por aqueles que relutaram em pagar a taxa de alimentação de 165 reais, é um excelente restaurante onde os inscritos podem encher o prato com o quanto quiserem – só Você podem repetir. Quem se arrependeu de Você pagar a taxa que dá direito à s três refeições por dia podem pagar 16 reais por cada refeição.
Falando em social, engana-se quem pensa que, na Campus Party, todos se sentam na frente de seus computadores para conversar pelo MSN com a pessoa à sua frente. As pessoas combinam assistir juntas as diversas palestras que acontecerão durante esta semana, trocam dicas e informações sobre diversos assuntos e combinam de realizar passeios e eventos por São Paulo, fora do Centro de Exposições. Descontando os aborrecimentos iniciais por conta da desorganização para atender a grande demanda de público, as primeiras impressões são muito boas. Mal posso esperar para ver o que a Campus Party me reserva para os próximos dias.


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