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	<title>Tocks do Ock-Tock &#187; Produzindo Podcasts</title>
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		<title>Não há roteiro para fazer podcast (ou será que sim?)</title>
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		<pubDate>Wed, 26 May 2010 01:15:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ocktock</dc:creator>
				<category><![CDATA[Produzindo Podcasts]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das perguntas que mais me fazem a respeito da produção de podcasts é “existe um roteiro para se fazer podcast?” Não, não existe. As pessoas podem achar essa minha afirmação estranha pelo fato de ouvirem por aí tantos outros podcasts com formatos semelhantes, mas essa estrutura “copiada” acontece por conta de um fenômeno conseqüente, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4850" title="roteiro" src="http://www.ocktock.com.br/wp-content/uploads/roteiro.jpg" alt="" width="420" height="204" /></p>
<p>Uma das perguntas que mais me fazem a respeito da produção de podcasts é “existe um roteiro para se fazer podcast?” Não, não existe. As pessoas podem achar essa minha afirmação estranha pelo fato de ouvirem por aí tantos outros podcasts com formatos semelhantes, mas essa estrutura “copiada” acontece por conta de um fenômeno conseqüente, e não pelo seguimento de um padrão que teria sido oficialmente estabelecido.</p>
<p>Não precisa ser gênio para entender o que acontece: quando um veículo de comunicação conquista a maior parte da audiência de seu meio, é natural ele tornar-se referência para os outros menores e que surgem depois. Veja o caso da Rede Globo, por exemplo: ser líder absoluto de audiência faz com que seu “jeito de fazer TV” se tornasse uma espécie de padrão para se fazer TV no Brasil. E lá vão as outras emissoras “importar” algumas idéias e formatos da Globo para montar suas grades de programação fazendo novelas, programas jornalísticos da noite e programas de auditório nos fins de semana com seus “esqueletos” semelhantes, mas com uma cara toda própria da emissora em questão.</p>
<p>Nos caso da “podosfera” é a mesma coisa: hoje em dia é perfeitamente normal que as portas para este universo sejam o <a href="http://jovemnerd.ig.com.br/v4/podcast/" target="_blank">Nerdcast</a> e o <a href="http://www.cinemacomrapadura.com.br/rapaduracast" target="_blank">Rapaduracast</a>, os podcasts mais ouvidos do país. O formato de ambos é simples de ser analisado: uma rápida apresentação de poucos minutos informando qual será o tema daquela edição, seção de e-mails e comentários sobre a edição anterior onde também são dados eventuais recados a respeito do podcast ou do site onde ele é hospedado (quadros menores podem surgir nesse espaço, como a divulgação de uma promoção) e, por fim, o “miolo” do programa, que consiste num bate-papo entre duas ou mais pessoas a respeito de um determinado assunto. É claro que o papo a respeito do tema vai puxando tópicos diversos que podem ser divididos por uma vírgula sonora ou recurso de edição para acentuar essa mudança de ponto e não cansar o ouvinte.</p>
<p>Após ouvir os dois ou três programas mais recentes desses dois podcasts, o ouvinte novato se encanta com a mídia e vai atrás de outros, dando de cara com vários que seguem a mesma estrutura – não se engane: nenhum outro podcast “imitou” a estrutura desses dois com a intenção de “ser uma cópia do Rapaduracast” ou de ser “o próximo Nerdcast”. Eles fizeram isso porque eram as únicas e mais fortes referências que tinham e porque, convenhamos, é um formato que funciona, do mesmo jeito que funciona o formato de um programa de auditório com brincadeiras e jogos, atrações musicais, participações de celebridades e dançarinas de academia no fundo do palco, tudo comandado por um apresentador cujas donas de casa identificam-se com ele.</p>
<p>Assim como todo ser humano tem a mesma estrutura corpórea (cabeça, tronco, dois braços, duas pernas, órgãos internos, pele, músculos, etc.), somos bem diferentes um do outro. Mesmo tendo a mesma estrutura descrita alguns parágrafos acima, podcasts como o <a href="http://www.papodegordo.com.br/" target="_blank">Papo de Gordo</a>, o <a href="http://www.cumecamao.com.br/" target="_blank">Podcumê</a> e o <a href="http://www.maquinadotempo.blog.br/" target="_blank">Máquina do Tempo</a> são tão diferentes entre si e também dos dois podcasts mais ouvidos do Brasil que sequer podem ser chamados de “parentes”. Ao dar de cara com todo esse cenário já consolidado, o novato se empolga e diz “Ok, vou fazer um podcast também” e coloca a mão na massa. Vai ouvir todos os episódios do <a href="http://metacast.info/" target="_blank">Metacast</a> e já começa a pensar no formato de seu futuro programa: apresentação de poucos minutos, seção de e-mails logo depois&#8230;</p>
<p>Acontece que um podcast não é um corpo humano. Não há nenhuma regra que diga, por exemplo, que a seção de e-mails TEM QUE VIR antes do programa em si ou mesmo que tenha que tê-lo dentro do episódio. É o caso de podcasts como o <a href="http://www.baupirata.com/" target="_blank">Piratacast</a> ou o <a href="http://www.spinoff.com.br/" target="_blank">Spin-Off</a> que optaram por fazer episódios periódicos exclusivos para essa função, por exemplo. A estrutura do Nerdcast e do Rapaduracast é funcional, lógica e tão estabelecida nos dias de hoje que os ouvintes se sentem até desconfortáveis quando encontram algo diferente dessa cartilha, mas não é nenhuma regra. Sinta-se livre para ousar, experimentar com o objetivo de inovar, não só na estrutura, mas no conteúdo, na forma como ele será apresentado ou produzido&#8230;</p>
<p>O programa é seu! Faça aquilo que você gostaria de ouvir, e não aquilo que já ouve – se você quer ouvir mais daquilo que já ouve, não há problema nenhum e meio caminho já está andado rumo à criação de seu programa. Se não, extrapole todas as alternativas que conseguir pensar em seu laboratório, edite-as e passe dias ouvindo-as sozinho, mostrando para seus amigos e parentes para obter outras opiniões. Quando se sentir confortável com o que tem em mãos, ponha seu bloco (ou melhor, seu podcast) na rua e seja bem vindo!</p>
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		<title>A trilha sonora do seu podcast</title>
		<link>http://www.ocktock.com.br/2010/03/06/a-trilha-sonora-do-seu-podcast/</link>
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		<pubDate>Sat, 06 Mar 2010 17:39:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ocktock</dc:creator>
				<category><![CDATA[Produzindo Podcasts]]></category>

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		<description><![CDATA[Fundos musicais e efeitos sonoros são sempre legais para aquele &#8220;plus a mais&#8221; na produção do seu podcast &#8211; mas é claro que você já pensou nisso. Quanto as músicas, é só pegar os CDs dos artistas e bandas que você mais gosta, converter para MP3 e&#8230; Opa, peraí: e o lance dos direitos autorais, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4702" title="soundwave" src="http://www.ocktock.com.br/wp-content/uploads/soundwave.jpg" alt="" width="420" height="204" /></p>
<p>Fundos musicais e efeitos sonoros são sempre legais para aquele &#8220;plus a mais&#8221; na produção do seu podcast &#8211; mas é claro que você já pensou nisso. Quanto as músicas, é só pegar os CDs dos artistas e bandas que você mais gosta, converter para MP3 e&#8230; Opa, peraí: e o lance dos direitos autorais, como fica? Existe toda uma forte questão de uso de músicas proprietárias nos podcasts que é muito bem explicada em uma edição do <a href="http://metacast.info/" target="_blank">Metacast</a>, onde <strong>Dudu Sales</strong> e <strong>Pablo de Assis</strong> entrevistam o <strong>Maestro Billy</strong> em seu papel de presidente da <a href="http://site.abpod.org/index.html" target="_blank">ABPod</a>.</p>
<p>Mas se você quiser fugir do assunto e garantir uma trilha sonora para seu podcast sem correr o risco de ter agentes da SWAT entrando pela sua janela, seguem alguns links onde você pode encontrar músicas livres para usar em sua produção de áudio &#8211; também apelidadas de músicas <em>podsafe</em>:</p>
<ul>
<li><a href="http://www.podsafeaudio.com/" target="_blank">PodSafe Audio</a> &#8211; o nome já diz tudo. O site reúne músicas de artistas independentes de todos os tipos que liberam suas músicas para serem usadas em podcasts &#8211; vontade. Você, podcaster, ganha uma gama de bons sons para usar e os artistas fazem uso dessa mídia para propagar seus trabalhos. Todo mundo ganha!</li>
<li><a href="http://www.soundclick.com/" target="_blank">Soundclick</a> &#8211; Assim como o Podsafe Audio, ele também reúne artistas independentes. Mais bonito e fácil de navegar, você identifica os estilos musicais facilmente e até participa de comunidades e do fórum. Mesmo que você não produza podcasts, é um endereço interessante para quem curte música alternativa.</li>
<li><a href="http://ccmixter.org/" target="_blank">CC Mixter</a> &#8211; Essa é a festa dos DJs! Neste site, o artista pode subir suas músicas que estejam licenciadas sob um dos modelos de licença Creative Commons que permita o seu uso e os DJs e produtores estão livres para remixar, samplear, fazer mash-ups, virá-las de cabeça para baixo e reinventá-las do jeito que a imaginação mandar &#8211; e você está livre para usar tudo isso em seu podcast.</li>
</ul>
<p>Mas nem de fundo musical vive um podcast. Você também pode inserir nele algumas intervenções sonoras, efeitos e barulhos diversos (palmas, vaias, buzinas, sei lá) para incrementar o papo e dar um clima no programa. Seguem aqui alguns sites que são verdadeiros depósitos de sons onde você vai se deliciar com muitos sons para você baixar e se divertir na edição:</p>
<ul>
<li><a href="http://www.pacdv.com/sounds/index.html" target="_blank">PacDV Free Sound Effects</a> &#8211; Sons diversos divididos em categorias que facilitam para baixar exatamente o que você quer</li>
<li><a href="http://www.flashkit.com/" target="_blank">Flash AKit</a> &#8211; O endereço é conhecido entre os desenvolvedores de site, especialmente aqueles que trabalham com a tecnologia Flash. Nele você encontra as seções <a href="http://www.flashkit.com/soundfx/" target="_blank">Sound FX</a>, com muitos (mesmo!) sons diversificados, e <a href="http://www.flashkit.com/loops/" target="_blank">Sound Loops</a>, com trechos musicais instrumentais que podem ser usados para tocar repetidamente. Fique atento, pois nem todos os sons oferecidos aqui são freeware.</li>
<li><a href="http://www.partnersinrhyme.com/pir/PIRsfx.shtml" target="_blank">Partners in Rhyme</a> &#8211; Mais um site com um catálogo extenso de sons para baixar, misturados entre arquivos tratuitos e pagos, mas vale a pena fazer uma busca por ele sim.</li>
<li><a href="http://www.soundsnap.com/" target="_blank">Soundsnap</a> &#8211; Como a página inicial do site diz, são mais de 100 mil efeitos sonoros e loops para você baixar! As categorias são as mais interessantes que existem e o site é muito divertido de se navegar.</li>
<li><a href="http://www.a1freesoundeffects.com/" target="_blank">A1 Free Sound Effects</a> &#8211; O site não é bonito, mas o conteúdo, com certeza, vai te interessar &#8211; afinal, é um extenso catálogo de sons 100% gratuitos para você usar e abusar.</li>
</ul>
<p>Divirta-se ouvindo tudo isso e preparando sua biblioteca de sons. Ela será sua estante de ingredientes mágicos para criar sua receita preferida de edição de podcast!</p>
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		<title>A cara do seu podcast</title>
		<link>http://www.ocktock.com.br/2010/01/14/a-cara-do-seu-podcast/</link>
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		<pubDate>Thu, 14 Jan 2010 22:15:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ocktock</dc:creator>
				<category><![CDATA[Produzindo Podcasts]]></category>

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		<description><![CDATA[Chegou o momento! Você finalmente comprou o equipamento adequado, de acordo com seu bolso, para gravar seu podcast (headset, placa de som decente, etc.) e fez milhares de testes de gravação com os outros integrantes do programa para definirem a melhor forma de registrar suas vozes com qualidade. Agora vamos apertar o play / rec e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4428" title="listening" src="http://www.ocktock.com.br/wp-content/uploads/listening.jpg" alt="" width="420" height="204" /></p>
<p>Chegou o momento! Você finalmente comprou o equipamento adequado, de acordo com seu bolso, para gravar seu podcast (headset, placa de som decente, etc.) e fez milhares de testes de gravação com os outros integrantes do programa para definirem a melhor forma de registrar suas vozes com qualidade. Agora vamos apertar o <em>play / rec</em> e falar sem parar sobre&#8230; o que? Que assuntos vamos abordar? De que maneira? Como começar? É por causa deste momento que vou jogar um balde de água fria nos seus planos e dizer que esta ainda não é a hora de começar a gravar seu primeiro podcast.</p>
<p>Agora que sua estrutura está montada, certamente Você sente a necessidade de dar uma &#8220;cara&#8221; ao seu programa &#8211; e isso não se limita a apenas pensar no nome do podcast e definir o assunto. Planejar bem esses detalhes representa, pelo menos, 60% do sucesso de seu podcast, pois são eles (junto com a espontaneidade dos apresentadores, claro) que criarão o carisma do podcast junto aos ouvintes. O programa terá um caráter sério, divertido ou palhaço? O tema será abordado de forma opinativa, informativa ou avacalhando? Haverá produção sonora (vinhetas, fundo musical, etc.)? De que tipo? Quanto tempo deve durar cada edição? Esse &#8220;planejamento editorial&#8221; ajudará Você a conduzir a gravação e a edição do podcast mais tarde.</p>
<p>Não existe uma &#8220;fórmula do sucesso&#8221; a se seguir para que seu podcast tenha sucesso; o que existe é um formato usado pelos dois maiores podcasts mais populares no Brasil atualmente, o <a href="http://jovemnerd.ig.com.br/categoria/nerdcast/" target="_blank">Nerdcast </a>e o <a href="http://www.cinemacomrapadura.com.br/rapaduracast/" target="_blank">Rapaduracast</a>, que possuem linhas editoriais diferentes, mas são executados da mesma maneira: enquanto o primeiro fala de assuntos variados sob uma ótica nerd, o segundo é voltado para o cinema em geral, mas ambos contam com sua equipe, formada por amigos, que batem papo sobre esses assuntos de forma informal e divertida, como se o ouvinte escutasse um papo de bar. Por serem os mais conhecidos, os novos ouvintes de podcasts acabam conhecendo esta mídia através deles e muitos tiram a errada conclusão de que esta é a única forma (ou pelo menos a única forma interessante) de se fazer um podcast. O <strong>Metacast</strong> traz um episódio que debate justamente os <a href="http://metacast.info/2009/05/27/metacast-09-a-identidade-de-um-podcast/" target="_blank">vários formatos existentes</a>, vale a pena ouvir com atenção.</p>
<p>O que posso sugerir aqui (mas nunca levem isso como uma regra imutável, por favor) são algumas dicas para que o seu podcast não caia em armadilhas que fazem com que os ouvintes o achem enjoativo e queiram ouvi-lo até o fim:</p>
<ul>
<li>o assunto do seu podcast pode ser abrangente (por exemplo, um      &#8220;podcast sobre variedades em geral&#8221; que, no final das contas, é      um podcast sobre qualquer coisa), mas procure pensar em pautas objetivas      para que Você e/ou os outros participantes não fiquem divagando muito e      não falando nada (por exemplo: &#8220;verão&#8221; é um assunto por demais      aberto, mas &#8220;o que rolou de bom no cinema em 2009&#8243; é bem mais      objetivo).</li>
<li>Considerando que seu podcast é daqueles que duram uma hora ou mais,      divida sua pauta em tópicos e procure gravar um ou dois desses tópicos em      blocos separados. Assim, Vocês não se perdem na hora de conversar e o      ouvinte não se cansa de ouvir uma conversa initerrupta de mais de uma hora      sem tomar fôlego</li>
<li>Se Você pensa em usar introduções musicais e intervenções sonoras      para separar blocos, use com moderação. Não coloque um ou dois minutos      inteiros de uma música para começar um bloco ou efeitos sonoros muito      longos, pois isso irrita o ouvinte, que quer começar a ouvir o próximo      ponto quando este complemento sonoro já fez sua função segundos atrás &#8211; e      acredite: segundos demais ou de menos fazem MUITA diferença para quem ouve</li>
<li>Se Você pretende inserir um fundo musical por baixo das vozes dos      participantes conversando, cuidado para não deixar o som muito alto,      atrapalhando o entendimento do papo. Se possível, dê preferência a músicas      instrumentais, pois a voz do cantor, mesmo que em volume muito baixo,      ainda pode se misturar com as vozes da equipe. O resultado é a gente      ouvindo um maluco a mais no meio do pessoal que fica cantando coisas      &#8220;nada a ver&#8221; durante o papo</li>
<li>Ainda sobre o fundo musical, um toque interessante é colocar      músicas que produzem um clima de acordo com o assunto em questão, por      exemplo, um <em>heavy      metal</em> ou uma música industrial se o assunto for literatura <em>ciberpunk</em> ou algo medieval se Vocês forem relembrar os      tempos do Rei Arthur</li>
<li>Seja Você mesmo, nem que Você seja um personagem de si mesmo, mas      não queira imitar ninguém. Nós, ouvintes, percebemos quando alguém está      falando ou se comportando de modo forçado e isso incomoda, nos dá uma      sensação de vergonha alheia que nos faz desligar o player no segundo      minuto de programa e decidir nuca mais voltar. Se for para ouvir pessoas      falando as mesmas gírias e assuntos do Nerdcast ou do Rapaduracast, eu      baixo semanalmente os originais</li>
<li>Fale do seu jeito, mas fale de forma clara e correta. Parece      conselho de mãe: é tão óbvio que nem deveria ser necessário dizer, mas      como tem gente que acaba cometendo o erro mesmo assim, o desnecessário      torna-se vital</li>
<li>A gravação pode ser uma bagunça, mas faça disso uma bagunça      organizada e evite que todos falem ao mesmo tempo. Caso contrário, o      ouvinte não entende o que nenhum de Vocês fala e Vocês acabam falando      muito e não dizendo nada</li>
</ul>
<p>O último e mais importante conselho que posso dar pode parecer antagônico, mas garanto que faz sentido no final: ouça quantos podcasts Você puder e esqueça-se de todos eles. Por mais que haja programas por aí que copiam o formato dos podcasts mais conhecidos, existem muitos podcasts cujos realizadores colocaram a massa cinzenta pra funcionar a fim de oferecer propostas diferentes. Conheça todas elas e, depois, tente criar algo que diferencie o seu podcast dos demais, seja no formato, na edição, nas pautas, no assunto, na organização do conteúdo dentro do áudio&#8230; Saia do lugar comum. Este será um exercício diário e muito recompensador &#8211; para o seu podcast e para tudo o mais em sua vida também.</p>
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		<title>Silêncio no estúdio – parte 2: gravando sua própria voz</title>
		<link>http://www.ocktock.com.br/2009/11/12/silencio-no-estudio-%e2%80%93-parte-2-gravando-sua-propria-voz/</link>
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		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 02:02:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ocktock</dc:creator>
				<category><![CDATA[Produzindo Podcasts]]></category>

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		<description><![CDATA[No último artigo dessa série, apresentei algumas dicas e programas para você gravar sua conversa com outros participantes de seu podcast através do Skype. Existe, no entanto, uma outra alternativa para você gravar seu bate-papo, que abre possibilidades para realizar uma edição mais minimalista da conversa. Ela exige alguns cuidados e possui poucas limitações, mas o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4346" title="recording2" src="http://www.ocktock.com.br/wp-content/uploads/recording2.jpg" alt="" width="420" height="204" /></p>
<p>No <a href="http://ocktock.com.br/?p=4206" target="_blank">último artigo dessa série</a>, apresentei algumas dicas e programas para você gravar sua conversa com outros participantes de seu podcast através do Skype. Existe, no entanto, uma outra alternativa para você gravar seu bate-papo, que abre possibilidades para realizar uma edição mais minimalista da conversa. Ela exige alguns cuidados e possui poucas limitações, mas o resultado final que oferece é recompensador.</p>
<p>Programas como o Skype Recorder e o PrettyMay, que recomendei no texto anterior, utilizam da conexão com a Web para captar as vozes de todos os participantes do chat do Skype. Se a conexão de um dos integrantes estiver ruim, sua voz poderá ficar falha ou o chat como um todo fica prejudicado. Uma solução para isso é: cada um grava apenas a sua própria voz, utilizando um software exclusivo para esta finalidade (gravar a voz de seu próprio computador), usando o Skype apenas como instrumento de comunicação, e não de gravação.</p>
<p>Combinem, entre vocês, uma forma de sinalização para que todos apertem o botão &#8220;rec&#8221; do programa ao mesmo tempo, a fim de que as gravações de cada participantes tenham o mesmo tempo de duração. É bom que todos usem o mesmo programa e configurem com as mesmas propriedades &#8211; eu recomendo que o campo <em>simple rate</em> esteja em 44.100 Hz e o campo <em>Bit-depth </em>em 16 bits, além de gravar em <em>stereo</em>, claro. Mas quais programas você pode utilizar para gravar sua própria voz a partir de seu computador? Seguem três dicas de programas <em>freeware</em> para você:</p>
<ul>
<li><a href="http://audacity.sourceforge.net/?lang=pt" target="_blank">Audacity </a>- o      programa mais popular na atualidade para edição de som também grava sua      voz a partir do computador &#8211; e o que é melhor: em bom português para      ninguém se enrolar com os botões e comandos. Basta clicar no botão de      gravação e começar a falar. Para salvar direto em formato MP3, você      precisa instalar também o arquivo <strong>lame_enc.dll</strong> no      diretório do software. <a href="http://www.dll-files.com/dllindex/dll-files.shtml?lame_enc%20" target="_blank">Clique      aqui</a> para baixar o aplicativo que faz isso para você em um clique.</li>
<li><a href="http://www.sound-recorder.biz/freesoundrecorder.html%20" target="_blank">Free      Sound Recorder</a> &#8211; Pequeno e simples de instalar e de operar, o Free Sound Recorder      existe exclusivamente para gravar a sua voz direto para o computador, a      partir de seu microfone. O programa também salva direto em MP3 e é ideal      para você recomendar aos participantes de seu podcast para instalarem e      utilizarem-no para gravar suas partes da conversa.</li>
<li><a href="http://kat-mp3-recorder.softonic.com.br" target="_blank">Kat MP3 Recorder</a> &#8211; Ele      faz a mesma coisa que o Free Sound Recorder, mas tem mais opções de      configuração. Recomendado para aqueles que têm mais experiência para      lidar com programas em geral.</li>
</ul>
<p>Ao final da gravação, os participantes deverão mandar suas gravações para o editor do podcast para que ele coloque a gravação de cada participante em uma faixa diferente no programa de edição de som (como o Audacity, por exemplo), alinhando as falas de cada um dentro da conversa. Tendo o controle exclusivo de cada fala em separado, o editor poderá manipular a gravação para consertar eventuais sujeiras que ficariam na gravação como dois ou mais participantes falando um sobre o outro, remover uma tosse ou pigarro de um dos participantes enquanto o outro está falando, consertar eventuais gaguejos e falhas de gravação, etc.</p>
<p>É recomendável que este método de gravação seja usado apenas se o seu podcast tiver poucos participantes &#8211; dois ou três no máximo. O editor vai ficar maluco se tiver que trabalhar com quatro, cinco ou mais faixas de áudio sempre sincronizadas para editar essa verdadeira mesa redonda.</p>
<p>Enquanto você vai testando e experimentando todas essas formas de gravação de sua voz e a de seus amigos para compor o podcast que pensa em produzir, vamos entrar, a partir do próximo artigo desta série, em uma parte mais teórica, como planejamento de pauta e elaboração do formato do seu programa. Analise qual dessas opções apresentadas até aqui é a melhor para você e divirta-se experimentando. See ya!</p>
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		<title>Silêncio no estúdio: Gravando!</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 02:01:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ocktock</dc:creator>
				<category><![CDATA[Produzindo Podcasts]]></category>

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		<description><![CDATA[Então, você comprou seu headset e está com um computador poderoso para começar a gravar seu podcast, certo? Espero que sim, porque, sem esses passos que eu comentei em um post anterior, a qualidade de gravação de seu programa pode ficar comprometida. Tudo bem que, antes de &#8220;colocar a mão na massa&#8221;, é necessário pensar muito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4425" title="recording1" src="http://www.ocktock.com.br/wp-content/uploads/recording1.jpg" alt="" width="420" height="204" /></p>
<p>Então, você comprou seu headset e está com um computador poderoso para começar a gravar seu podcast, certo? Espero que sim, porque, sem esses passos que eu comentei em um <a href="http://ocktock.com.br/?p=3523" target="_blank">post anterior</a>, a qualidade de gravação de seu programa pode ficar comprometida. Tudo bem que, antes de &#8220;colocar a mão na massa&#8221;, é necessário pensar muito no planejamento de seu programa: formato, pautas, abordagem e uma série de outros fatores editoriais que, se forem tão bem executados quanto os aspectos técnicos, transformarão seu podcast em uma atração de qualidade &#8211; esses assuntos, no entanto, abordarei num futuro próximo. Quero, hoje, falar um pouco desse aspecto técnico que muitos perguntam como fazer: o misterioso processo da gravação!</p>
<p>Uma das primeiras perguntas que ouço dos curiosos que querem fazer um podcast é &#8220;como é que eu gravo minha conversa com outra pessoa para fazer o podcast? É pela Internet?&#8221; Existem recursos que lhe permitem gravar conversas entre duas ou mais pessoas pela Internet sim &#8211; e todos eles são gratuitos! O primeiro passo é &#8220;fazer a ligação&#8221; para a(s) outra(s) pessoa(s) e, para isso, basta usar o bom e velho <a href="http://www.skype.com/intl/pt/welcomeback/" target="_blank">Skype</a>. É isso mesmo: através do conhecido programa de <em>instant message</em>, você consegue estabelecer conversas de voz (se tiver uma webcam, até mesmo de vídeo) com mais de uma pessoa ao mesmo tempo, como se estivesse ao telefone com várias pessoas. &#8220;Mas eu já uso o MSN/ Windows Live Messsenger. Não poderia usá-lo em vez de instalar outro programa com a mesma função?&#8221; Infelizmente não, por dois motivos:</p>
<ul>
<li>O Windows Live Messenger, pelo menos até sua atual versão, não      estabelece contato de voz com mais de uma pessoa além de você,      impossibilitando que você grave um episódio com três ou mais participantes</li>
<li>Os programas de gravação de conversa de voz que existem por aí      foram feitos para captar as vozes de um chat no Skype, não funcionando no      MSN &#8211; ou, pelo menos, eu não conheço nenhum. Se você souber, dá aí a dica.</li>
</ul>
<p>Então é isso: instale o Skype, registre-se no serviço e adicione seus parceiros de equipe e convidados em sua lista de amigos. Está faltando, agora, o gravador que vai registrar essas vozes todas, certo? É aí que entram dois programas que gostei muito do desempenho deles ao testá-los: um deles chama-se, simplesmente, <a href="http://voipcallrecording.com/MP3_Skype_Recorder%20" target="_blank">MP3 Skype Recorder</a> &#8211; seu nome já é auto-explicativo, não concordam? Outro software que faz a mesma coisa e apresenta alta qualidade na gravação é o <a href="http://www.prettymay.net/callrecorder%20" target="_blank">PrettyMay Call Recorder for Skype</a>. Ambos gravam o papo de seu chat com a galera diretamente em arquivos de extensão.mp3 com excelente qualidade. É só clicar no botão <em>rec</em> e deixar o papo rolar!</p>
<p>algumas dicas finais:</p>
<ul>
<li>mesmo que o editor do podcast seja a pessoa      mais indicada para gravar a conversa &#8211; afinal, essas gravações serão o      material de trabalho do infeliz &#8211; é de bom tom que pelo menos mais um      membro também registre o papo com um desses programas, só pela precaução      de, de repente, algo acontecer com a conexão ou com o computador do      indivíduo responsável pela gravação. <em>Backup</em> nunca é demais.</li>
<li>não grave o papo todo em um único arquivo.      Programe-se para gravar a conversa em tópicos ou em tempo e crie vários      arquivos de áudio com pedaços da conversa. Será muito mais fácil para toda      a equipe se organizar na gravação e para o editor arrumar tudo isso na      hora de colocar a &#8220;mágica da edição&#8221; para funcionar.</li>
</ul>
<p>Existe ainda outro processo de gravação que abordarei no próximo artigo desta série, mais trabalhoso, mas que abrange uma possibilidade ainda maior de edição. See ya!</p>
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		<title>Equipamento popular</title>
		<link>http://www.ocktock.com.br/2009/05/24/produzindo-podcasts-parte-1-equipamento-popular/</link>
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		<pubDate>Sun, 24 May 2009 17:03:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ocktock</dc:creator>
				<category><![CDATA[Produzindo Podcasts]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde que o Máquina do Tempo passou a ser ouvido por pouco mais que amigos e familiares (o cachorro da vizinha, por exemplo, adora), recebo perguntas do tipo &#8220;como é que se faz podcast? Como gravar? Como editar? Que talheres usar? E pra beber, não vai nada?&#8221;. Normalmente eu recomendo que a galera ouça o Metacast, dedicado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4426" title="equipamento" src="http://www.ocktock.com.br/wp-content/uploads/equipamento.jpg" alt="" width="420" height="204" /></p>
<p>Desde que o <a href="http://www.maquinadotempo.blog.br/" target="_blank">Máquina do Tempo</a> passou a ser ouvido por pouco mais que amigos e familiares (o cachorro da vizinha, por exemplo, adora), recebo perguntas do tipo &#8220;como é que se faz podcast? Como gravar? Como editar? Que talheres usar? E pra beber, não vai nada?&#8221;. Normalmente eu recomendo que a galera ouça o <a href="http://metacast.info/" target="_blank">Metacast</a>, dedicado a trazer dicas justamente sobre isso, mas não adianta, as perguntas continuam chegando. Já que é assim, pra não ficar repetindo as mesmas coisas, decidi iniciar uma nova série aqui no tocks, que conta minhas experiências, lições aprendidas e recomendações que eu tiro a partir delas para passar a vocês. Agora, quando vierem me perguntar de novo, só preciso indicar o link destes posts!</p>
<p>O primeiro passo é, obviamente, o equipamento. Antes mesmo do microfone, você deve pensar em computador: recomendo sinceramente que sua máquina tenha um bom processador e memória de sobra, além de espaço no HD. É claro que este é o objetivo de qualquer um que goste de computadores, mas mais que uma determinação, propriedades como essas em uma máquina são essenciais para a gravação de som, pois um equipamento inferior pode causar estalos, ruídos e interrupções na captação da sua voz que invalidarão a gravação, pois ninguém vai entender o que você está falando. Recomendo algo com, no mínimo, dois Gb de memória na sua máquina e que não fique rodando nada pesado como Photoshop ou algo assim enquanto estiver gravando para poder brincar em segurança.</p>
<p>Os microfones são uma verdadeira tara entre os curiosos: eles já querem sair comprando microfones de ouro para que suas vozes saiam lindas e maravilhosas como a de Nat King Cole &#8211; não é bem assim. É claro que, quanto melhor for o microfone, mais pura sairá sua voz, mas para que isso ocorra, é necessário algum equipamento extra, como mesa de som e programas adequados para equalização de tudo isso. Já que o MP3 extrai muitas informações inaudíveis ao ser humano do espectro de som, pode ser que esse zelo todo torne-se inútil no fim das contas. Antes de comprometer sua futura aposentadoria com equipamentos caros, experimente recursos mais à mão: esqueça o microfone por enquanto e pense num <em>headset</em> igual aqueles usados por telefonista. Enquanto o microfone aberto captará não apenas o som da sua voz, mas de tudo ao seu redor, poluindo o som, o headset ligado direto ao computador concentrará o microfone em sua boca, captando quase que apenas a sua voz.</p>
<p>A maioria dos podcasters sugere esses novos headsets com interface USB para plugar no computador, mas eu tenho péssimas experiências com isso: quando <a href="http://www.oedificio.com/" target="_blank">Leandro Bulkool</a> trocou seu headset por um novo modelo USB para gravarmos as edições seguintes do Máquina do Tempo, sua voz saía estranhíssima, como se ele estivesse falando de dentro de uma lata gigante de Pringles. Depois dessa experiência, determinamos: <em>no more USB headsets</em>. Os fones que usamos usam a boa e velha interface PS2 mesmo e têm funcionado muito bem assim.</p>
<p>Na próxima parte desta série, falarei mais sobre o processo de gravação de som e cuidados necessários para isso. Até lá!</p>
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