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	<title>Tocks do Ock-Tock &#187; O Que Achei De:</title>
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		<title>À prova de morte, mas não de críticas</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 16:14:57 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[À prova de morte está longe de ser o melhor filme de Quentin Tarantino. Na verdade, o filme é ruim – e por isso mesmo, muito divertido! Como o mercado brasileiro de cinema cometeu o disparate de lançar o filme aqui praticamente dois anos depois de Planeta Terror, muitos podem ter se esquecido ou mesmo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-5365" title="deathproof" src="http://www.ocktock.com.br/wp-content/uploads/deathproof.jpg" alt="" width="420" height="204" /></p>
<p><a href="http://www.adorocinema.com/filmes/a-prova-de-morte/" target="_blank">À prova de morte</a> está longe de ser o melhor filme de Quentin Tarantino. Na verdade, o filme é ruim – e por isso mesmo, muito divertido! Como o mercado brasileiro de cinema cometeu o disparate de lançar o filme aqui praticamente dois anos depois de <em>Planeta Terror</em>, muitos podem ter se esquecido ou mesmo não souberam do projeto <em>Grindhouse</em>, idealizado por Tarantino e Robert Rodriguez. Por volta de 2007, os dois diretores planejaram uma homenagem àquele gênero de filmes de horror de média duração, com pouco (ou nenhum) roteiro e muitas cenas violentas e/ ou nojentas. As seções <em>grindhouse</em> exibidas nos cinemas dos anos 70 eram compostas de dois ou três filmes do gênero, acompanhados de trailers dos próximos – tudo com péssima qualidade, inclusive dos rolos de filmes que se mostravam bem gastos. A idéia original era a de lançar os dois filmes e os trailers fictícios em um único pacote, mas o estúdio resolveu dividir a obra e lançar como se fossem dois filmes separados mesmo. Em 2008, <a href="http://www.ocktock.com.br/2008/04/13/planeta-nojento/" target="_blank">eu assisti o DVD de <em>Planeta Terror</em></a> e só agora, em 2010, pude fechar minha seção Grindhouse assistindo ao segundo filme na telona.</p>
<p>A brincadeira de Tarantino é menos escandalosa que a de Rodriguez, mas com muito mais conteúdo. O diretor reviveu um tipo de filme de terror que fazia relativo sucesso no underground dos anos 60 apelidado de “road horror”, onde a estrada era o cenário principal assombrado por um insano motorista homicida que usava seu carro envenenado e “tunado” para matar no lugar de facas, motosserras ou poderes sobrenaturais.</p>
<p>Kurt Russel não fez feio no papel do “Dublê Mike”, o ex-dublê especialista em cenas de carros que não consegue mais empregos porque as cenas perigosas de automóveis de hoje em dia são feitas com efeitos especiais (o diálogo entre Russel e outra personagem no filme representa bem essa alfinetada-crítica no atual cenário de Hollywood). Tarantino já gosta de “ressuscitar” atores sumidos das telonas e foi legal ver Kurt em um papel principal depois de décadas, mas não foi tão marcante assim como foram, por exemplo, os retornos de John Travolta e Daryl Hannah. Outra característica típica dos filmes de Quentin, os diálogos longos e cheios de referências à cultura pop e/ ou contra-cultura, também não encaixaram tão bem quanto em suas obras anteriores. Foi a única vez em que, assistindo um filme do diretor, pensei “menos papo e mais ação, por favor”.</p>
<p>De resto, o filme entrega exatamente aquilo que promete: cenas de mortes dantescas (usando o automóvel preto como arma) que te fazem gemer de dor e aflição na cadeira pelos personagens, uma breve ligação com <em>Planeta Terror</em>, de Rodriguez, roteiro mais raso que piscina de plástico para crianças e uma edição que simula falhas grotescas de corte de cena e desgaste na película, como todo “bom” filme do estilo <em>grindhouse</em>. Para gostar do filme como eu gostei, é preciso entrar na brincadeira e fazer de conta que vai assistir um daqueles filmes que Zé do caixão apresentava no saudoso <em>Cine Trash</em> da TV Bandeirantes nos anos 80 – caso contrário, este será o pior filme do Tarantino que já viu na vida!</p>
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		<title>Brincadeiras, amizades e ferramentas</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Jul 2010 20:09:34 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Quando soube das opiniões de todos que assistiram a Toy Story 3, pensei que ia me debulhar em lágrimas mais do que fiz nos primeiros 10 minutos de UP – Altas Aventuras. Era comum ler ou ouvir frases como “chorei pra caramba com o final” ou “como me emocionei com o terceiro filme”, mas tenho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-5130" title="toystory3" src="http://www.ocktock.com.br/wp-content/uploads/toystory3.jpg" alt="" width="420" height="204" /></p>
<p>Quando soube das opiniões de todos que assistiram a <a href="http://www.cinepop.com.br/filmes/toystory3.htm" target="_blank">Toy Story 3</a>, pensei que ia me debulhar em lágrimas mais do que fiz nos primeiros 10 minutos de <em>UP – Altas Aventuras</em>. Era comum ler ou ouvir frases como “chorei pra caramba com o final” ou “como me emocionei com o terceiro filme”, mas tenho que ser sincero: a terceira aventura dos brinquedos de Andy não me atingiu. Passou até um pouco longe, aliás.</p>
<p>Não me entenda mal, eu gostei muito de ver novamente Woody, Buzz Lightyear, os cabeça-de-batata e toda a turma de brinquedos na telona novamente. É sempre divertido ver o mundo sob o ponto de vista dos brinquedos e os roteiros da Pixar são, como sempre, impecáveis, criativos e escritos com muito carinho e sentimento, mas minha simpatia pela agora trilogia se encerra aqui. Os bonecos e carrinhos e bugigangas animadas nunca despertaram em mim a tal nostalgia pelos antigos bonecos de Comandos em Ação ou He-Man que eu tinha quando era criança. Os filmes de Toy Story partem do princípio de que as crianças vêem seus brinquedos como seus amigos para toda hora e companheiros de aventuras fantásticas. Quando eu era criança, nunca quis “viver” as aventuras que eu criava com os personagens que eu inventava para aqueles bonecos, queria apenas contá-las, do mesmo jeito que um escritor quer contar uma história ou um desenhista de quadrinhos quer mostrar sua narrativa. Assim como qualquer criança no auge dos sete anos de idade, não sabia desenhar e tinha preguiça de escrever com papel e lápis (minha mente era muito mais rápida que minha mão). Meus brinquedos eram, então, meras ferramentas para contar as histórias que eu tinha em mente, afinal, o desenrolar da aventura se dava mais depressa brincando que escrevendo.</p>
<p>Por conta deste meu modo de pensar (Atípico? Diferente?) quando criança, sou a pessoa menos indicada do mundo para construir uma opinião contra ou a favor do terceiro filme ou mesmo de toda a série da Pixar, que nunca me fisgou, mas se você foi uma criança saudável que vivia aquele mundo de fantasia intensamente com seus brinquedos, não perca tempo e relembre, pela última vez, essa sensação de por sua mente para viajar para o infinito e além.</p>
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		<title>A ilha das incoerências</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Apr 2010 03:00:24 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Já fazem dois dias que vi Ilha do Medo e, até agora, não consegui decidir se o filme é bom ou ruim. Ele até tem elementos interessantes, mas sua execução deixou muito à desejar e o final, apesar de impactante e surpreendente como todo thriller de suspense deve ser, não é muito diferente do tipo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4783" title="ilhadomedo" src="http://www.ocktock.com.br/wp-content/uploads/ilhadomedo.jpg" alt="" width="420" height="204" /></p>
<p>Já fazem dois dias que vi <a href="http://www.adorocinema.com/filmes/shutter-island/" target="_blank">Ilha do Medo</a> e, até agora, não consegui decidir se o filme é bom ou ruim. Ele até tem elementos interessantes, mas sua execução deixou muito à desejar e o final, apesar de impactante e surpreendente como todo thriller de suspense deve ser, não é muito diferente do tipo de final que outros filmes da década de 90 apresentaram. Se você não “entrar no clima da história” e prestar atenção em uma série de detalhes e aparentes absurdos do roteiro, mata a charada na metade do filme.</p>
<p>Pelo menos dois pontos ruins eu posso citar de imediato: o primeiro é que Martin Scorcese, definitivamente, não é o diretor mais indicado para um filme desse tipo. O cara é excelente para dirigir filmes épicos que retratam a cidade de Nova Iorque, seja a atual ou a dos anos 20/ 30/ 40, mas ele se perde ao tirá-lo de seu habitat natural, mesmo dentro de uma ilha como a de Shutter Island, onde a única coisa que tem lá é o hospital psiquiátrico para criminosos insanos. O visual e a dramática trilha sonora orquestrada de toda a película me dão a nítida impressão de que estou vendo um antigo filme de Hitchcock incrementado posteriormente. É natural que Scorcese, sendo um clássico diretor da “velha escola” de Hollywood (seu primeiro curta-metragem é de 1963), tenha o velho Alfred como principal referência para filmes desse tipo, só que a linguagem do mestre do suspense que assustou o mundo dos anos 40 à 70, aplicada em um filme hoje, torna tudo um pouco caricato.</p>
<p>O filme se passa em 1954, quando um detetive federal com passado violento e dramático (vivido por Leonardo DiCaprio) e seu novo parceiro são convocados para investigar a aparente fuga de uma das mais perigosas pacientes do hospício-prisão. A premissa do filme já é bastante estranha: se o local, uma ilha no meio do nada que já é uma instituição federal, vive recheada de guardas que conhecem a região melhor do que qualquer estrangeiro, para que chamar um agente federal que nunca pisou por lá para que ele comande a investigação? O enredo é cheio de falhas como essa, mas o final justifica todas elas – esse, no entanto, não é o segundo ponto que cito de ruim.</p>
<p>O segundo ponto é, sem dúvida, Leonardo DiCaprio. Existem sim alguns atores que eu acho péssimos a ponto de me dar o direito de usar o artifício “não vi e não gostei” para eles, mas o queridinho de Scorcese não faz parte dessa lista. Ele já me surpreendeu antes como o irmão retardado de Johnny Depp em <em>Gilbert Grape – Aprendiz de Sonhador</em> e foi OK em outros filmes como <em>Prenda-me Se For Capaz</em>, mas ele definitivamente não me convenceu como o obsessivo federal responsável pela investigação e que é atormentado por pesadelos a partir do momento em que pisa na ilha. Nem o cavanhaque tirou dele a cara de bom moço que desacredita o personagem e sua interpretação estava forçada demais, como se fosse um garotinho querendo brincar de gente grande, e não como o durão ex-soldado matador de nazistas que virou detetive depois da guerra. Pelo menos isso é atenuado pelas sempre naturais atuações de Ben Kingsley e Max von Sydow como os psiquiatras que administram o hospício e do convincente Mark Ruffalo como o parceiro de DiCaprio na investigação.</p>
<p>Esse texto, sem entregar nenhuma informação-chave da trama, está cheio de pistas e incoerências para você ter o que pensar. Assista ao filme e depois me diga quanto tempo levou para adivinhar o final &#8211; e aproveite para dizer o que achou.</p>
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		<title>Nem tão complicado (ou simples) quanto parece&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Mar 2010 19:16:21 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Dizem que a vida começa aos 40, mas de acordo com algumas comédias românticas que têm passado no cinema nos últimos anos, ela recomeça perto dos 60. Simplesmente complicado passa bem essa mensagem com um invejável elenco de cabelos brancos que dá um show na telona em meio a situações tipicamente adolescentes. Nunca havia imaginado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4752" title="simplesmente_complicado" src="http://www.ocktock.com.br/wp-content/uploads/simplesmente_complicado.jpg" alt="" width="420" height="204" /></p>
<p>Dizem que a vida começa aos 40, mas de acordo com algumas comédias românticas que têm passado no cinema nos últimos anos, ela recomeça perto dos 60. <a href="http://www.portaldecinema.com.br/Filmes/simplesmente_complicado.htm" target="_blank">Simplesmente complicado</a> passa bem essa mensagem com um invejável elenco de cabelos brancos que dá um show na telona em meio a situações tipicamente adolescentes.</p>
<p>Nunca havia imaginado Meryl Streep, Steve Martin e Alec Baldwin em um mesmo filme e talvez por isso tenha me surpreendido com a química que os experientes atores demonstraram na telona, mas este não é o ponto alto da película. O que me encantou mesmo foi ver personagens “sessentões” que ainda sentem desejos, sentimentos e necessidades que os filmes costumam atribuir apenas aos jovens, como se pertencessem apenas a eles o direito e a capacidade de amar, sentir tesão, ter dúvidas a respeito do relacionamento fracassado, atual ou possível, a infantil vontade incontrolável de se gabar sobre o que fez para os amigos ou de imaginar alguma situação ridícula que, na hora, parecia uma boa idéia.</p>
<p><em>Simplesmente complicado</em> mostra que a idade e experiência não trazem sabedoria infalível para todos os casos. Não é só porque Jake, o personagem de Baldwin, é um senhor advogado renomado e bem sucedido que ele deixou de ser levado pela libido – tanto que, há 10 anos, trocou a esposa, empresária e <em>chef</em> de mão cheia Jane, vivida por Meryl Streep, por uma mulher mais jovem com quem já havia tendo um caso. No início da história, a bela senhora já havia superado o trauma do divórcio, mas se vê no dilema tipicamente adolescente quando, numa noite de bebedeira, transa com o ex que se apaixona novamente por ela na mesma época em que conhece o bom partido, simpático, engraçado e tímido Adam, vivido por Steve Martin. Quantos filmes você já viu por aí com garotas divididas entre o ex-namorado canalha e bonitão e a nova paquera na forma de um tímido e bom moço rapaz novo no colégio? Situações como essa, mesmo que comuns, podem acontecer em qualquer época da vida e não é só porque você é mais velho que saberá lidar com ela com a sapiência e imparcialidade de um Mestre Yoda. O coração será sempre um jovem tolo.</p>
<p>Sim, o filme é apenas um filme, uma comédia romântica que funciona muito bem e é uma delícia de se assistir bem agarrado àquela companhia especial no escurinho da sala, mas não é só por isso que ele não passe uma mensagem interessante e que todos nós devemos nos lembrar sempre: a vida pode ser curta, mas não é só porque se chega à terceira idade que já devemos encomendar os caixões e esperar a morte chegar. Curta tudo que tiver para curtir, experimente o que a vida lhe oferece e caia de cabeça sim, pois não há idade ideal para se viver – basta estar vivo. E isso não é nada complicado.</p>
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		<title>1001 maneiras (ou menos) de se matar um zumbi</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Feb 2010 14:42:21 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Quando vemos o trailer de Zumbilândia, a primeira impressão que temos é a de que será uma comédia-paródia com todos os filmes de zumbi que existem por aí, desde os clássicos de Romero até os atuais, que correm e pulam sobre suas vítimas com uma fome de outro mundo. Pura diversão descerebrada para exercitar o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4652" title="zombieland" src="http://www.ocktock.com.br/wp-content/uploads/zombieland.jpg" alt="" width="420" height="204" /></p>
<p>Quando vemos o trailer de <a href="http://www.imdb.com/video/imdb/vi503382553/" target="_blank">Zumbilândia</a>, a primeira impressão que temos é a de que será uma comédia-paródia com todos os filmes de zumbi que existem por aí, desde os clássicos de Romero até os atuais, que correm e pulam sobre suas vítimas com uma fome de outro mundo. Pura diversão descerebrada para exercitar o humor negro e pensar em formas criativamente sádicas de se matar um morto-vivo.</p>
<p>Até que a primeira metade do filme é assim e é bem divertida enquanto mantém essa proposta. Os personagens sem nome, definidos apenas pelas cidades de onde vem, são os mais chavões possível dentro de um filme que seria uma paródia de chavões. O nerd virgem de Columbus (Jesse Eisenberg) é o nosso guia pelos Estados Unidos, um país vitimado por uma praga que transformou a maior parte da população em zumbis irracionais, que vivem atrás de carne humana fresca. Suas regras e inabilidade de se socializar com outras pessoas (vivas ou mortas-vivas) o mantiveram vivo, mas não prepararam para encontrar o valentão de Tallahassee (Woody Harrelson) que descobriu, nessa terra, sua verdadeira vocação: ser um bastardo safado sádico e criativo para matar pessoas &#8211; como elas já estão mortas mesmo, não é preciso ter remorso algum nisso. As irmàs de Wichita (Emma Stone) e Little Rock (Abigail Breslin) são bem mais úteis para o filme e história que apenas posarem de beldades do que qualquer aparição de Megan Fox nos dois Transformers juntos. As aventuras e desventuras desse quarteto tentando se relacionar enquanto matam e escapam de zumbis é absolutamente previsível, mas seu cérebro está tão desligado quanto os dos mortos vivos, então tudo bem. A diversão é garantida.</p>
<p>A partir da segunda metade, parece que estamos assistindo uma versão tragicômica de <em>eu sou a Lenda</em>, aquele com Will Smith. Fora a piada do &#8220;Grande B.M.&#8221; (para entender o que quero dizer, assista o filme &#8211; mais que isso, vou acabar dando spoiler aqui), o filme dá uma caída para apresentar a parte sentimental da história, revelar um pouco do passado e motivação de alguns personagens e criar momentos românticos que devem haver em todo filme americano mas, caramba, isso é um filme de zumbi! Nós, espectadores que nos dispusemos a desligar nossos cérebros para ver carnificina de cadáveres começamos a ficar com fome típica de zumbi pelas atrocidades com esses mortos-vivos e começamos a achar que tem menos &#8220;matança&#8221; do que o trailer nos vendeu. Fome essa que é um pouco saciada ao final do filme, mas nos deixou um gostinho de quero mais. Tudo bem, o final do filme deixou em aberto a possibilidade para continuações mesmo&#8230;</p>
<p>As referências com outros filmes, séries da atualidade e a trilha sonora (destaque para a excelente abertura do filme ao som de <em>For Whom the Bell Tolls</em>, do Metallica) são atrações à parte, mas estão longe de segurarem o filme. Eu, que não gosto muito de temas como zumbis e vampiros, faço aqui uma metáfora sexual: senti-me como uma mulher que acreditou no papo do cara que diz ser AQUELE CARA que vai te deixar arrasada, mas, na hora H, morreu nos primeiros 15 minutos. Agora entendo vocàs quando ficam em dúvida quanto a dar uma segunda chance à figura.</p>
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		<title>&#8220;Elementar, my f***in&#8217; Watson&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Jan 2010 06:28:28 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Filmes]]></category>

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		<description><![CDATA[Sou fã do diretor Guy Ritchie e, desde Homem de Ferro, passei a admirar o trabalho de Robert &#8220;Tony Stark&#8221; Downey Jr &#8211; mas, até aí, quem não passou? Mesmo assim, não levei fé no filme de Sherlock Holmes quando surgiu o trailer. A prévia já mostrava uma evidente e radical desvirtuação do personagem em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4422" title="sherlock_holmes" src="http://www.ocktock.com.br/wp-content/uploads/sherlock_holmes.jpg" alt="" width="420" height="204" /></p>
<p>Sou fã do diretor Guy Ritchie e, desde <em>Homem de Ferro</em>, passei a admirar o trabalho de Robert &#8220;Tony Stark&#8221; Downey Jr &#8211; mas, até aí, quem não passou? Mesmo assim, não levei fé no filme de <a href="http://sherlock-holmes-movie.warnerbros.com/">Sherlock Holmes</a> quando surgiu o trailer. A prévia já mostrava uma evidente e radical desvirtuação do personagem em relação àquele que lia nos livros de <em>sir</em> Conan Doyle. a primeira coisa que me passou foi &#8220;Isso tem cara de ser um novo <em>Van Helsing</em>&#8230;&#8221;</p>
<p>O primeiro blockbuster do ano superou minhas expectativas: é divertido, tem cenas de ação interessantes, uma ambientação bonita, a &#8220;química&#8221; entre Downey Jr e Judy Law, que interpreta o leal amigo Dr. John Watson, funciona bem e o filme, no geral, é infinitamente superior àquela bomba vivida por Hugh Jackman em 2004, mas, mesmo assim, eu estava certo: definitivamente, este Não É o Sherlock Holmes que Arthur Conan Doyle criou em clássicos como <em>O Cão dos Baskervilles</em>.</p>
<p>Bem contrário ao original, o Sherlock de Guy Ritchie e Downey Jr. é um anti-herói sujo, charmoso, bom de briga (participa até da versão da época de <em>Ultimate Fithing</em>) e mulherengo, daqueles que atrai as mulheres por seu jeito &#8220;acabei de acordar&#8221; tal qual o rabugento médico Gregory House da série <em>House</em>. As semelhanças entre esse Holmes e o personagem vivido por Hugh Laurie na série médica vão além: assim como House, o Sherlock do filme é mal-humorado, anti-social, irritante, sua mente nunca pára de trabalhar e só tem um amigo no mundo &#8211; no caso, Watson, que, por sua vez, deixou de ser o pacato e ingênuo médico das clássicas histórias para se tornar valente, ousado e viciado em jogatina na pele de Law. O criador de<em> House</em>, David Shore, já disse ser fã do grande detetive e que se baseou na mente analítica de Holmes para criar o &#8220;jeito de pensar&#8221; do personagem principal &#8211; e quem assiste a série nota, nas telonas, como o jeito de ser do médico de bengala foi roubado pelos roteiristas para ser aplicado no investigador do fim do século XIX e começo do século XX, fechando um ciclo curioso.</p>
<p>O mais surpreendente para quem conhece a obra literária é ver como a dupla de distintos, elegantes e quase celibatários cavalheiros transformam-se em verdadeiros aventureiros descolados e sedutores no universo de Ritchie.  O diretor britânico, por sua vez, arrisca-se sair daquela fórmula de filmes &#8220;histórias paralelas bizarras de diversos criminosos que se encontram no final&#8221; que o consagrou para dirigir um filme padrão &#8211; divertido e bem feito, sim, mas padrão. Definitivamente, não é uma obra de Ritchie, nota-se que ele foi apenas contratado para conduzir os cavalos dessa carruagem.</p>
<p>Se você é fã dos contos e livros de Sherlock Holmes, tenha em mente de que você verá uma aventura vivida por personagens inéditos, nunca apresentados antes em qualquer obra e que, por mera coincidência, foram batizados com nomes que você já leu em algum lugar. Assim, você vai curtir as duas horas de boa diversão que Guy Ritchie lhe oferece. Se você nunca leu nada de Sherlock Holmes, não fará diferença: compre sua pipoca com refrigerante e divirta-se.</p>
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		<title>Ao ver um não-humano, denuncie!</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 06:26:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ocktock</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não sou um fã de ficção científica &#8211; aliás, percebo que nunca fui um fã do gênero. Gosto de Guerra nas Estrelas e semelhantes porque a história é mais um &#8220;capa-e-espada&#8221; ambientado no espaço sideral do que ficção científica propriamente dita. Sendo assim, pode acreditar quando digo que é um grande feito um filme como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4388" title="distrito9" src="http://www.ocktock.com.br/wp-content/uploads/distrito9.jpg" alt="" width="420" height="204" /></p>
<p>Não sou um fã de ficção científica &#8211; aliás, percebo que nunca fui um fã do gênero. Gosto de <em>Guerra nas Estrelas</em> e semelhantes porque a história é mais um &#8220;capa-e-espada&#8221; ambientado no espaço sideral do que ficção científica propriamente dita. Sendo assim, pode acreditar quando digo que é um grande feito um filme como <a href="http://www.cinemaemcena.com.br/Ficha_filme.aspx?id_filme=6803&amp;aba=detalhe" target="_blank">Distrito 9</a> tirar de mim um adjetivo como &#8220;interessante&#8221;.</p>
<p>O filme está sendo vendido para o público em geral como a nova empreitada de Peter &#8220;Senhor dos Anéis&#8221; Jackson, desta vez na produção, mas os grandes méritos da obra são realmente o roteiro de Terri Tatchell e Neill Blomkamp, diferente de tudo que já vi em matéria de filmes de alienígenas, e a direção do mesmo Blomkamp, que mistura o estilo documentário (ou <em>mockumentary</em>, como estão chamando hoje em dia) com a narrativa tradicional, mas nunca caindo no lugar comum.</p>
<p>Se você espera algo como um <em>Independence Day</em> ou <em>Marte Ataca</em>, onde os tiros e batalhas aéreas de naves espaciais acontecem a todo instante, no melhor estilo hollywoodiano, esqueça. <em>Distrito 9</em> tem uma missão mais profunda e crítica que isso: a de jogar na nossa cara como a espécie dominante deste planeta é irracional, preconceituosa, medrosa e ignorante com nossa própria raça &#8211; imagine então como seríamos com uma raça alienígena que fica presa em nosso planeta e não consegue voltar pra casa. Antes que você pense, não há absolutamente nehuma relação com o E.T. de Spielberg.</p>
<p>O filme ganha a atenção de quem procura por originalidade na telona ao trocar a guerra entre nós e os alienígenas pela tensa situação das duas espécies convivendo de forma tensa no meio da África do Sul (está pensando que os ETs só vão para os Estados Unidos, é?), em uma grande favela conhecida como <em>distrito 9,</em> onde os alienígenas se viram para sobreviver, vítimas do preconceito dos nativos que não os querem por perto. A campanha de divulgação do filme, com cartazes espelhados pela cidade indicando que os pontos de ônibus e outros locais são proibidos para não-humanos, assim como é mostrado no filme, foi uma grande sacada. Adicione isso à burocracia dos órgãos públicos para lidar com isso, diversas questões sociais e culturais e você tem os ingredientes para um bom filme cheio de mensagens fortes, que fica ainda melhor quando começa o drama do franzino e inofensivo Wikus Van De Merwe (vivido por Sharlto Copley), funcionário da A Multi-National United (MNU) encarregado de transportar os aliens para o Distrito 10, menor, mais distante dos humanos e com menos condições de vida. Confesso que, ao ver Sharlto fora de seu personagem em entrevistas para divulgar o filme, quase não o reconheci. Se Hollywood não o fisgar logo esse talento, vai marcar bobeira.</p>
<p>Distrito 9 não é um filme <em>blockbuster</em>. É um filme para refletir, pensar e te inspirar a fazer algo mais produtivo para a sociedade ao redor. É um filme que te faz não querer ser um alien aos olhos de seus próximos e sentir vergonha de ser humano o suficiente de querer mudar isso. Como toda boa ficção científica. E olha que não sou assim um fã do gênero&#8230;</p>
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		<title>O que acontece em Vegas fica em Vegas. Ainda bem!</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Sep 2009 03:50:00 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Essa máxima já foi usada em vários filmes que abordam a mitologia (ou é a verdade nua e crua?) de que tudo MESMO pode acontecer &#8211; e acontece &#8211; na cidade de Las Vegas, estado de Nevada, Estados Unidos. Já vemos, nas telonas, muitas histórias de uma pessoa ou grupo de amigos que partem para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4389" title="sebebernaocase" src="http://www.ocktock.com.br/wp-content/uploads/sebebernaocase.jpg" alt="" width="420" height="204" /></p>
<p>Essa máxima já foi usada em vários filmes que abordam a mitologia (ou é a verdade nua e crua?) de que tudo MESMO pode acontecer &#8211; e acontece &#8211; na cidade de Las Vegas, estado de Nevada, Estados Unidos. Já vemos, nas telonas, muitas histórias de uma pessoa ou grupo de amigos que partem para o &#8220;parque de diversões da América&#8221; (normalmente para uma despedida de solteiro) e passam por tanta coisa que voltam totalmente mudados. Quando pensava que esse <em>plot</em> já estava saturado, me aparece <a href="http://br.cinema.yahoo.com/filme/15827/sebebernaocase" target="_blank">Se beber, não case</a>.</p>
<p>O roteiro não é diferente do padrão que descrevi acima: noivo mais três amigos fazem despedida de solteiro em Las Vegas, bebem todas, lapso de memória, acordam com a suíte revirada e não se lembram de absolutamente nada &#8211; as besteiras que aprontaram durante esse lapso de memória vêm batendo às suas portas à medida que o filme segue, enquanto eles tentam descobrir o que fizeram e consertar o rastro. O que diferencia <em>Se beber, não case</em> dos outros filmes do gênero são as seqüências de besteiras que eles vão descobrindo em ordem cronológica inversa e os tipos de conseqüências que elas trazem: sem poder entrar em detalhes para não estragar surpresas, são absurdos quase possíveis de acontecer que tiram seu fôlego, sem apelar para certas humorísticas de maus gosto muito usadas nas comédias sem graça dos últimos tempos, como escatologia, menções a sexo bizarro ou diálogos carregados de palavrões sem sentido com a intenção de chocar.</p>
<p>Foi um grande prazer encontrar no telão uma comédia inteligente e espirituosa que prova que é possível fazer rir com um tema tão batido como &#8220;porre em Las Vegas&#8221; sem apelar para o mau gosto. Está na minha lista particular de melhores filmes de 2009, com todos os méritos!</p>
<p>P.S.: isso não é um aviso, mas uma constatação: você VAI acompanhar os créditos no final do filme, um dos melhores de todos os tempos,  e concordará comigo que o que acontece em Vegas deve mesmo, definitivamente, para o bem da humanidade, permanecer em Vegas.</p>
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		<title>Ação, drama, magia e hormônios</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2009 04:22:41 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Deixe-me, primeiro, tentar explicar minha relação com Harry Potter: nunca li os livros do menino-bruxo, pois o personagem e seu universo nunca me interessaram muito. Inevitavelmente, acabei assistindo todos os filmes, um ou outro no cinema, mas a grande maioria no DVD, e minha opinião não mudou &#8211; é um universo divertido de se testemunhar, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4390" title="harrypotter_enigmaprincipe" src="http://www.ocktock.com.br/wp-content/uploads/harrypotter_enigmaprincipe.jpg" alt="" width="420" height="204" /></p>
<p>Deixe-me, primeiro, tentar explicar minha relação com <strong>Harry Potter</strong>: nunca li os livros do menino-bruxo, pois o personagem e seu universo nunca me interessaram muito. Inevitavelmente, acabei assistindo todos os filmes, um ou outro no cinema, mas a grande maioria no DVD, e minha opinião não mudou &#8211; é um universo divertido de se testemunhar, os filmes são feitos com esmero e capricho, mas não me encantei a ponto de virar fã. Digamos que sou um simpatizante e um admirador distante da franquia.</p>
<p>Com isto em mente, lá fui eu assistir <a href="http://epipoca.uol.com.br/filmes_detalhes.php?idf=12698" target="_blank">Harry Potter e o Enigma do Príncipe</a>, assim mesmo, de cabeça limpa e sem saber o que esperar dele, mesmo ciente de seu dramático final (sim, os amigos &#8220;Pottermaníacos&#8221; me contaram, de luto, o final do livro na época em que saiu &#8211; como ficar alheio a este acontecimento que chocou o mundo?). Devo dizer que, de toda a série, este foi o único que me deixou curioso para ver o próximo e último da saga que, pelo que li por aí, será dividido em duas partes.</p>
<p>O filme anterior deixa bem claro que a escola de magia de Hogwarts começaria a viver, na película seguinte, o momento mais negro de sua história e que o talentoso e poderoso aprendiz de feiticeiro é a única esperança do lado do bem sair vitorioso. <em>O Enigma do Príncipe</em> deixa bem claro que os vilões não vieram para brincadeira nos momentos de ação e drama, que realmente convencem, mas a história é bem equilibrada com momentos distintos de comédia e romance. A autora J.K. Rowling e o diretor David Yates não esqueceram que, a esta altura, nossos heróis Harry, o atrapalhado Rony Weasley e a perfeccionista Hermione Granger são, agora, adolescentes, com hormônios à toda e corações acelerados. Junte isso àquelas confusões amorosas de adolescentes tipo &#8220;fulano gosta de beltrana, que gosta de cicrano&#8221; e você se sente assistindo a um filme de John Hughes como <a href="http://www.adorocinema.com/filmes/clube-dos-5/clube-dos-5.asp" target="_blank">Clube dos Cinco</a> ou <a href="http://www.interfilmes.com/filme_13451_Gatinhas.Gatoes-(Sixteen.Candles).html" target="_blank">Gatinhas e Gatões</a> ambientado em uma escola de magia.</p>
<p>Por mais que os filmes anteriores de Potter tenham sido, para mim, &#8220;uma agradável diversão momentânea e nada mais&#8221;, admito aqui que valeu a pena ter acompanhado a série para testemunhar esse clímax da vida do personagem principal. Aqueles que leram o livro devem sentir falta de muitos detalhes descritos na história de aproximadamente mil páginas que, obviamente, não caberiam em um filme, mesmo que este tenha duas horas e meia de duração. Espero que, mesmo assim, os fãs leitores entendam isso e curtam a experiência de assistir a esse que é, até o momento, o capitulo mais emocionante da saga nas telonas.</p>
<p>Como é dito em toda a série, os humanos que sequer sabem que magia existe são chamados pelos magos de &#8220;trouxas&#8221; &#8211; em nosso mundo de espectadores, é uma interessante analogia pensar que os &#8220;trouxas&#8221; são aqueles que, como eu, só conhecem o universo de Harry Potter através dos filmes, sem terem lido os livros. Neste momento, não me importo de ser um trouxa, pois isso me fez curtir bastante o filme. Em certas horas, a ignorância é uma dádiva&#8230;</p>
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		<title>Fortes emoções e uma pitada de guitarra</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Aug 2009 15:51:53 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Nando Reis deve ter passado maus momentos em sua vida pessoal de 2006 pra cá para escrever algumas das letras que ele apresenta em seu novo trabralho, Drês. Sem perder sua veia romântica e sentimental, esse é o trabalho mais pesado do artista, com bastante guitarra em vez de violão, desde que saiu dos Titãs [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-4360 aligncenter" title="nandoreis_dres" src="http://www.ocktock.com.br/wp-content/uploads/nandoreis_dres.jpg" alt="" width="420" height="204" /><br />
<strong>Nando Reis</strong> deve ter passado maus momentos em sua vida pessoal de 2006 pra cá para escrever algumas das letras que ele apresenta em seu novo trabralho, <a href="http://www.americanas.com.br/AcomProd/580/2764620" target="_blank">Drês</a>. Sem perder sua veia romântica e sentimental, esse é o trabalho mais pesado do artista, com bastante guitarra em vez de violão, desde que saiu dos Titãs e assumiu de vez sua carreira solo.</p>
<p>É normal um artista expressar em sua arte tudo que ele sente, vive e presencia. No caso de um músico, através das melodias e letras que compõe. Isso não é novidade na carreira de Nando, que escreve suas músicas como se o ouvinte fosse um amigo que está ouvindo as histórias &#8211; engraçadas, tristes ou simplesmente um desabafo do coração &#8211; de tudo que o cerca. Neste novo trabalho, conferimos algumas declarações de amor ?s ex-namoradas e/ou mulheres (cujos relacionamentos deram ou não certo), seus filhos e sua mõe em momentos delicados. Falar de felicidade é fácil, mas falar de sentimentos como saudade e a necessidade de dar a volta por cima após uma &#8220;porrada da vida&#8221; é um exercício e tanto de exposição de seu &#8220;eu&#8221; interior.</p>
<p>Não pense que, com isso, <em>Drês</em> é um trabalho depressivo &#8211; pelo contrário! Graças ao uso mais comum da guitarra que o do violão e as levadas mais rápidas, estamos falando de um trabalho mais &#8220;rock n roll&#8221; de Nando. Essas músicas trazem sentimentos deliciosamente antagônicos, que te deixam emocionado, empolgado e estranhamente feliz por sentir uma pontinha de melancolia &#8211; carapuça servindo em alguns momentos, talvez?</p>
<p>Em meio a essa pegada mais rock e um turbilhão de emoções, os fãs perceberão que tudo isso é matéria-prima para mais um delicioso e emocionante trabalho deste que eu sempre considerei o mais talentoso dos Titãs. Se Mick Jagger me permite uma pequena alteração em um de seus refrões mais famosos, <em>Drês</em> é apenas Nando Reis, mas eu gosto!</p>
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