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	<title>Tocks do Ock-Tock &#187; Outros</title>
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		<title>Seu dia na telona</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 04:58:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ocktock</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É melhor ter algo bem legal para fazer amanhã. Seu dia pode fazer parte do novo filme de Ridley Scott e Kevin McDonald. A Vida em Um Dia é o projeto audacioso desses dois cineastas que contarão com a ajuda do YouTube para coletar material filmado – e é você quem vai “pilotar” a câmera! [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-5297" title="avidaemumdia" src="http://www.ocktock.com.br/wp-content/uploads/avidaemumdia.jpg" alt="" width="420" height="204" /></p>
<p>É melhor ter algo bem legal para fazer amanhã. Seu dia pode fazer parte do novo filme de Ridley Scott e Kevin McDonald. <a href="http://www.youtube.com/lifeinaday" target="_blank">A Vida em Um Dia</a> é o projeto audacioso desses dois cineastas que contarão com a ajuda do YouTube para coletar material filmado – e é você quem vai “pilotar” a câmera!</p>
<p>Os interessados terão que filmar suas atividades durante o próximo dia 24 de julho de 2010 (amanhã) e, depois, enviá-lo para o canal do projeto dentro do portal de vídeos. Os trechos mais interessantes serão usados por Ridley e Kevin em uma obra cinematográfica que é uma verdadeira experiência: o primeiro longa-metragem colaborativo do mundo. A história? Um dia comum do planeta Terra!</p>
<p>Leia as regras e certifique-se de que sua filmagem está dentro do estipulado antes de mandar – você tem até o dia 31 de julho para isso. Se seu trecho for escolhido, seu nome estará nos créditos do filme como colaborador! Quem sabe este não é seu primeiro passo para uma carreira brilhante de cineasta em Hollywood?</p>
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		<title>“Só tem babaca na Internet”</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Jul 2010 16:18:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ocktock</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Foi repassada ontem, pelo Twitter, uma entrevista com Ziraldo onde ele deixava clara sua opinião a respeito da Internet e de seus heavy users: “Só tem babaca na Internet” enfatizou o cartunista. Em sua declaração, ele citou exemplos e argumentos como o comportamento de pessoas nos chats e a capacidade dos internautas em conversar através [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-5230" title="ziraldo_tv" src="http://www.ocktock.com.br/wp-content/uploads/ziraldo_tv.jpg" alt="" width="420" height="204" /></p>
<p>Foi repassada ontem, pelo Twitter, uma entrevista com Ziraldo onde ele deixava clara sua opinião a respeito da Internet e de seus <em>heavy users</em>: “Só tem babaca na Internet” enfatizou o cartunista. Em sua declaração, ele citou exemplos e argumentos como o comportamento de pessoas nos chats e a capacidade dos internautas em conversar através de texto com quem não conhece pessoalmente, algo que ele acha estranho. Se você ainda não viu, <a href="http://www.twitvid.com/9HKG5" target="_blank">clique aqui</a> e assista a entrevista.</p>
<p>É claro que minha primeira reação é a de ficar indignado com a declaração e decepcionado com quem a disse. Ser gratuitamente chamado de babaca pelo criador de um os livros da minha infância, <em>Flicts</em>, não é algo que desce pela garganta – mas depois da reação inicial, fui limpar a mente e tênar analisar friamente quem era essa pessoa que estava generalizando os internautas.</p>
<p>Ziraldo tem 78 anos e, como tal, tem muita experiência de vida. Quantas pessoas da terceira idade você conhece que estão abertas a novas experiências depois de ter adquirido tanta? Se vier contar que a sua avó ou tia de 80 anos tem Twitter, Orkut e fala no MSN e no Skype com facilidade, então você sabe que este exemplo é um entre um milhão de outros da mesma idade que medo até de ligar o computador.</p>
<p>A opinião de Ziraldo a respeito da Internet é a mesma que meus pais e avós tiveram quando eu levei “essa tal de Internet” pra casa lá pelos idos de 1996, quando o IRC e as salas de chat do UOL eram o máximo de interatividade da época e, sim, havia mesmo muita gente babaca do outro lado da linha. Pessoas da geração do Ziraldo, que tinha a concepção de que só se conhecia alguém depois de conversar horas com ela “olhando no olho” acham estranho até hoje esse negócio de conhecer outras pessoas online – caramba, eu mesmo, em meus 35 anos de vida, acho exagero duas pessoas que nunca se viram pessoalmente e se conhecem apenas virtualmente dizerem que estão namorando. Talvez seja uma nova forma de se viver a vida através dos bits e bytes e eu já seja velho demais para compreender isso.</p>
<p>Assim como cachorro velho que não aprende truque novo, meus pais, Ziraldo e grande parte de sua geração, ao se chocarem com aquela realidade estranha em 1996, simplesmente fecharam os olhos e criaram o conceito pré-definido (ou pré-conceito, como preferir) de que “só tem babaca na Internet”. Realmente tem &#8211; mas não apenas eles, assim como esses não se restringem apenas à Web. Não estou defendendo a declaração de Ziraldo, mas procurando entender que sua experiência com a Internet deve ter sido limitada, estranha aos olhos de seus 78 anos vividos intensamente no mundo real e vista de má vontade, como todos dessa época que dão de cara com esse bicho de sete cabeças chamado computador.</p>
<p>Ziraldo continua sendo para mim uma assumidade quando o assunto é educação, quadrinho nacional ou literatura infantil de qualidade, mas não ficarei indignado ou chateado com suas declarações a respeito da Internet. Com todo respeito e admiração que tenho pelo artista que não possui experiência (ou vontade de tê-la) no mundo virtual, suas palavras a respeito de tal assunto simplesmente não devem se valer por escrito – ou digitado.</p>
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		<title>Universo umbigo</title>
		<link>http://www.ocktock.com.br/2010/07/16/universo-umbigo/</link>
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		<pubDate>Fri, 16 Jul 2010 03:05:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ocktock</dc:creator>
				<category><![CDATA[Outros]]></category>

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		<description><![CDATA[Então a Google está ajudando a Wikipedia a ser traduzida para línguas como árabe e indiano. Quem contou a novidade foi Stephen Shankland, colunista da CNET, em seu artigo recente. Nele, o jornalista aponta algo interessante: apesar de as naturezas desses dois grandes nomes da Internet serem bem próximas, a Google não está fazendo isso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-5212" title="universo_umbigo" src="http://www.ocktock.com.br/wp-content/uploads/universo_umbigo.jpg" alt="" width="420" height="204" /></p>
<p>Então a Google está ajudando a Wikipedia a ser traduzida para línguas como árabe e indiano. Quem contou a novidade foi Stephen Shankland, colunista da CNET, em seu <a href="http://news.cnet.com/8301-30685_3-20010632-264.html?part=rss&amp;amp;subj=news&amp;amp;tag=2547-1_3-0-20" target="_blank">artigo recente</a>. Nele, o jornalista aponta algo interessante: apesar de as naturezas desses dois grandes nomes da Internet serem bem próximas, a Google não está fazendo isso porque é legal ajudar a disseminar o conhecimento, mas também porque a tarefa é perfeita para testar e aprimorar ainda mais suas <a href="http://translate.google.com/toolkit/" target="_blank">ferramentas de tradução de conteúdo online</a>.</p>
<p>O motivo “secundário” da Google é um exemplo perfeito da natureza humana (e também das empresas) dentro e fora da Internet: ao final do prato, todo mundo está mesmo interessado é no seu próprio umbigo, em como tal ferramenta, novidade, informação, site ou brincadeira virtual será interessante ou útil para mim.</p>
<p>Por essas e outras que não me surpreende outra notícia que li hoje na BBC: o pesquisador Ethan Zuckerman deu uma palestra na TED Global (Technology Entertainment and Design) em Oxford alegando que <a href="http://www.bbc.co.uk/news/technology-10642697" target="_blank">a Web não se tornou aquele nivelador de conhecimento universal que muitos imaginaram que se tornaria</a> lá pelos idos dos anos 90. A utópica imaginação fértil dos futuristas do início da Internet diziam que a mesma se tornaria um meio de comunicação capaz de unificar o mundo, pois passaríamos a ler notícias de diversos países, desde os mais conhecidos como EUA, Inglaterra, Japão e outros até aqueles que só vemos nas aulas de geografia, como Trinidad e Tobago, Suriname, Camarões e a Ilha de Tokelau. Tudo isso seria tão próximo quanto a sua esquina. De fato a Web nos possibilita isso hoje em dia – só que o internauta simplesmente não se interessa em ler o que acontece no interior dos EUA, na ilha e Tokelau ou mesmo fora de sua própria cidade.</p>
<p>O que tem a ver a ajuda oportunista da Google e a teoria levantada por Zuckerman no TED? Ambos os casos mostram, em escalas diferentes, que cada um vive pelo cumprimento de seus objetivos; seja um objetivo imediato como buscar uma informação para terminar seu trabalho até o fim do expediente, seja o seu objetivo de vida que será alcançado daqui a anos ou o objetivo de uma empresa de aperfeiçoar um de seus produtos – e esses objetivos delimitam o tamanho de seu universo particular. Se eu não tenho negócios, familiares, amigos ou nada que seja produzido no Japão que me interesse, não vou perder tempo lendo o que acontece por lá, pois tenho outros assuntos de meu “universo umbigo” que são mais interessantes ou exigem atenção mais urgente. Os futuristas previram certo – o que Zuckerman está realmente reclamando é de que nós simplesmente não nos importamos.</p>
<p>Isso é errado? Não. Apenas humano. Em tempos de excesso de informação, este é apenas mais um (talvez o primeiro) grande filtro de dados que vêm do mundo até os seus sentidos.  O pesquisador Ethan que me perdoe, mas por mais que sua palestra seja interessante, eu tenho um universo inteiro ao meu redor que é a minha vida para administrar e preciso me concentrar em absorver apenas informações relevantes a ela.</p>
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		<title>E homem precisa de um dia?</title>
		<link>http://www.ocktock.com.br/2010/07/15/e-homem-precisa-de-um-dia/</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Jul 2010 14:27:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ocktock</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Confesso: se não fosse o Twitter, eu morreria sem saber que hoje é o Dia Internacional do Homem. Como criatura internética contemporânea que sou, fiz exatamente a mesma coisa que todos os ignorantes desta data fizeram assim que o passarinho azul jogou essa informação em meu colo: corri para a Wikipedia para descobrir origens, causas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-5177" title="homem" src="http://www.ocktock.com.br/wp-content/uploads/homem.jpg" alt="" width="420" height="204" /></p>
<p>Confesso: se não fosse o Twitter, eu morreria sem saber que hoje é o <strong>Dia Internacional do Homem</strong>. Como criatura internética contemporânea que sou, fiz exatamente a mesma coisa que todos os ignorantes desta data fizeram assim que o passarinho azul jogou essa informação em meu colo: <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_Internacional_do_Homem" target="_blank">corri para a Wikipedia</a> para descobrir origens, causas e eventuais curiosidades sobre o “Dia do Homem” e saber por que diabos eu mereceria os parabéns por hoje.</p>
<p>Não há uma história dramática ou um acontecimento drástico resultante de luta por igualdades ou algo assim como é o caso do Dia da Mulher. De acordo com nossa enciclopédia livre, o Dr. Jerome Teelucksingh, residente em Trinidad e Tobago, simplesmente sugeriu a data para a ONU, que disse “tudo bem” e pronto. Nem mesmo há alguma explicação da data em si (se você encontrou o motivo do 15 de julho, por favor, me conte).</p>
<p>Recalques aparentes a parte, o objetivo do Dia do Homem parece ser nobre: denunciar a discriminação sofrida pelos homens, promover modelos masculinos de integridade e respeito, debater sobre a saúde masculina e zelar pelo bem estar físico, emocional e espiritual deste ser. Se o homem precisa de um dia para se lembrar disso, então as mulheres têm razão: a única diferença do homem de 35 anos para o de 5 anos é que os brinquedos vão ficando mais caros.</p>
<p>Como homem, agradeço a lembrança por esse dia, mas não acho que somos merecedores de uma data que nos reconheça porque, como gênero, temos muito o que aprender com as mulheres. Aspectos apontados pelo Dia do Homem para enaltecer em “exemplos masculinos” como integridade, preocupação com o próximo, capacidade de viver em comunidade, preocupação com o meio ambiente e vida em família não são características exclusivas do homem, mas de todos os gêneros.</p>
<p>Boa tentativa, Dr. Jerome, mas gentilmente passo adiante sua oferta de um dia que me enalteça. Agora com licença, preciso ser um homem produtivo para a sociedade e voltar ao trabalho.</p>
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		<title>O rock errou (ou será que não?)</title>
		<link>http://www.ocktock.com.br/2010/07/13/o-rock-errou-ou-sera-que-nao/</link>
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		<pubDate>Tue, 13 Jul 2010 02:01:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ocktock</dc:creator>
				<category><![CDATA[Outros]]></category>

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		<description><![CDATA[Esse foi o nome do segundo disco do Lobão em 1986 e há quem diga que esse título nunca foi tão atual. O que se ouve por aí é são roqueiros mais velhos e os jovens que se apaixonaram pelos sons mais antigos e pesados reclamando que só tem emo pra cá, rock eletrônico pra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-5197" title="homer_rock" src="http://www.ocktock.com.br/wp-content/uploads/homer_rock.jpg" alt="" width="420" height="204" /></p>
<p>Esse foi o nome do segundo disco do Lobão em 1986 e há quem diga que esse título nunca foi tão atual. O que se ouve por aí é são roqueiros mais velhos e os jovens que se apaixonaram pelos sons mais antigos e pesados reclamando que só tem emo pra cá, rock eletrônico pra lá, que o rock “de raiz” morreu e o que se apresenta por aí é lixo.</p>
<p>Que me desculpem os radicais, mas isso é papo de quem não quer sair do mundinho daquela vertente do rock e faz questão de fechar os olhos para o que acontece ao seu redor.</p>
<p>O rock nunca esteve tão diversificado quanto nos dias de hoje e todas as suas vertentes andam apresentando excelente material de bandas antigas e novas. O Dia do Rock, que é comemorado hoje, nunca teve tanta gente de tantas diferentes tribos para apertarem as mãos uns dos outros e agradecerem pelos pioneiros do “ritmo rebelde” por terem feito os jovens pularem e dançarem ao som de suas guitarras e pianos lá nos anos 50. Dos bluseiros aos farofeiros, dos metaleiros aos góticos, dos emos aos alternativos, dos punks aos loucos do funk-o-metal, todos são apenas divisões de uma mesma caixa e esse dia é para todos.</p>
<p>Ah, então você está chateadinho porque não gosta do rock emo que está dominando as TVs e rádios e fazendo a cabeça da garotada? Desliga a televisão e vai procurar por coisas novas daquilo que gosta na Internet! Se o rock é um estilo rebelde por natureza, por que então você quer tanto que a vertente de sua preferência apareça no Domingão do Faustão? Eu também não gosto de algumas vertentes do rock que andam por aí, mas elas não me incomodam: é só não andar pelo território delas e tem espaço pra todo mundo!</p>
<p>Ah, então você não sabe por onde começar para procurar novos sons por aí? O primeiro passo que recomendo é visitar este mesmo blog com mais freqüência, pois é aqui que eu publico o podcast <a href="http://www.ocktock.com.br/wp-content/themes/ocktock3/images/todas_edicoes.jpg" target="_blank">Tockaí</a>, destinado justamente a trazer os sons dos novos CDs de rock que andam sendo lançados – logo depois vá correndo até outro podcast, o <a href="http://www.ocktock.com.br/wp-content/uploads/maquina.jpg" target="_blank">Máquina do Tempo</a>, onde eu e meu amigo de longa data Leandro Bulkool apresentamos o melhor do rock de todos os tempos. Mas se isso ainda não é suficiente para você, seguem mais alguns tijolos amarelos para você montar sua estrada:</p>
<ul>
<li><a href="http://www.artistdirect.com/" target="_blank">Artist Direct</a> – um excelente diretório de música jovem de todo tipo, inclusive de rock n’roll em todas as suas vertentes, tudo bem dividido em diretórios bastante específicos. Bandas e sons que você nunca ouviu antes porque nunca chegaram ao Brasil esperam por você aqui.</li>
<li><a href="http://www.billboard.com/?tag=logo" target="_blank">Billboard</a> – a publicação mundial fala de música de todo tipo – é só filtrar as informações e verificar o que anda rolando dentro do gênero que você curte nos <em>charts</em>. Quem sabe algo que anda tocando por aí não te impressiona?</li>
<li><a href="http://www.rollingstone.com/music" target="_blank">Rolling Stone</a> – O site americano da revista traz um diretório de bandas e artistas bem interessante para você procurar por novos sons.</li>
<li><a href="http://whiplash.net/" target="_blank">Whiplash.Net</a> – O mais antigo site de rock do Brasil em atividade também possui um diretório extenso de bandas que você pode nunca ter ouvido na vida. Vai lá e fica ligado nas novidades que eles publicam diariamente</li>
<li><a href="http://www.rockemgeral.com.br/" target="_blank">Rock em geral</a> – o site do jornalista Marcos Bragatto é o marco zero para você saber de tudo que anda sendo lançado em termos de rock</li>
</ul>
<p>Quer mais? Então deixa de ser preguiçoso e vai procurar no Google! Você vai ficar surpreso em ver que todos os rocks estão mais vivos que nunca e vivendo muito bem cada um no seu canto – você é que estava olhando para o próprio umbigo enquanto se lamentava sem motivo. E um feliz Dia do Rock para você!</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Rede social mimada</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Jul 2010 17:18:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ocktock</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A coluna Negócios &#38; Cia., escrita pela jornalista Maria Fernanda Delmas, que saiu nesse fim de semana no jornal O Globo (para ler online, é preciso ser assinante da versão digital ou do impresso) trouxe o título O tiro saiu pela culatra?. O texto reportou algumas reações dos usuários brasileiros de redes sociais em relação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-5120" title="bebe_chora" src="http://www.ocktock.com.br/wp-content/uploads/bebe_chora.jpg" alt="" width="420" height="204" /></p>
<p>A coluna <em>Negócios &amp; Cia.</em>, escrita pela jornalista Maria Fernanda Delmas, que saiu nesse fim de semana no jornal O Globo (para ler online, é preciso ser assinante da versão digital ou do impresso) trouxe o título <em>O tiro saiu pela culatra?</em>. O texto reportou algumas reações dos usuários brasileiros de redes sociais em relação às marcas que apoiaram e patrocinaram a seleção brasileira nesta Copa do Mundo. Logo que o Brasil perdeu para a Holanda e foi eliminado do Mundial na África do Sul, essas marcas aprovaram as publicações de seus anúncios que já tinham “de reserva”, caso perdêssemos. De acordo com a coluna, os sociais não perdoaram e criticaram muito essas marcas, chamando as mesmas de “agourentas”.</p>
<p>Até onde eu sei (e a coluna de Maria Fernanda reitera isso), as marcas, agências de propaganda e meios de comunicação em geral sempre prepararam duas mensagens para cada partida de Copa do Mundo, Olimpíada ou seja lá o que for: uma que comemora mais uma vitória em busca do prêmio final e outra que lamenta a derrota da partida associada a uma mensagem positiva do tipo “na próxima, a gente chega lá”. É o caso do jornal Folha de S. Paulo, que <a href="http://portalimprensa.uol.com.br/portal/ultimas_noticias/2010/06/29/imprensa36601.shtml" target="_blank">publicou, por engano</a>, o anúncio da rede de supermercados Extra lamentando a derrota do Brasil pelo Chile quando nossa seleção havia vencido a partida.</p>
<p>A prática é velha, mas o feedback por parte dos internautas em relação a isso é novo. Maria Fernanda publicou em seu texto uma declaração do diretor da Predicta, André Freitas, que eu peço licença para replicar aqui: “O plano de ter uma peça pronta para o caso de derrota sempre foi usado, mas é a primeira Copa em que o uso das redes sociais é maciço. Será que a estratégia sempre foi ruim e somente agora vemos que o consumidor se incomoda?”</p>
<p>O poder das mídias sociais (e, principalmente, o poder que marcas e outras mídias dão a elas) fez com que seus usuários ficassem mimados. O mundo anda cada vez mais veloz e tenho certeza de que se as marcas e meios de comunicação levassem um dia que fosse para atualizarem seus discursos, essas pessoas criticariam do mesmo jeito, tirando sarro de seu atraso com vocabulário típico da rede como “(marca em questão) #fail” ou “Olha a (marca em questão) pagando mico! O Brasil já voltou pra casa!”</p>
<p>Não sou “analista de mídias sociais” e, na verdade, nem gosto desse troço – já deletei meu Orkut após poucos meses de uso e descobrir que ele não me serve para nada, mal uso o Twitter e sequer cheguei perto do Facebook na vida. Nesta minha esporádica experiência pelo universo das mídias sociais, porém, tive a percepção (que não deve ser levada a sério) de que três características de personalidade dominam aqueles que usam essas ferramentas com freqüência:</p>
<ul>
<li>Senso de crítica: os sociais estão mais atentos a tudo e não perdoam nada. Se, antes da Internet, eles tinham raiva de algo e não tinham como ou com quem reclamar, agora eles encontram o veículo perfeito para botarem para fora tudo aquilo que lhes indigna. E são ouvidos! E encontram seus pares que aumentam o coro, bem como os que discordam e discutem! E esse choque de pontos de vista pode render algo construtivo ou uma briga inútil, a gosto da sorte.</li>
<li>Sensação de pertencimento: ao encontrarem seus pares e seus contras, os sociais sentem-se pertencentes a algo maior, a uma comunidade numerosa e que é ouvida, que chama atenção, que faz barulho quando grita, que faz diferença. A sensação aumenta quando esses sociais começam a encontrar-se pessoalmente, ultrapassando o canal digital e transformando as amizades virtuais em reais (como o <a href="http://campus.metacast.info/" target="_blank">encontro de podcasters na Campus Party de 2010</a>) e até mesmo realizando feitos que gera resultados (como <a href="http://riodejaneiro.twestival.com/" target="_blank">a edição carioca do Twestival</a>).</li>
<li>Prazer do poder: o poder corrompe e dar voz aos sociais é dar poder de decisão e valor de crítica. As marcas estão certíssimas em ouvir tudo que seus clientes têm a dizer neste canal que nunca os aproximou tanto, mas muitos ainda não estão acostumados com a responsabilidade que vem junto com este poder e criticam a tudo e qualquer coisa e todo mundo que não pensam como eles – e tudo em que eles pensam é reclamar e criticar e fazer uso desse megafone que é a ferramenta de mídia social.</li>
</ul>
<p>Aos profissionais em análise de mídia social, espero que consigam separar, no meio deste monte de críticas a respeito desta prática preventiva tão antiga, o que é uma crítica fundamentada e o que é “mimimi” de internauta que precisa criticar o que seu navegador lhe apresentar. Um filtro desse tipo poderia dar um peso muito importante na hora de um relatório de análise de reações das redes sociais em relação ao seu cliente &#8211; mas não dêem tanta importância a esse texto, escrito por um internauta reclamão que tem tão pouca experiência neste mundo de interação sócio-digital.</p>
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		<title>Fabricando uma banda em três cliques</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Jun 2010 23:20:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ocktock</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por motivos que não vêm ao caso agora, acabei perdendo o antigo post de uma brincadeira bacana que rolou pela Internet alguns anos atrás. Para não perder o registro de minha participação dentro deste meme, estou repetindo o processo onde fabricarei uma banda fictícia com apenas três cliques! A receita é a seguinte: Clique neste [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4993" title="AbrahamHall_top" src="http://www.ocktock.com.br/wp-content/uploads/AbrahamHall_top.jpg" alt="" width="420" height="204" /></p>
<p>Por motivos que não vêm ao caso agora, acabei perdendo o antigo post de uma brincadeira bacana que rolou pela Internet alguns anos atrás. Para não perder o registro de minha participação dentro deste <em>meme</em>, estou repetindo o processo onde fabricarei uma banda fictícia com apenas três cliques! A receita é a seguinte:</p>
<p><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Random" target="_blank">Clique neste link especial da Wikipedia</a> e pegue o título da página que aparecer. Ele será o nome de sua banda</p>
<p><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Random" target="_blank">Clique de novo no mesmo link da Wikipedia</a> e pegue as últimas quatro palavras da última frase da página – esse é o título do seu disco</p>
<p>Por fim, <a href="http://www.flickr.com/explore/interesting/7days/" target="_blank">clique neste link especial do Flickr</a> e pegue a terceira foto, não importa qual seja, e você terá a capa de seu disco</p>
<p>A minha banda fictícia ficou assim: O nome dela é <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Abraham_Hall" target="_blank">Abraham Hall</a>, inspirada na casa da comunidade de Rossville, em Maryland. Ela foi construída em 1889 por uma sociedade afro-americana para preservar o bem-estar social de seus membros, servindo como local de cultos, escola e pavilhão de reunião. Essa inspiração já mostra que a minha banda tem tanta inclinação política e questionadora quanto o <em>Rage Against the Machine</em>! Seu primeiro CD, o grande sucesso <em>Episode in series four</em> estará disponível para download gratuito no site do grupo, com direito a encarte em PDF, que trará uma capa como <a href="http://www.ocktock.com.br/wp-content/uploads/AbrahamHall.jpg" target="_blank">essa aqui</a>, bastante condizente com o rock clássico, estilo <em>southern</em> que suas guitarras carregam.</p>
<p>É, parece que é assim mesmo que as bandas independentes de hoje em dia produzem seus discos&#8230;</p>
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		<title>Mais popular</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Jun 2010 18:11:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ocktock</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É só ler alguns (inúmeros) textos antigos meus ou ouvir o Máquina do Tempo para descobrir que sou, desde minha adolescência, um fã incondicional do trio canadense Rush – daqueles que compra todos os discos, sabe todas as músicas, vibra com cada novidade deles que aparece e é capaz de sustentar uma conversa sobre esse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4894" title="rush" src="http://www.ocktock.com.br/wp-content/uploads/rush.jpg" alt="" width="420" height="204" /></p>
<p>É só ler alguns (inúmeros) textos antigos meus ou ouvir o <a href="http://www.maquinadotempo.blog.br/" target="_blank">Máquina do Tempo</a> para descobrir que sou, desde minha adolescência, um fã incondicional do trio canadense <a href="http://www.rush.com/" target="_blank">Rush</a> – daqueles que compra todos os discos, sabe todas as músicas, vibra com cada novidade deles que aparece e é capaz de sustentar uma conversa sobre esse assunto por horas a fio sem repetir conteúdo. Sei que é uma banda não muito popular, do tipo que toca em todas as rádios, cujo clipe passaria a todo instante na MTV e que todo mundo sabe pelo menos que ela existe, como os Beatles, os Stones ou o Led Zeppelin. Sua música é bastante complexa, daquelas que se torna difícil a “digestão imediata” e, por isso, os veículos de comunicação não exploram tanto. Mas ela mantém seu numeroso séquito leal, que mais parece uma fraternidade de roqueiros, e cada vez maior em seus quase 40 anos de sucesso.</p>
<p>Por conta disso, estranhei bastante quando vi <a href="http://www.rockemgeral.com.br/2010/06/05/rush-nao-quer-que-politico-americano-use-suas-musicas-em-campanha/" target="_blank">esta notícia no site Rock em Geral</a>, dizendo que o senador republicano Rand Paul estaria usando músicas do grupo sem autorização em publicidades na Internet e suas aparições em campanhas – de acordo com o político, para deixar a mensagem “mais popular”.</p>
<p>É fato que o ano de 2010 está sendo muito proveitoso para a banda e essa fase deve durar pelo menos até 2012. Após a turnê do último trabalho de estúdio deles, o fantástico <em>Snakes &amp; Arrows</em> (que rendeu até <a href="http://www.ocktock.com.br/2009/03/24/dando-a-mao-a-palmatoria/" target="_blank">um DVD</a>), o grupo tirou férias de um ano para voltar com todas as forças: está em estúdio para gravar seu novo trabalho intitulado <em>Clockwork Angels</em> (cujas músicas <a href="http://www.youtube.com/watch?v=AjI2FJaWGfQ" target="_blank">Caravan</a> e <a href="http://www.youtube.com/watch?v=VSgiFuGOZW4" target="_blank">BU2B</a> já foram lançadas em single pela Internet e estão rolando por aí). Iniciarão em breve uma turnê chamada <em>Time Machine</em> onde tocarão todas as músicas do disco mais cultuado pelos fãs, o <em>Moving Pictures</em>, de 1980, para depois voltarem ao estúdio e terminarem o novo trabalho, previsto para 2011. De quebra, eles ainda ganharam o documentário <a href="http://rushbeyondthelightedstage.com/" target="_blank">Beyond the Lighted Stage</a>, da dupla Sam Dunn e Scot McFadyan (os mesmos de <em>Metal: uma jornada pelo mundo do Heavy Metal</em> e <em>Flight 666</em>) e vem sendo cada vez mais reconhecidos pelo público menos entendido de rock desde que apareceram no filme <em>Eu te amo, cara</em>, de 2009.</p>
<p>Agenda cheia? Nada diferente da rotina que eles mantém há mais de 30 anos, mas, mesmo assim, a “máquina da mídia” nunca os expôs a ponto de eles se tornarem super-hiper-mega-stars como uma Madonna ou um Michael Jackson. Ao contrário dos ícones do pop, Geddy Lee (baixo, teclado e voz), Alex Lifeson (guitarra) e Neil Peart (bateria) conseguiriam andar pela Av. Presidente Vargas, no Rio de Janeiro, abordados por muitos roqueiros de plantão sim, mas não seriam afogados por um mar de tietes selvagens.</p>
<p>Aparição em blockbuster de Hollywood, documentário sobre eles que ganhou o Tribeca Film Festival, político usando suas músicas sem pedir autorização para “ficar mais popular&#8230;” Teria o mundo, finalmente, descoberto o Rush depois de quase 40 anos? Caso sim, o que isso significa? Que o rock mais trabalhado e complexo está, finalmente, conquistando seu lugar ao sol na grande mídia, onde o dinheiro e a visibilidade são infinitamente maiores e mais efêmeros? Talvez sim e isso pode trazer conseqüências boas e ruins para o rock verdadeiramente underground (diferente das bandas ditas “alternativas” que são os novos produtos comerciais de hoje). Um novo e importante capítulo na história do estilo musical mais rebelde de todos os tempos pode começar a ser escrito em breve. E eu quero acompanhar isso de perto.<strong></strong></p>
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		<title>Tio Ronnie</title>
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		<pubDate>Mon, 17 May 2010 03:12:02 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Acabo de voltar de uma viagem de três dias sem ler jornal ou chegar perto da Internet. Bastou ligar o computador para descobrir que Ronnie James Dio, um dos ícones do heavy metal, perdeu sua luta contra o câncer há dois dias. Senti atrasado o baque que todos os fãs de rock pesado sofreram &#8211; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4831" title="dio" src="http://www.ocktock.com.br/wp-content/uploads/dio.jpg" alt="" width="420" height="204" /></p>
<p>Acabo de voltar de uma viagem de três dias sem ler jornal ou chegar perto da Internet. Bastou ligar o computador para descobrir que <strong>Ronnie James Dio</strong>, um dos ícones do heavy metal, perdeu sua luta contra o câncer há dois dias. Senti atrasado o baque que todos os fãs de rock pesado sofreram &#8211; mesmo que seu tratamento estivesse sendo monitorado de perto pela imprensa especializada, que nos mantinha constantemente informados, nada nos prepararia o suficiente para isso.</p>
<p>Parece até que estou falando de um familiar ou de alguém conhecido que faz parte de seu dia-a-dia. Claro que saber da morte de um artista que você admira não tem, nem de longe, comparação com a perda de alguém realmente próximo de você, como um familiar, um amigo ou mesmo um conhecido do seu trabalho, mas, em devidas proporções, a descrição do sentimento de perda é parecida com isso mesmo. E há até uma explicação para isso.</p>
<p>Como qualquer pessoa que descobriu e se apaixonou pela música pesada na mesma época que eu, na pré-adolescência e adolescência dos anos 80 e 90, os mais velhos lhe indicavam de olhos fechados para você começar com “os clássicos”: era praticamente uma iniciação obrigatória passar semanas ouvindo com a atenção de um estudo para prova de fim de ano os discos de Led, Sabbath, Purple, Hendrix, Janis, Stones, Who, Beatles e tantos outros&#8230; Alguns já se foram, outros continuam aí até hoje, mas todos se tornam, até hoje, um pouco seus parentes distantes, daqueles que viajam para o exterior o tempo todo e quando voltam, trazem um grande presente para você: um novo disco, com novas músicas para você se empolgar novamente e de novo e de novo e de novo até a “próxima vinda” deles à sua casa.</p>
<p>Entre esses grandes nomes, Dio estava lá: como cantor do Rainbow, banda que Richie Blackmore formaria após sair do Deep Purple, depois aceitando a difícil tarefa de conquistar os fãs de Black Sabbath após a saída de Ozzy em seu novo emprego. Fez bonito, ganhou o respeito de todos e iniciou uma carreira solo que, mais tarde, dividiria seu tempo entre ela e o projeto <em>Heaven and Hell</em>, que nada mais é que a continuação da formação do Sabbath em sua época de cantor oficial do grupo. E que surpresa, no meio desses aproximadamente 40 anos de carreira, descobrir que antes do Rainbow, ele teve uma outra banda chamada <em>Elf</em>, que injustamente morreu no quase-anonimato? Agora percebo que toda a minha adolescência e vida adulta aconteceram em paralelo com a carreira do “metaleiro” descendente de italianos que inventou o “sinal de chifres” com os dedos indicador e mindinho da mão. A cada banda nova que ele entrava, a cada disco que ele lançava, era como se ele voltasse de mais uma viagem do exterior com um vinil cheio de histórias novas para contar, com novos companheiros de aventuras. Era assim que o “Tio Ronnie” fazia parte da minha vida, com sua figura sempre associada a momentos muito divertidos e empolgantes para mim e muitos outros adolescentes que se exaltavam ao som de suas “histórias”.</p>
<p>Agora o Tio Ronnie se foi. Aos 67 anos, ele partiu em sua última viagem, dessa vez sem volta, para juntar-se a tantos outros tios que, com ele, me fizeram sonhar acordado com suas aventuras. Contadores de histórias como o tio Jimi, a tia Janis, o tio Fredie, o tio John, o tio Keith&#8230; Todos eles são imortais em suas histórias e aventuras que ouviremos sempre que apertarmos o <em>play</em> de nossos aparelhos – seja ele um toca-fitas K7, um discman ou um MP3 player – mas seus corpos de carne e osso são finitos e, sem eles, não ouviremos novas histórias. Nos resta passar adiante aquelas que eles já deixaram por aqui.</p>
<p>Eu não tenho filhos, mas muitos amigos da minha idade já produziram herdeiros. Isso mesmo, herdeiros! Herdeiros deste legado tão importante que devem prestar atenção nesses discos com a mesma dedicação que eu tive algumas décadas atrás, sendo apresentado a este mundo tão interessante que é o do rock n’ roll! É minha obrigação fazê-los começar pelos mesmos “clássicos”. O tio Ronnie estará lá de alguma forma, assim como o tio Ozzy, o tio Page, o tio Ritchie e até alguns que conquistaram seus lugares nesse hall, como o tio Knopfler, o tio Bowie, o tio Geddy, o tio Bruce e o tio Lars. E que histórias fantásticas, que aconteceram há tantos anos, eles vão ouvir, ao lado de muitas outras que ainda estão por vir.</p>
<p>E em algum lugar (lá em cima? Lá em baixo? Isso importa?), um baixinho de cabelos grandes, ao lado de tantos outros imortais, vê sua obra sendo passada de geração em geração e nos saúda com um largo sorriso e as mãos para o alto, de punhos fechados enquanto estende apenas os dedos indicador e mindinho para nós. Obrigado, tio Ronnie.</p>
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		<title>A indecifrável tirinha de Garfield</title>
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		<pubDate>Sat, 08 May 2010 00:14:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ocktock</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nos primeiros anos da Internet, aos idos da década de 90, um site hospedado no finado GeoCities tirou o sono dos internautas ao levantar um mistério maior que as perguntas de Lost: a página apresentava uma tirinha sem pé nem cabeça do personagem Garfield que havia sido publicada no jornal Folha de S.Paulo. O site [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4816" title="tira_garfield" src="http://www.ocktock.com.br/wp-content/uploads/tira_garfield.jpg" alt="" width="420" height="204" /></p>
<p>Nos primeiros anos da Internet, aos idos da década de 90, um site hospedado no finado GeoCities tirou o sono dos internautas ao levantar um mistério maior que as perguntas de <em>Lost</em>: a página apresentava uma tirinha sem pé nem cabeça do personagem <strong>Garfield</strong> que havia sido publicada no jornal Folha de S.Paulo. O site em questão perguntava a quem se aventurasse a responder: <strong>qual é o significado desta tira???</strong></p>
<p>Com o <a href="http://www.ocktock.com.br/2009/10/27/geocities-e-os-sobrinhos-geosites/" target="_blank">fechamento do GeoCities</a>, a página saiu do ar e com ela muitas teorias, mas nenhuma resposta. Ao relembrar o enigma, trago novamente a indecifrável tirinha para retomarmos o infame debate! Leia com atenção, coloque os neurônios marombados de “terorias lostianas” para funcionar e, se conseguir, explique o significado por trás deste verdadeiro enigma da humanidade!</p>
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