Tock-categoria: Produzindo Podcasts

6 March 2010       Tock-Categoria: Produzindo Podcasts

A trilha sonora do seu podcast

Fundos musicais e efeitos sonoros são sempre legais para aquele “plus a mais” na produção do seu podcast – mas é claro que você já pensou nisso. Quanto as músicas, é só pegar os CDs dos artistas e bandas que você mais gosta, converter para MP3 e… Opa, peraí: e o lance dos direitos autorais, como fica? Existe toda uma forte questão de uso de músicas proprietárias nos podcasts que é muito bem explicada em uma edição do Metacast, onde Dudu Sales e Pablo de Assis entrevistam o Maestro Billy em seu papel de presidente da ABPod.

Mas se você quiser fugir do assunto e garantir uma trilha sonora para seu podcast sem correr o risco de ter agentes da SWAT entrando pela sua janela, seguem alguns links onde você pode encontrar músicas livres para usar em sua produção de áudio – também apelidadas de músicas podsafe:

  • PodSafe Audio – o nome já diz tudo. O site reúne músicas de artistas independentes de todos os tipos que liberam suas músicas para serem usadas em podcasts à vontade. Você, podcaster, ganha uma gama de bons sons para usar e os artistas fazem uso dessa mídia para propagar seus trabalhos. Todo mundo ganha!
  • Soundclick – Assim como o Podsafe Audio, ele também reúne artistas independentes. Mais bonito e fácil de navegar, você identifica os estilos musicais facilmente e até participa de comunidades e do fórum. Mesmo que você não produza podcasts, é um endereço interessante para quem curte música alternativa.
  • CC Mixter – Essa é a festa dos DJs! Neste site, o artista pode subir suas músicas que estejam licenciadas sob um dos modelos de licença Creative Commons que permita o seu uso e os DJs e produtores estão livres para remixar, samplear, fazer mash-ups, virá-las de cabeça para baixo e reinventá-las do jeito que a imaginação mandar – e você está livre para usar tudo isso em seu podcast.

Mas nem de fundo musical vive um podcast. Você também pode inserir nele algumas intervenções sonoras, efeitos e barulhos diversos (palmas, vaias, buzinas, sei lá) para incrementar o papo e dar um clima no programa. Seguem aqui alguns sites que são verdadeiros depósitos de sons onde você vai se deliciar com muitos sons para você baixar e se divertir na edição:

  • PacDV Free Sound Effects – Sons diversos divididos em categorias que facilitam para baixar exatamente o que você quer
  • Flash AKit – O endereço é conhecido entre os desenvolvedores de site, especialmente aqueles que trabalham com a tecnologia Flash. Nele você encontra as seções Sound FX, com muitos (mesmo!) sons diversificados, e Sound Loops, com trechos musicais instrumentais que podem ser usados para tocar repetidamente. Fique atento, pois nem todos os sons oferecidos aqui são freeware.
  • Partners in Rhyme – Mais um site com um catálogo extenso de sons para baixar, misturados entre arquivos tratuitos e pagos, mas vale a pena fazer uma busca por ele sim.
  • Soundsnap – Como a página inicial do site diz, são mais de 100 mil efeitos sonoros e loops para você baixar! As categorias são as mais interessantes que existem e o site é muito divertido de se navegar.
  • A1 Free Sound Effects – O site não é bonito, mas o conteúdo, com certeza, vai te interessar – afinal, é um extenso catálogo de sons 100% gratuitos para você usar e abusar.

Divirta-se ouvindo tudo isso e preparando sua biblioteca de sons. Ela será sua estante de ingredientes mágicos para criar sua receita preferida de edição de podcast!

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14 January 2010       Tock-Categoria: Produzindo Podcasts

A cara do seu podcast

Chegou o momento! Você finalmente comprou o equipamento adequado, de acordo com seu bolso, para gravar seu podcast (headset, placa de som decente, etc.) e fez milhares de testes de gravação com os outros integrantes do programa para definirem a melhor forma de registrar suas vozes com qualidade. Agora vamos apertar o play / rec e falar sem parar sobre… o que? Que assuntos vamos abordar? De que maneira? Como começar? É por causa deste momento que vou jogar um balde de água fria nos seus planos e dizer que esta ainda não é a hora de começar a gravar seu primeiro podcast.

Agora que sua estrutura está montada, certamente você sente a necessidade de dar uma “cara” ao seu programa – e isso não se limita a apenas pensar no nome do podcast e definir o assunto. Planejar bem esses detalhes representa, pelo menos, 60% do sucesso de seu podcast, pois são eles (junto com a espontaniedade dos apresentadores, claro) que criarão o carisma do podcast junto aos ouvintes. O programa terá um caráter sério, divertido ou palhaço? O tema será abordado de forma opinativa, informativa ou avacalhando? Haverá produção sonora (vinhetas, fundo musical, etc.)? De que tipo? Quanto tempo deve durar cada edição? Esse “planejamento editorial” ajudará você a conduzir a gravação e a edição do podcast mais tarde.

Não existe uma “fórmula do sucesso” a se seguir para que seu podcast tenha sucesso; o que existe é um formato usado pelos dois maiores podcasts mais populares no Brasil atualmente, o Nerdcast e o Rapaduracast, que possuem linhas editoriais diferentes, mas são executados da mesma maneira: enquanto o primeiro fala de assuntos variados sob uma ótica nerd, o segundo é voltado para o cinema em geral, mas ambos contam com sua equipe, formada por amigos, que batem papo sobre esses assuntos de forma informal e divertida, como se o ouvinte escutasse um papo de bar. Por serem os mais conhecidos, os novos ouvintes de podcasts acabam conhecendo esta mídia através deles e muitos tiram a errada conclusão de que esta é a única forma (ou pelo menos a única forma interessante) de se fazer um podcast. O podcast Metacast traz um episódio que debate justamente os vários formatos existentes, vale a pena ouvir com atenção.

O que posso sugerir aqui (mas nunca levem isso como uma regra imutável, por favor) são algumas dicas para que o seu podcast não caia em armadilhas que fazem com que os ouvintes o achem enjoativo e queiram ouvi-lo até o fim:

  • o assunto do seu podcast pode ser abrangente (por exemplo, um “podcast sobre variedades em geral” que, no final das contas, é um podcast sobre qualquer coisa), mas procure pensar em pautas objetivas para que você e/ou os outros participantes não fiquem divagando muito e não falando nada (por exemplo: “verão” é um assunto por demais aberto, mas “o que rolou de bom no cinema em 2009″ é bem mais objetivo).
  • Considerando que seu podcast é daqueles que duram uma hora ou mais, divida sua pauta em tópicos e procure gravar um ou dois desses tópicos em blocos separados. Assim, vocês não se perdem na hora de conversar e o ouvinte não se cansa de ouvir uma conversa initerrupta de mais de uma hora sem tomar fôlego
  • Se você pensa em usar introduções musicais e intervenções sonoras para separar blocos, use com moderação. Não coloque um ou dois minutos inteiros de uma música para começar um bloco ou efeitos sonoros muito longos, pois isso irrita o ouvinte, que quer começar a ouvir o próximo ponto quando este complemento sonoro já fez sua função segundos atrás – e acredite: segundos demais ou de menos fazem MUITA diferença para quem ouve
  • Se você pretende inserir um fundo musical por baixo das vozes dos participantes conversando, cuidado para não deixar o som muito alto, atrapalhando o entendimento do papo. Se possível, dê preferência a músicas instrumentais, pois a voz do cantor, mesmo que em volume muito baixo, ainda pode se misturar com as vozes da equipe. O resultado é a gente ouvindo um maluco a mais no meio do pessoal que fica cantando coisas “nada a ver” durante o papo
  • Ainda sobre o fundo musical, um toque interessante é colocar músicas que produzem um clima de acordo com o assunto em questão, por exemplo, um heavy metal ou uma música industrial se o assunto for literatura ciberpunk ou algo medieval se vocês forem relembrar os tempos do Rei Arthur
  • Seja você mesmo, nem que você seja um personagem de si mesmo, mas não queira imitar ninguém. Nós, ouvintes, percebemos quando alguém está falando ou se comportando de modo forçado e isso incomoda, nos dá uma sensação de vergonha alheia que nos faz desligar o player no segundo minuto de programa e decidir nuca mais voltar. Se for para ouvir pessoas falando as mesmas gírias e assuntos do Nerdcast ou do Rapaduracast, eu baixo semanalmente os originais
  • Fale do seu jeito ,mas fale de forma clara e correta. Parece conselho de mãe: é tão óbvio que nem deveria ser necessário dizer, mas como tem gente que acaba cometendo o erro mesmo assim, o desnecessário torna-se vital
  • A gravação pode ser uma bagunça, mas faça disso uma bagunça organizada e evite que todos falem ao mesmo tempo. Caso contrário, o ouvinte não entende o que nenhum de vocês fala e vocês acabam falando muito e não dizendo nada

O último e mais importante conselho que posso dar pode parecer antagônico, mas garanto que faz sentido no final: ouça quantos podcasts você puder e esqueça-se de todos eles. Por mais que haja programas por aí que copiam o formato dos podcasts mais conhecidos, existem muitos podcasts cujos realizadores colocaram a massa cinzenta pra funcionar a fim de oferecer propostas diferentes. Conheça todas elas e, depois, tente criar algo que diferencie o seu podcast dos demais, seja no formato, na edição, nas pautas, no assunto, na organização do conteúdo dentro do áudio… Saia do lugar comum. Este será um exercício diário e muito recompensador – para o seu podcast e para tudo o mais em sua vida também.

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12 November 2009       Tock-Categoria: Produzindo Podcasts

Silêncio no estúdio – parte 2: gravando sua própria voz

No último artigo dessa série, apresentei algumas dicas e programas para você gravar sua conversa com outros participantes de seu podcast através do Skype. Existe, no entanto, uma outra alternativa para você gravar seu bate-papo, que abre possibilidades para realizar uma edição mais minimalista da conversa. Ela exige alguns cuidados e possui poucas limitações, mas o resultado final que oferece é recompensador.

Programas como o Skype Recorder e o PrettyMay, que recomendei no texto anterior, utilizam da conexão com a Web para captar as vozes de todos os participantes do chat do Skype. Se a conexão de um dos integrantes estiver ruim, sua voz poderá ficar falha ou o chat como um todo fica prejudicado. Uma solução para isso é: cada um grava apenas a sua própria voz, utilizando um software exclusivo para esta finalidade (gravar a voz de seu próprio computador), usando o Skype apenas como instrumento de comunicação, e não de gravação.

Combinem, entre vocês, uma forma de sinalização para que todos apertem o botão “rec” do programa ao mesmo tempo, a fim de que as gravações de cada participantes tenham o mesmo tempo de duração. É bom que todos usem o mesmo programa e configurem com as mesmas propriedades – eu recomendo que o campo simple rate esteja em 44.100 Hz e o campo Bit-depth em 16 bits, além de gravar em stereo, claro. Mas quais programas você pode utilizar para gravar sua própria voz a partir de seu computador? Seguem três dicas de programas freeware para você:

  • Audacity - o programa mais popular na atualidade para edição de som também grava sua voz a partir do computador – e o que é melhor: em bom português para ninguém se enrolar com os botões e comandos. Basta clicar no botão de gravação e começar a falar. Para salvar direto em formato MP3, você precisa instalar também o arquivo lame_enc.dll no diretório do software. Clique aqui para baixar o aplicativo que faz isso para você em um clique.
  • Free Sound Recorder – Pequeno e simples de instalar e de operar, o Free Sound Recorder existe exclusivamente para gravar a sua voz direto para o computador, a partir de seu microfone. O programa também salva direto em MP3 e é ideal para você recomendar aos participantes de seu podcast para instalarem e utilizarem-no para gravar suas partes da conversa.
  • Kat MP3 Recorder – Ele faz a mesma coisa que o Free Sound Recorder, mas tem mais opções de configuração. Recomendado para aqueles que têm mais experiência para lidar com programas em geral.

Ao final da gravação, os participantes deverão mandar suas gravações para o editor do podcast para que ele coloque a gravação de cada participante em uma faixa diferente no programa de edição de som (como o Audacity, por exemplo), alinhando as falas de cada um dentro da conversa. Tendo o controle exclusivo de cada fala em separado, o editor poderá manipular a gravação para consertar eventuais sujeiras que ficariam na gravação como dois ou mais participantes falando um sobre o outro, remover uma tosse ou pigarro de um dos participantes enquanto o outro está falando, consertar eventuais gaguejos e falhas de gravação, etc.

É recomendável que este método de gravação seja usado apenas se o seu podcast tiver poucos participantes – dois ou três no máximo. O editor vai ficar maluco se tiver que trabalhar com quatro, cinco ou mais faixas de áudio sempre sincronizadas para editar essa verdadeira mesa redonda.

Enquanto você vai testando e experimentando todas essas formas de gravação de sua voz e a de seus amigos para compor o podcast que pensa em produzir, vamos entrar, a partir do próximo artigo desta série, em uma parte mais teórica, como planejamento de pauta e elaboração do formato do seu programa. Analise qual dessas opções apresentadas até aqui é a melhor para você e divirta-se experimentando. See ya!

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28 October 2009       Tock-Categoria: Produzindo Podcasts

Silêncio no estúdio: Gravando!

Então, você comprou seu headset e está com um computador poderoso para começar a gravar seu podcast, certo? Espero que sim, porque, sem esses passos que eu comentei em um post anterior, a qualidade de gravação de seu programa pode ficar comprometida. Tudo bem que, antes de “colocar a mão na massa”, é necessário pensar muito no planejamento de seu programa: formato, pautas, abordagem e uma série de outros fatores editoriais que, se forem tão bem executados quanto os aspectos técnicos, transformarão seu podcast em uma atração de qualidade – esses assuntos, no entanto, abordarei num futuro próximo. Quero, hoje, falar um pouco desse aspecto técnico que muitos perguntam como fazer: o misterioso processo da gravação!

Uma das primeiras perguntas que ouço dos curiosos que querem fazer um podcast é “como é que eu gravo minha conversa com outra pessoa para fazer o podcast? É pela Internet?” Existem recursos que lhe permitem gravar conversas entre duas ou mais pessoas pela Internet sim – e todos eles são gratuitos! O primeiro passo é “fazer a ligação” para a(s) outra(s) pessoa(s) e, para isso, basta usar o bom e velho Skype. É isso mesmo: através do conhecido programa de instant message, você consegue estabelecer conversas de voz (se tiver uma webcam, até mesmo de vídeo) com mais de uma pessoa ao mesmo tempo, como se estivesse ao telefone com várias pessoas. “Mas eu já uso o MSN/ Windows Live Messsenger. Não poderia usá-lo em vez de instalar outro programa com a mesma função?” Infelizmente não, por dois motivos:

  • O Windows Live Messenger, pelo menos até sua atual versão, não estabelece contato de voz com mais de uma pessoa além de você, impossibilitando que você grave um episódio com três ou mais participantes
  • Os programas de gravação de conversa de voz que existem por aí foram feitos para captar as vozes de um chat no Skype, não funcionando no MSN – ou, pelo menos, eu não conheço nenhum. Se você souber, dá aí a dica.

Então é isso: instale o Skype, registre-se no serviço e adicione seus parceiros de equipe e convidados em sua lista de amigos. Está faltando, agora, o gravador que vai registrar essas vozes todas, certo? É aí que entram dois programas que gostei muito do desempenho deles ao testá-los: um deles chama-se, simplesmente, MP3 Skype Recorder – seu nome já é auto-explicativo, não concordam? Outro software que faz a mesma coisa e apresenta alta qualidade na gravação é o PrettyMay Call Recorder for Skype. Ambos gravam o papo de seu chat com a galera diretamente em arquivos de extensão.mp3 com excelente qualidade. É só clicar no botão rec e deixar o papo rolar!

algumas dicas finais:

  • mesmo que o editor do podcast seja a pessoa mais indicada para gravar a conversa – afinal, essas gravações serão o material de trabalho do infeliz – é de bom tom que pelo menos mais um membro também registre o papo com um desses programas, só pela precaução de, de repente, algo acontecer com a conexão ou com o computador do indivíduo responsável pela gravação. Backup nunca é demais.
  • não grave o papo todo em um único arquivo. Programe-se para gravar a conversa em tópicos ou em tempo e crie vários arquivos de áudio com pedaços da conversa. Será muito mais fácil para toda a equipe se organizar na gravação e para o editor arrumar tudo isso na hora de colocar a “mágica da edição” para funcionar.

Existe ainda outro processo de gravação que abordarei no próximo artigo desta série, mais trabalhoso, mas que abrange uma possibilidade ainda maior de edição. See ya!

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24 May 2009       Tock-Categoria: Produzindo Podcasts

Equipamento popular

Desde que o Máquina do Tempo passou a ser ouvido por pouco mais que amigos e familiares (o cachorro da vizinha, por exemplo, adora), recebo perguntas do tipo “como é que se faz podcast? Como gravar? Como editar? Que talheres usar? E pra beber, não vai nada?”. Normalmente eu recomendo que a galera ouça o Metacast, dedicado a trazer dicas justamente sobre isso, mas não adianta, as perguntas continuam chegando. Já que é assim, pra não ficar repetindo as mesmas coisas, decidi iniciar uma nova série aqui no tocks, que conta minhas experiências, lições aprendidas e recomendações que eu tiro a partir delas para passar a vocês. Agora, quando vierem me perguntar de novo, só preciso indicar o link destes posts!

O primeiro passo é, obviamente, o equipamento. Antes mesmo do microfone, você deve pensar em computador: recomendo sinceramente que sua máquina tenha um bom processador e memória de sobra, além de espaço no HD. É claro que este é o objetivo de qualquer um que goste de computadores, mas mais que uma determinação, propriedades como essas em uma máquina são essenciais para a gravação de som, pois um equipamento inferior pode causar estalos, ruídos e interrupções na captação da sua voz que invalidarão a gravação, pois ninguém vai entender o que você está falando. Recomendo algo com, no mínimo, dois Gb de memória na sua máquina e que não fique rodando nada pesado como Photoshop ou algo assim enquanto estiver gravando para poder brincar em segurança.

Os microfones são uma verdadeira tara entre os curiosos: eles já querem sair comprando microfones de ouro para que suas vozes saiam lindas e maravilhosas como a de Nat King Cole – não é bem assim. É claro que, quanto melhor for o microfone, mais pura sairá sua voz, mas para que isso ocorra, é necessário algum equipamento extra, como mesa de som e programas adequados para equalização de tudo isso. Já que o MP3 extrai muitas informações inaudíveis ao ser humano do espectro de som, pode ser que esse zelo todo torne-se inútil no fim das contas. Antes de comprometer sua futura aposentadoria com equipamentos caros, experimente recursos mais à mão: esqueça o microfone por enquanto e pense num headset igual aqueles usados por telefonista. Enquanto o microfone aberto captará não apenas o som da sua voz, mas de tudo ao seu redor, poluindo o som, o headset ligado direto ao computador concentrará o microfone em sua boca, captando quase que apenas a sua voz.

A maioria dos podcasters sugere esses novos headsets com interface USB para plugar no computador, mas eu tenho péssimas experiências com isso: quando Leandro Bulkool trocou seu headset por um novo modelo USB para gravarmos as edições seguintes do Máquina do Tempo, sua voz saía estranhíssima, como se ele estivesse falando de dentro de uma lata gigante de Pringles. Depois dessa experiência, determinamos: no more USB headsets. Os fones que usamos usam a boa e velha interface PS2 mesmo e têm funcionado muito bem assim.

Na próxima parte desta série, falarei mais sobre o processo de gravação de som e cuidados necessários para isso. Até lá!

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