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	<title>Tocks do Ock-Tock &#187; Estudos Estranhos</title>
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		<title>Eu não sou nerd&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Jul 2009 19:03:05 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Estudos Estranhos]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8230; ou pelo menos não sou mais. Olhando pra trás, não sei dizer se esse adjetivo um dia já se aplicou a mim, mas não me sinto mais adequado para portá-lo. De acordo com uma pesquisa que saiu recentemente, mais de um terço dos nerds entrevistados tem em navegar na Internet seu passatempo preferido e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4375" title="nerd" src="http://www.ocktock.com.br/wp-content/uploads/nerd.jpg" alt="" width="420" height="204" /></p>
<p>&#8230; ou pelo menos não sou mais. Olhando pra trás, não sei dizer se esse adjetivo um dia já se aplicou a mim, mas não me sinto mais adequado para portá-lo. De acordo com <a href="http://info.abril.com.br/noticias/carreira/geeks-preferem-internet-a-sair-com-amigos-06072009-33.shl" target="_blank">uma pesquisa que saiu recentemente</a>, mais de um terço dos nerds entrevistados tem em navegar na Internet seu passatempo preferido e que eles preferem ficar a frente do computador a sair com os amigos. O caso é tão sério que tem gente até mesmo tendo <a href="http://info.abril.com.br/noticias/ti/nerds-americanos-tem-aula-de-comunicacao-30052009-7.shl" target="_blank">aula de comunicação para saber interagir com as pessoas</a> e falar de algo que não seja de computação.</p>
<p>Não é difícil identificar traços como esses em meu passado, adolescente tímido e com baixa auto-estima que tinha medo e vergonha de chegar perto das pessoas e falar besteira. Por conta disso, me fechava sim no meu mundo dos livros, das revistas em quadrinhos, dos filmes e do rock. Depois de 34 anos na cara (completados hoje, por sinal), olho para trás e me vanglorio em dizer que consigo identificar aquele cenário como uma fase pela qual quase todo adolescente passa. A forma como lidamos com ela é que moldará parte da nossa personalidade e caráter na vida adulta. Ainda sou muito tímido, me calo em um grupo com mais de quatro pessoas e, até hoje, detesto tirar fotografia, mas percebo algumas evoluções: consigo falar mais de três frases em uma conversa, não falo mais apenas de super-heróis e RPG e prezo muito a minha vida offline.</p>
<p>Esse lance de <em>vida offline</em> é outro tópico que já abordei por aqui antes (mais especificamente <a href="http://ocktock.com.br/?p=3573" target="_blank">aqui</a> e <a href="http://ocktock.com.br/?p=3239" target="_blank">aqui</a>). Depois de trabalhar como jornalista de tecnologia durante uns cinco anos aproximadamente, não tenho mais saco para ficar horas sentado à frente da máquina. O computador ainda é um grande amigo do dia-a-dia, funciona como instrumento de comunicação, aparelho de som e ferramenta de trabalho, mas ao receber um convite qualquer para sair, ir para uma festa (mesmo que não saiba dançar), para um bar, um cinema ou simplesmente ficar de papo por ar cara-a-cara com os amigos, não vou pensar duas vezes em apertar o botão de desligar &#8211; talvez, se eu tivesse computador e Internet rápida na minha adolescência como há hoje, eu pensasse diferente. Ainda bem que não tive.</p>
<p>E daí que eu gosto até hoje de <em>Guerra nas Estrelas</em>, quadrinhos de Marcel e DC e possuo, também, uma vida online com blog, Twitter, podcast e tudo mais? Tudo isso hoje é considerado &#8220;cultura pop&#8221; e não &#8220;coisa de nerd&#8221;. Vejo atualmente que, para ser um nerd hoje em dia, é preciso atender a muitos mais requisitos que eu não atendo mais. Se isso é bom ou ruim, eu não sei. Acho que é apenas um sinal de que, aos 34 anos, estou abandonando a adolescência. E isso é uma coisa boa.</p>
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		<title>Escurecimento global</title>
		<link>http://www.ocktock.com.br/2009/04/23/escurecimento-global/</link>
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		<pubDate>Thu, 23 Apr 2009 23:10:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ocktock</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estudos Estranhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Adoro essas contradições da ciência&#8230; De acordo com um novo estudo, publicado recentemente na revista Nature, a poluição, indiretamente, ajuda a combater o aquecimento global. Trocando em miúdos, o estudo revela que as colheitas e florestas se aproveitam dos dias cinzentos porque a poluição &#8220;distribui&#8221; melhor os raios solares, que atingem mais as folhas que, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4376" title="poluicao" src="http://www.ocktock.com.br/wp-content/uploads/poluicao.jpg" alt="" width="420" height="204" /></p>
<p>Adoro essas contradições da ciência&#8230; De acordo com um novo estudo, publicado recentemente na revista <em>Nature</em>, a poluição, indiretamente, ajuda a combater o aquecimento global.</p>
<p>Trocando em miúdos, o estudo revela que as colheitas e florestas se aproveitam dos dias cinzentos porque a poluição &#8220;distribui&#8221; melhor os raios solares, que atingem mais as folhas que, por sua vez, absorvem mais carbono. A prova disso? Os caras observaram o impacto nas plantas dos céus mais cinzentos e com menos luminosidade desde os anos 60, e acreditam que o tal &#8220;escurecimento global&#8221;, como chamam, foi responsável por aumentar a produtividade das plantas em 23,7% entre 1960 e 1999.</p>
<p>Sou tão cientista quanto a caneca de Coca-Cola sobre minha mesa enquanto escrevo este texto, mas enquanto lia a respeito dessa pesquisa, uma questão me passava pela cabeça: se essas plantas desenvolveram 23,7% em 39 anos em um ambiente poluído, será que elas não desenvolveriam muito mais se esses ambientes fossem mais limpos?</p>
<p>Esse é um dos motivos de eu classificar esses estudos científicos que comento por aqui de &#8220;estudos estranhos&#8221;: além de algumas pesquisas bizarras, alguns estudos inicialmente sérios trazem resultados que atiçam minha desconfiança. Isso quer dizer que agora devemos manter o ar moderadamente poluído para combatermos o aquecimento global e lidar com &#8220;o demônio que conhecemos?&#8221; Não, obrigado, senhores cientistas, prefiro prezar por um mundo melhor sem demônios, poluição e nem aquecimento. Espero eu que o resto da humanidade também pense assim.</p>
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		<title>Quanto vale a sua paixão?</title>
		<link>http://www.ocktock.com.br/2009/03/12/quanto-vale-a-sua-paixao/</link>
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		<pubDate>Thu, 12 Mar 2009 02:00:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ocktock</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estudos Estranhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante os raros momentos em que todos no trabalho puderam respirar e falar algo que não fosse trabalho, uma de nós trouxe a seguinte informação à mesa: ao comer quatro quilos de chocolate, seu cérebro produz as mesmas substâncias que quando você está apaixonado(a) por alguém, ou seja: apaixonar-se é, quimicamente, comer quatro quilos de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4377" title="amor_chocolate" src="http://www.ocktock.com.br/wp-content/uploads/amor_chocolate.jpg" alt="" width="420" height="204" /></p>
<p>Durante os raros momentos em que todos no trabalho puderam respirar e falar algo que não fosse trabalho, uma de nós trouxe a seguinte informação à mesa: ao comer quatro quilos de chocolate, seu cérebro produz as mesmas substâncias que quando você está apaixonado(a) por alguém, ou seja: apaixonar-se é, quimicamente, comer quatro quilos de chocolate.</p>
<p>Como visualizar quatro quilos de chocolate? É claro que é muito, mas quão muito? Essa <a href="http://www.submarino.com.br/produto/35/21229179/tablete+classic+chocolate+ao+leite+170g+com+12+tabletes+-+nestle" target="_blank">caixa de barras de chocolate ao leite</a>, por exemplo, traz 12 tabletes de 170 gramas cada &#8211; cerca de dois quilos de chocolate. Apaixonar-se por alguém seria equivalente a comer duas caixas de chocolate ao leite de uma vez só, mas sem os riscos de ficar enjoado, passar mal do estômago ou ficar diabético.</p>
<p>A caixa usada no exemplo acima custa perto de 50 reais. Por isso e pelos problemas de saúde citados acima, não recomendaria que você desse duas caixas dessas de presente para o &#8220;alvo da sua flecha de cupido&#8221; para despertar o sentimento desejado, mas tem gente que gasta muito mais que isso quando se está apaixonado. Podemos dizer, então, que o amor da sua vida vale muito &#8211; pelo menos, muito mais que 100 reais &#8211; ou que o amor de sua vida é tão ou mais doce quanto duas caixas inteiras de barras de chocolate.</p>
<p>Façam com essa informação pra lá de relevante o que quiserem, só não inventem de fazer dela uma declaração romântica &#8211; sua esposa, namorada, caso, o que for. Ela pode não gostar muito de ser comparada a um abuso de calorias ou de seu coração ser quantificado e colocado à venda na prateleira virtual de uma loja online. Não quero levar a culpa pelo fim de seu relacionamento e ter que desembolsar 100 reais para lhe compensar&#8230;</p>
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		<title>Apaixonados como raposas cinzentas</title>
		<link>http://www.ocktock.com.br/2009/01/10/apaixonados-como-raposas-cinzentas/</link>
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		<pubDate>Sat, 10 Jan 2009 11:35:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ocktock</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estudos Estranhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Cientistas da universidade de Stony Brooks, em Nova York, constataram que a paixão e o desejo sexual pelo parceiro ou parceira podem, sim, existir em casais com mais de 20 anos de relacionamento. 10% dos entrevistados, ao verem fotos de seus pares, tiveram as mesmas reações químicas de casais no início do romance. O resultado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4378" title="raposas_cinzentas" src="http://www.ocktock.com.br/wp-content/uploads/raposas_cinzentas.jpg" alt="" width="420" height="204" /></p>
<p>Cientistas da universidade de Stony Brooks, em Nova York, constataram que a paixão e o desejo sexual pelo parceiro ou parceira podem, sim, existir em casais com mais de 20 anos de relacionamento. 10% dos entrevistados, ao verem fotos de seus pares, tiveram as mesmas reações químicas de casais no início do romance. O resultado vai contra análises mais antigas, que diziam que esses sentimentos caíam depois de 15 meses e terminavam de vez em 10 anos.</p>
<p>Os pesquisadores da universidade contaram que esses casais apresentavam o mesmo &#8220;mapa amoroso cerebral&#8221; que os de animais de outras espécies que costumam ficar com seus parceiros por toda a vida, como as raposas cinzentas, os gaviões e os cisnes.</p>
<p>Portanto, minhas queridas raposas solitárias leitoras deste blog, se vocês estão atrás de sua cara-metade mas têm medo que o relacionamento pode não durar muito tempo, não se desesperem: a ciência prova que é possível encontrar um parceiro ou parceira para o resto de sua vida &#8211; basta que role a mesma química entre vocês. Quem sabe ele ou ela não aparece agora em 2009? você tem o ano inteirinho para torcer e descobrir. Boa sorte!</p>
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		<title>Vai beijar quem, mesmo?</title>
		<link>http://www.ocktock.com.br/2008/08/02/vai-beijar-quem-mesmo/</link>
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		<pubDate>Sat, 02 Aug 2008 02:00:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ocktock</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estudos Estranhos]]></category>

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		<description><![CDATA[você já prestou atenção na letra da música Purple Haze, de Jimi Hendrix? Percebeu o verso excuse me while I kiss the sky (&#8220;Com licença, enquanto &#8216;beijo o céu&#8217;&#8221;)? O quê??? você entendia outra coisa? Ah, já sei, você estava crente que mister Hendrix cantava excuse me while I kiss this guy (&#8220;Dá licença, enquanto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4380" title="hendrix_psicodelico" src="http://www.ocktock.com.br/wp-content/uploads/hendrix_psicodelico.jpg" alt="" width="420" height="204" /></p>
<p>você já prestou atenção na letra da música <em>Purple Haze</em>, de Jimi Hendrix? Percebeu o verso <em>excuse me while I kiss the sky</em> (&#8220;Com licença, enquanto &#8216;beijo o céu&#8217;&#8221;)? O quê??? você entendia outra coisa? Ah, já sei, você estava crente que <em>mister</em> Hendrix cantava <em>excuse me while I kiss this guy</em> (&#8220;Dá licença, enquanto beijo este rapaz&#8221;). Não se envergonhe, muita gente no mundo inteiro parece entender errado as letras das músicas &#8211; isso quando não sabem o que estão ouvindo.</p>
<p>O<strong> </strong>Year of Reading, do Reino Unido, realizou uma pesquisa que mostra que mais da metade dos novos fãs de música não fazem a mínima idéia das letras das canções que estão ouvindo ? o maior motivo é a adoção de formatos digitais, que abandonam mídias como os CDs, as embalagens das bolachas prateadas e os encartes com as letras que vinham neles.</p>
<p>Mas e os milhares de sites que trazem letras de músicas? Aparentemente são poucos deste universo que se interessam em visitar tais endereços para conferir as letras daquilo que ouve &#8211; isso, quando os próprios sites não apresentam letras com equívocos como o do exemplo de Jimi aí no início desse texto. Esse erro em especial, muito cometido, foi a inspiração para a criação do site <a href="http://kissthisguy.com/" target="_blank">KissThisGuy.Com</a>. Pode confiar, gente, não é site pornô, não: é um repositório das letras &#8220;mal-entendidas&#8221;  que rolam pela Internet.</p>
<p>Aqui no Brasil, temos outro obstáculo: a da diferença de línguas para entender as músicas gringas, que tanto consumimos por aqui. Além da galera não ter vergonha de cantar um &#8220;ingrêis for Evir Bodes&#8221; sem medo de ser feliz (quem não se lembra <a href="http://www.youtube.com/watch?v=H9SgWwwJlX0" target="_blank">daquela infeliz do BBB cantando Iarnuou</a>?),  há quem insiste em entender frases (embaraçosas, claro) em portugu?s no meio  das letras do Tio Sam. O site <a href="http://cognatas.dromma.org/" target="_blank">Cognatas</a>, que eu já indiquei  aqui, é o melhor exemplo disso.</p>
<p>É isso aí, galera, mesmo que os sites de letras de músicas tenham, talvez, um erro ou outro, vale a pena dar uma navegada rápida até eles pra saber do que &#8220;aquela loira que rebola gostoso&#8221; ou &#8220;aquele gatinho todo sarado&#8221; estão cantando nos clipes da MTV e do TVZ, do Mulhishow. Vai que eles estão te sacaneando e você aí, todo ou toda se derretendo pela figurinha da TV&#8230;</p>
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		<title>CD ainda é bem vendido</title>
		<link>http://www.ocktock.com.br/2008/06/06/cd-ainda-e-bem-vendido/</link>
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		<pubDate>Fri, 06 Jun 2008 02:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ocktock</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Internet é uma formadora de opinião menos poderosa do que as grandes gravadoras imaginavam &#8211; pelo menos é o que mostra a pesquisa realizada pela Pew Internet, em conjunto com o American Life Project. De acordo com o documento, apenas 7% dos consumidores americanos declararam que a Web tem profundo impacto em suas compras [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4381" title="muitos_cds" src="http://www.ocktock.com.br/wp-content/uploads/muitos_cds.jpg" alt="" width="420" height="204" /></p>
<p>A Internet é uma formadora de opinião menos poderosa do que as grandes gravadoras imaginavam &#8211; pelo menos é o que mostra a pesquisa realizada pela Pew Internet, em conjunto com o American Life Project. De acordo com o documento, apenas 7% dos consumidores americanos declararam que a Web tem profundo impacto em suas compras de música.</p>
<p>Para alegria das <em>majors</em>, 82% dos entrevistados (entre estes, 69% com menos de 35 anos) ainda compram a maioria de suas músicas em CD. Cerca de 15%, ou 27% dos entrevistados com menos de 35 anos, disseram que metade de suas compras foram de faixas únicas em formato digital.</p>
<p>A pesquisa ainda diz que, mesmo com o poder de informação e divulgação de áudio e vídeo que a Internet oferece, as pessoas ainda se baseiam em canais tradicionais como TV, rádio e cinema para ficar por dentro das novidades musicais e pouco mais da metade declara que as informações online tiveram impacto zero na hora de decidir que música comprar. A Internet contribuiu sim, para 70% dos entrevistados, para oferecer informações sobre artistas que essas pessoas já conheciam, mesmo que 57% utilizem sites que oferecem audição de música por streaming ou web-rádios para conhecer novos artistas.</p>
<p>A faixa etária dos entrevistados foi bem abrangente, por isso os organizadores da pesquisa acreditam que se o universo de entrevistados se limitasse aos jovens de 12 a 24 anos, o resultado poderia apresentar influência maior da Internet na hora de consumir música. Mesmo assim, são dados reveladores, pois as pessoas mais velhas também acessam a Internet e ouvem música. Se esses dados puderem ser levados à sério, esta é mais uma prova de que a Internet não é inimiga das grandes gravadoras, mas uma potencial aliada com capacidade de abrangência absurda se as grandes empresas da música souberem como usar &#8211; caso contrário, o profetizado fim das <em>labels</em> musicais pela nova forma de produzir e comercializar música a partir do próprio artista se fundamentará mais rápido do que elas imaginam.</p>
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		<title>Não se navega mais como antigamente</title>
		<link>http://www.ocktock.com.br/2008/05/27/nao-se-navega-mais-como-antigamente/</link>
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		<pubDate>Tue, 27 May 2008 02:00:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ocktock</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estudos Estranhos]]></category>

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		<description><![CDATA[O internauta, diferente de alguns anos atrás, sabe o que quer na Web, conecta-se à Internet apenas para cumprir seus objetivos imediatos e sai dela tão logo esse objetivo seja cumprido. Quem afirma isso é o &#8220;Guru da Internet&#8221; Jacob Nielsen, diretor da Nielsen Norman Group, consultoria de usabilidade na Internet. A empresa realiza anualmente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4382" title="web" src="http://www.ocktock.com.br/wp-content/uploads/web.jpg" alt="" width="420" height="204" /></p>
<p>O internauta, diferente de alguns anos atrás, sabe o que quer na Web, conecta-se à Internet apenas para cumprir seus objetivos imediatos e sai dela tão logo esse objetivo seja cumprido. Quem afirma isso é o &#8220;Guru da Internet&#8221; Jacob Nielsen, diretor da Nielsen Norman Group, consultoria de usabilidade na Internet.</p>
<p>A empresa realiza anualmente uma pesquisa sobre os hábitos do internauta e o relatório divulgado em 2008 mostra que o internauta vai cada vez mais direto ao ponto, em vez de &#8220;navegar à deriva&#8221;, como era comum lá pelos idos dos anos 90. Outra característica interessante apontada pelo relatório é que os internautas procuram cada vez mais as ferrramentas de busca como primeiro passo de consulta por uma informação em vez de ir direto à página daquela informação em especial. Por exemplo: se a pessoa quiser saber algo sobre o Windows, ela não vai ao site da Microsoft e clica na área dedicada ao sistema peracional &#8211; ela vai ao Google e digita <em>Windows</em> na ferramenta de busca, que pode oferecer, como primeiro link do resultado, o canal dedicado a ele no site da Microsoft.</p>
<p>Isso, de certa forma, deve ser frustrante para a área profissional de Web: termos como &#8220;arquitetura de informação&#8221;, &#8220;usabilidade&#8221; e &#8220;visual atraente&#8221; são muito usados na esperança de prender o internauta cada vez mais tempo em uma página, ao lado de decisões editoriais para a criação de conteúdo curioso e interessante. Quando finalmente os profissionais Web adquirem esse <em>know how</em>, o comportamento de nosso público-alvo muda com a evolução tecnológica da Internet e, à medida que a velocidade de conexão que temos hoje aumenta, a paciência e o prazer do internauta em &#8220;navegar por aí&#8221; diminui &#8211; o que antes era uma diversão, tornou-se um meio para chegar ao fim, de preferência o mais rápido possível. Algumas conseqüências disso? Fica cada vez mais difícil seduzir o internauta com promoções, propagandas ou algo mais específico que você queira mostrar a ele &#8211; se não for aquilo que ele esteja procurando, é mais fácil que essa pessoa repare em um outdoor na rua.</p>
<p>Não sei dizer se a pesquisa foi corretamente apurada, mas eu me identifico com o resultado apresentado por ela. Lembro que, nos ídos de 96, eu adorava ficar navegando pelos diversos endereços cadastrados no &#8220;favoritos&#8221; de meu browser, muitos deles de sites sobre música, cinema ou humor, passando um bom tempo navegando na Internet &#8220;por prazer&#8221;. Desde que passei a usar a Web como instrumento de trabalho, a única diversão online (que não é totalmente diversão, mas também uma forma de exercício de escrita) tem sido escrever aqui para o Tocks &#8211; de resto, é ler as notícias pelo leitor de RSS (é mais rápido receber as notícias pelo programa do que navegar pelos sites dos jornais e portais noticiosos) ou realizar tarefas online, como banco e afins, o mais rápido possível. Visitar sites? Pra que, se tenho o Google pra buscar a informação que quero de forma muito mais rápida do que seguir o raciocínio de navegação de uma página até meu objetivo? Desculpe, arquitetos de informação, sei que vocês tiveram o maior trabalho para pensar em dispor tudo de forma lógica e fácil para nós quando o site foi planejado.</p>
<p>E você? Já parou pra pensar se seu hábito de navegar mudou muito de alguns anos pra cá? Pense um pouco nisso e comente aí embaixo?</p>
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		<title>AC/DC embala casamentos</title>
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		<pubDate>Sun, 30 Mar 2008 02:01:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ocktock</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estudos Estranhos]]></category>

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		<description><![CDATA[A revista americana Mobile Beat fez uma pesquisa realmente útil para todos nós (sim, estou sendo sarcástico) e levantou as músicas mais tocadas em casamentos americanos nos últimos 12 meses. Se você pensa que os casais americanos embalam suas juras de amor ao som dos &#8220;Robertos Carlos&#8221; de lá como Burt Bacharah, ledo engano: os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4383" title="acdc" src="http://www.ocktock.com.br/wp-content/uploads/acdc.jpg" alt="" width="420" height="204" /></p>
<p>A revista americana Mobile Beat fez uma pesquisa realmente útil para todos nós (sim, estou sendo sarcástico) e levantou as músicas mais tocadas em casamentos americanos nos últimos 12 meses.</p>
<p>Se você pensa que os casais americanos embalam suas juras de amor ao som dos &#8220;Robertos Carlos&#8221; de lá como Burt Bacharah, ledo engano: os esposos e esposas comemoram a assinatura do papel com o bom e velho rock n&#8217; roll de <em>You Shook Me All Night Long</em>, do AC/DC! Confira o Top10 das trilhas sonoras que tem embalado as celebrações dos recém-casados!</p>
<p>1 &#8211; You Shook Me All Night Long, do AC/DC<br />
2 ? Sexyback, de Justin Timberlake<br />
3 &#8211; Love Shack, do B-52&#8242;s<br />
4 &#8211; Brown Eyed Girl, de Van Morrison<br />
5 &#8211; Pour Some Sugar On Me, do Def Leppard<br />
6 &#8211; Sweet Home Alabama, do Lynyrd Skynyrd<br />
7 &#8211; Dancing Queen, do Abba<br />
8 &#8211; We Are Family, do Sister Sledge<br />
9 &#8211; Livin&#8217; On A Prayer, do Bon Jovi<br />
10 &#8211; Wonderful Tonight, de Eric Clapton</p>
<p>Do cafona ao inusitado, taí uma gama de sugestões pra você mandar o DJ tocar após o &#8220;pode beijar a noiva&#8221;.</p>
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		<title>Friends é educativo</title>
		<link>http://www.ocktock.com.br/2008/03/29/friends-e-educativo/</link>
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		<pubDate>Sat, 29 Mar 2008 02:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ocktock</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estudos Estranhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem já assistiu (e gostou) de Friends nunca mais vai esquecer das desventuras desses seis amigos na difícil arte de viver uma vida normal nos anos 90. A série durou 10 anos e terminou em 2003 nos EUA. Pois saiba que, além de divertir e fazer sucesso, os seis amigos também contribuiram para a educação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4385" title="friends" src="http://www.ocktock.com.br/wp-content/uploads/friends.jpg" alt="" width="420" height="204" /></p>
<p>Quem já assistiu (e gostou) de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Friends" target="_blank">Friends</a> nunca mais vai esquecer das desventuras desses seis amigos na difícil arte de viver uma vida normal nos anos 90. A série durou 10 anos e terminou em 2003 nos EUA. Pois saiba que, além de divertir e fazer sucesso, os seis amigos também contribuiram para a educação sexual dos adolescentes da época!</p>
<p>Isso é resultado de mais um estudo estranho, desta vez, realizado na Califórnia. Pesqusadores que buscavam saber os benefícios que a televisão pode trazer à criação e formação psicológica de uma pessoa utilizaram um episódio da série em que a personagem Rachel descobre sua gravidez indesejada, mesmo tendo usado preservativos.</p>
<p>Com base neste capítulo, eles entrevistaram cerca de 500 jovens de 12 a 17 anos que assistem televisão regularmente e aproximadamente 65% dos entrevistados lembravam do episódio e ficaram mais espertos em relação a prevenção e sexo seguro. Os pesquisadores, que querem desmistificar a &#8220;verdade popular&#8221; de que a televisão emburrece e prejudica o desenvolvimento das pessoas, ficaram satisfeitos.</p>
<p>Quando perceberem que a índole da televisão não pode ser generalizada e/ou focada no aparelho, mas em cada programa ou emissora, talvez aí a sociedade saiba para onde dar o primeiro passo ruo ao caminho certo para uma TV cada vez melhor. Temas importantes como este abordados de forma simpática como foi em <em>Friends</em> pode ser uma boa sugestão&#8230;</p>
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		<title>Piada: uma arte perdida</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Oct 2007 02:00:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ocktock</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estudos Estranhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem fez essa pesquisa devia estar carente de colegas de trabalho com senso de humor: os resultados dela alegam que a arte de contar piadas está sendo assassinada pela Internet. Grandes nomes do humor nacional como Costinha, Ari Toledo, Chico Anísio e, principalmente, americanos como Eddie Murphy, Jerry Sienfield e o apresentador Jay Leno fizeram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4386" title="comediante" src="http://www.ocktock.com.br/wp-content/uploads/comediante.jpg" alt="" width="420" height="204" /></p>
<p>Quem fez essa pesquisa devia estar carente de colegas de trabalho com senso de humor: os resultados dela alegam que a arte de contar piadas está sendo assassinada pela Internet.</p>
<p>Grandes nomes do humor nacional como Costinha, Ari Toledo, Chico Anísio e, principalmente, americanos como Eddie Murphy, Jerry Sienfield e o apresentador Jay Leno fizeram carreira fazendo os chamados <em>stand-up comedys</em>, aquelas apresentações onde encontram-se no palco apenas o comediante, um banquinho e um microfone, contando piadas com interpretações peculiares e uma língua ferina. Pois com a demanda de e-mails e a facilidade com que as pessoas podem mandar textos, áudios e vídeos engraçados, essa arte de contar piadas está ficando cada vez mais escassa.</p>
<p>De acordo com os números obtidos pela revista Loaded Magazine, que promove um concurso anual de humoristas, 75 por cento das pessoas entrevistadas admitiram passar mais de uma hora por dia em horário de trabalho enviando e-mails com piadas para seus colegas e amigos. 40 por cento admitem reciclar as mesmas piadas várias vezes, enquanto 5 por cento admitiu nunca ter recebido uma piada por e-mail.</p>
<p>&#8220;Hoje em dia é muito mais provável você ouvir coisas como &#8216;você viu aquele vídeo no YouTube?&#8217; que &#8216;Havia um inglês, um irlandês e um escocês&#8230;&#8217;&#8221;, comenta um dos organizadores da pesquisa. É, pelo visto, o concurso da revista deverá estudar uma migração definitiva para o mundo online por falta de quorum&#8230;</p>
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