Tock-categoria: Techie!
Banda larga para todos

As próximas semanas podem representar um interessante grande passo para a Internet no Brasil. Seguindo a máxima de que o ano só começa mesmo por aqui depois do carnaval, os líderes do país se reunirão no começo de março para definir os parâmetros do Plano Nacional de Banda Larga – o principal deles seria a reativação da empresa estatal de telecomunicações Telebras, que seria a responsável em prover esse acesso gratuito à Internet rápida para todos.
Traduzindo para uma linguagem que os jornalistas de economia não conseguem ou não podem usar nos veículos onde trabalham, o lance é que o governo quer oferecer Internet em banda larga de, no mínimo, 1Mb de velocidade a todos os municípios do país a um preço baratinho, o suficiente para que até a população de baixa renda possa pagar por ele. A estrutura pra isso está praticamente pronta: os planejamentos prevêem usar redes ociosas de fibra ótica que já existem pelo país, mas as cidades distantes das metrópoles não serão esquecidas: os envolvidos no projeto pretendem criar conexões com redes móveis para atender até mesmo a zona rural.
De acordo com o cronograma do plano, até 2012 (se o mundo não acabar até lá), quase todo o país já terá “banda larga baratinha”, com exceção da região Norte, que ganhará seu um mega de velocidade até 2014. Hoje em dia, cerca de 18% das casas brasileiras tem Internet; com a banda larga popular, o governo espera que esse número aumente para 50% – isso sem contar com escolas, serviços públicos e até mesmo empresas privadas que podem contratar o serviço. De acordo com declarações do presidente, parece que o modelo escolhido foi mesmo o estatal, ou seja, o controle e responsabilidade pela venda e distribuição dessa rede ficará nas mãos da Telebras, tornando-se assim um concorrente direto – e bem forte, diga-se de passagem – das empresas que provêem banda larga em suas regiões como Speedy (Telefonica), Virtua (NET), Velox (Oi) e outras.
É claro que as empresas privadas não estão gostando nada nada da idéia. Com tantas reclamações que vejo dos usuários de Internet a respeito dos serviços de acesso que contratam, fica evidente que elas vão ter que rebolar muito para competir com uma estatal que parecerá muito atraente pelo preço que cobrará. Só pra começar, eles terão que garantir maior qualidade no serviço prestado ou diminuir drasticamente o preço cobrado – ou os dois! Talvez a declaração do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, de que o governo pretende estabelecer parcerias com as teles no fornecimento da banda larga acalme ânimos do setor privado, mas nem tanto.
De qualquer forma, tudo isso na teoria é muito bonito: praticamente o Brasil inteiro conectado, todo mundo terá sua Internet de 1Mb para fazer o que quiser e a classe C não precisará mais ir até às lan houses para fazer uso da dobradinha Orkut/ MSN que faz a alegria da galera – eles poderão, finalmente, fazer uso daquela webcam que veio com o computador que eles compraram a 34 prestações na Casas Bahia. O que espero que não aconteça é que a estrutura a ser montada/ aproveitada revele-se frágil demais para atender a demanda e a banda larga popular fique mais fora do ar do que audiência de TV pequena no horário da novela da Globo. As empresas particulares, por sua vez, não precisarão melhorar sua qualidade e esfregarão na cara de todos “Nosso serviço é melhor . Vale a pena pagar um pouco mais por uma Internet banda larga que funcione.” O mercado de banda larga no Brasil melhorará bastante com a iniciativa sim, mas ainda dá pra ir bem mais fundo nesse poço antes de começarmos a subir.
Tudo isso, no entanto, são só especulações. Se bobear, a tal reunião que acontecerá em março resultará em uma direção totalmente oposta àquela que estou traçando aqui ou ainda não dar em nada, adiando a decisão mais uma vez. Eu sempre traço um cenário tenebroso, mas mesmo assim, estou curioso em ver como essa história da banda larga popular para todos vai terminar – ou começar.
Para twittar de qualquer lugar

Faz muito tempo que sequer digito o endereço do Twitter para postar as já famosas mensagens de até 140 caracteres a partir de meu perfil no serviço. Costumo usar, no computador ou no celular, um dos diversos aplicativos que rolam por aí. Se você ainda não conhece esses recursos, seguem aqui algumas dicas para você também abandonar a interface oficial do serviço e ter acesso mais fácil aos recursos que inventaram para o passarinho twitteiro.
Para twittar do computador, existem vários programas como o popular TweetDeck e o o versátil Mixero, mas o meu preferido é o simples e prático DestroyTwitter. O formato retangular lembra um MSN mais simples e menos poluído visualmente. Nele, os twitts daqueles que você segue são atualizados a cada um minuto (ou no tempo que você configurar o programa) e, de cada um, você pode dar reply, retwittar ou favoritar. A ferramenta ainda traz abas dedicadas de Replies (vê os twitts dedicados a você) Messages (as mensagens privadas à você, ou as famosas “DMs”), Groups (você pode criar listas de twitteiros específicos) Search (ferramenta de busca pelos Twitters que você segue) e Saved (os twitts que você favoritar aparecem aqui). Basta clicar no balão de histórias em quadrinhos no canto inferior direito do DestroyTwitter para escrever sua mensagem de 140 caracteres, que traz até um campo de encurtador de URLs – você pode configurar qualquer serviço nele, como o Migre.me, por exemplo. Devo lembrar que todos esses programas rodam sobre a plataforma Adobe Air, que você precisa instalar antes – não tenha medo: o processo é fácil e gratuito.
Como meu celular é movido à Windows Mobile, procurei por um aplicativo compatível a este sistema operacional – o que mais me agradou até o momento chama-se PockeTwit. Fácil de mexer, ele apresenta uma coluna que ocupa toda sua tela, exibindo sua timeline de twitters que segue. Basta mover a coluna para o lado esquerdo e encontrará a lista dos comandos gerais (ver sua lista de replies, abrir o campo de digitação para twittar, etc.) ou para o lado direito para a lista de comandos dedicados ao twit selecionado na coluna central (dar reply ou retwit imediatamente daquele twit selecionado, ver os twits exclusivos daquele twitter, etc.). Gratuito, é só baixar e instalar em seu celular com Windows Mobile.
Ah, esse papo de instalar programas e plataformas é complicado para você? Ainda existe uma última solução: o site DABR.co.uk é uma interface web para o Twitter com todos esses recursos que os programas anteriores também apresentam. Por ser mais leve que o próprio site do Twitter, ele é facilmente carregado a partir do navegador de seu computador ou smartphone. Tudo que precisa fazer é acessar o endereço e digitar seu login e senha do Twitter nele.
Agora não tem mais desculpa para você aproveitar tudo que anda acontecendo pela Twittosfera. Para conhecer ainda mais dicas, recomendo visitar o Twitcast e se souber de mais alguma, é só deixar aí nos comentários.
GeoCities e os sobrinhos “GeoSites”

Então o GeoCities fechou ontem. E com ele, toda a primeira geração de serviços da Internet chega, simbolicamente, ao fim.
Em tempos onde um site pessoal é sinônimo de blog, que, por sua vez, pode ser construído com poucos cliques em um Blogger ou Wordpress da vida, é inconcebível pensar que, um dia, você tinha que “meter a mão” em um HTML estático (naquela época, tecnologias como PHP e ASP eram pura ficção científica) para criar um site. Registrar um domínio e hospedar em um servidor? Para internautas normais como eu e você, isso era uma verdadeira busca pelo cálice sagrado e mesmo as empresas passavam por dificuldade$$$ para conseguir isso. Era aí que entrava o GeoCities para salvar a pátria.
O primeiro serviço de hospedagem gratuita oferecia um espaço mediano para você hospedar seu site – um conjunto de arquivos .htm montados no editor de HTML Frontpage, da Microsoft (os experts no assunto usavam o complicadíssimo editor de HTML Hotdog) e, de preferência, pouquíssimas imagens para as páginas carregarem rápido, te dando um endereço enorme, que representava cidades, bairros e ruas virtuais dentro daquele sistema. Era algo como www.geocities.com/soho/greenville/seunome. Ei, antes isso do que não ter nada!
Hoje em dia, a história é outra. A Internet se profissionalizou a ponto de haver grandes profissionais do ambiente online capazes de construir serviços que abrem sua “casa” no mundo virtual em poucos minutos, seja ela um blog, uma galeria de fotos ou simplesmente seu perfil no Orkut, Facebook ou outra rede social semelhante. Ah, você quer um endereço próprio? Sem problemas: no Registro.br você compra o domínio seunome.com.br, contrata um serviço de hospedagem por 10 reais mensais e redireciona o endereço que você comprou para aquele servidor, que vem equipado com ferramentas que instalam seu blog na hora, em segundos. Em menos de duas horas, você já tem seu site pronto, funcional, com endereço curto e de fácil memorização e com conteúdo para espalhar por aí.
É fato: o GeoCities ficou obsoleto – mas algumas culturas que vêm de sua época ainda estão, infelizmente, em voga. Foi na época das páginas pessoais estáticas que a então garotada se interessou por essa linguagem alienígena chamada HTML. A partir daí, qualquer calças-curtas que sabia o que é <body> e <a href> já era considerado um webmaster apto para construir o site daquele seu tio que é dono de uma padaria naquele subúrbio onde pensam que Internet é o nome da cachaça nova – daí nascia a tão falada expressão “sobrinho pontocom” no mercado de trabalho. Até hoje, os profissionais Web ouvem a fatídica frase “eu tenho um sobrinho que faz o site pra mim rapidinho, sem cobrar isso tudo que você está me pedindo”. O que esse (im)potencial cliente não sabe é que o seu sobrinho ainda faz GeoSites (sites para a GeoCities). O sobrinho e esse cliente são tão obsoletos quanto uma página HTML feita no FrontPage.
Em prol dessa evolução, deixo de lado meu sentimentalismo de testemunha do nascimento deste serviço que trouxe tantas alegrias (e dores de cabeça, com seu contínuo mau funcionamento) para entender que sua morte representa um passo decisivo da evolução da Web e um importante recado talhado em sua lápide: clientes, modernizem-se! Sobrinhos , profissionalizem-se ou saiam do caminho. Internet é coisa séria, não estamos mais em 1996. Enquanto o GeoCities sai da Web para entrar para a história, faço questão de aplaudir de pé enquanto esta verdadeira cidade virtual caminha de cabeça erguida, certa deque cumpriu seu dever com competência.
Os blogs, fotologs e Orkuts ainda podem aprender muito com o legado deste velho serviço de hospedagem.
Bing: “…But It’s Not Google”. Ou é?

Passei o fim de semana inteiro experimentando o Bing, novo sistema de busca da Microsoft, que a empresa anunciou recentemente como sendo a futura revolução na prática de busca por informações e conteúdo na Web. De cara, a primeira coisa que tenho a dizer é: esqueça a versão brasileira, pelo menos por enquanto. A relevância da busca é sofrível e não é sequer sombra do serviço original que, por sua vez, ainda encontra-se em fase beta.
Calma, eu explico: antes de reparar na bela foto que serve de fundo para o site, dê uma olhadinha no canto superior direito da página e (teoricamente) verá a palavra Brasil por lá. Clique por lá e, na página seguinte, selecione a opção Estados Unidos – Inglês. Pronto, agora você está preparado para experimentar tudo que o Bing pode oferecer.
E o que, afinal, o Bing pode oferecer? Na verdade, não muita coisa além do que o Google oferece, só que um pouco melhor arrumado, permitindo que a relevância da sua busca seja ainda maior. As sugestões de buscas relacionadas que aparecem na coluna à esquerda da página são realmente uma mão na roda e, assim como o Google, o Bing traz resultados de sites e vídeos também, além de ter canais de buscas exclusivas para vídeos, imagens, mapas e notícias.
Gostei mesmo foi da “bibliotecagem” do Bing. Ao procurar pela banda minha banda de rock preferida, os canadenses do Rush, o Bing apresenta os primeiros sites relacionados ao trio e também sub-resultados dessa busca como “Rush Tabs” (tablaturas e cifras para aprender a tocar as músicas), “Rush Albuns” (páginas com informações específicas sobre os álbuns da banda e também lojas online para comprá-los em poucos cliques), “Rush songs” (letras das músicas e rádios online para ouvir por srtreaming) e “Rush Tour” (páginas com informações das próximas turnês e apresentações), entre outros tipos de divisão.
A pergunta que não quer calar: seria o Bing o “assassino do Google”? Sinceramente, não sei, mas tenho a convicção de que tudo tem um fim – não apenas na Internet, mas em todo o mundo desde o início dos tempos. Com o Google não é diferente: ele também acabará um dia, por mais que pareça impossível conceber este pensamento nos dias de hoje mas, até aí, muitos pensavam que, nos primórdios da Internet comercial, o Altavista seria o buscador supremo da Web para todo o sempre, amém e, antes disso, se o seu site não estivesse no Cadê, você não era ninguém no mundo virtual e essa era uma verdade inabalavelmente eterna.
No dia em que o Google morrer – e pode ser daqui a alguns anos ou que nem nossos filhos estejam vivos para presenciar isso – todos querem estar prontos para tomar seu posto. Alguns estão desde já pensando nisso. Como o Bing. E isso não é errado. Se ele terá sucesso como assassino ou apenas como aquele que se aproveitará melhor da carcaça do nosso atual oráculo, só o tempo dirá.
Experimentando o IE8

Como todos sabem, a Microsoft, finalmente, liberou a versão final do Internet Explorer 8 – permitam-me corrigir: do Windows Internet Explorer 8 (sim, eles adicionaram o nome do sistema operacional no navegador). Logo em seu dia de lançamento, baixei o programa duas vezes: a versão de 32 bits para instalar no Windows XP do computador de 1Gb de memória no meu trabalho; e a versão de 64 bits para o Windows Vista da máquina com 4Gb de memória em minha casa. Assim tive, nesses últimos dias, a oportunidade de testar o browser em duas situações bem diferentes.
Nos dois casos, gostei muito do resultado. O navegador continua “grande” para baixar, dando a impressão de que a navegação por ele continuará pesada como vinha sendo na versão anterior, mas ele se mostrou surpreendentemente leve para carregar as abas e as páginas. A empresa do Tio Bill garante que as novas aplicações de segurança que rodam longe de nossos olhos protegem a navegação do usuário de duas a quatro vezes mais contra ataques de programas mal intencionados e sites que atacam através de phishings. Essas mesmas medidas de segurança fazem com que o programa identifique sites que possam roubar seus dados.
Tudo isso é muito importante e muito legal, mas o que pode conquistar mesmo os usuários é a coleção de novas gracinhas como os tais “aceleradores”: experimente selecionar um texto qualquer no site para aparecer um quadrado com uma seta dupla. Clicando nele, surge uma lista de ações que você pode fazer com aquele texto selecionado na Internet como buscar por aquela frase no Google ou no Windows Live Search, postá-lo no seu Windows Live Blog ou mandar por e-mail – quem pensa que esse recurso só serve para os serviços online da Microsoft engana-se: clicando aqui, você encontra vários destes aceleradores como tradução do texto pelo Google, Apontador, Live Maps, Facebook, Gmail e muito mais (pois é, ainda não tem Twitter, mas acredito que seja uma questão de tempo).
Os desenvolvedores vão gostar do botão de compatibilidade de edição, que mostra o site como seria visto em versões anteriores do browser – ideal para páginas que foram desenvolvidas de forma que desalinham o texto ou outros elementos dela em versões mais novas dos navegadores. Outro detalhe legal é o botão de “sites sugeridos” que fica no começo da barra de links pessoais, logo abaixo do campo de digitação do endereço. Ao acessar um site e clicar nele, uma pequena tela se abre, apresentando links de outros endereços na Web que possuem alguma similaridade de assunto com aquele que está visitando.
Os caras não tiveram vergonha nenhuma em imitar algumas coisas legais que concorrentes como o FireFox e o Chrome iniciaram, como a ferramenta de busca de texto que agora abre em um slice no topo da tela em vez de numa caixa flutuante, as sugestões de pesquisa que surgem quando você começa a digitar um termo no campo de busca ou até mesmo no campo de digitação de endereço, igual ao browser do Google, e até mesmo a navegação “privada” – assim como o Chrome, uma nova janela do Explorer pode ser aberta para uma navegação InPrivate. Nela, o browser não vai armazenar dados, históricos, cookies ou arquivos temporários.
Nem tudo são flores no novo IE8: a Adobe não terminou a tempo a versão de 64 bits do Flash, plugin para uma das tecnologias mais usadas na Web – resultado: o IE8 para Windows Vista de 64 bits não visualiza os arquivos de animação e interação que precisam do plugin. Enquanto correm para preencher este buraco, aqueles que precisam acessar sites cujo uso do Flash é essencial em sua navegação, a recomendação da Adobe é: use um navegador de 32 bits.
Tirando esse problema do Flash, que é grave, minha experiência com o IE8 nesses primeiros dias tem sido muito satisfatória. Se a performance dele for assim em todas as máquinas, não vejo motivo para que ele reconquiste a fatia do mercado que vem perdendo para a raposa de fogo e para o browser cromado – isto é, se eles conseguirem mudar essa imagem de totalitarista e de que seus produtos são ruins para que as pessoas se disponham a experimentá-lo.
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22 January 2009 Tock-Categoria: Techie!Ajude seu webmaster

Se você vê uma barrinha no topo deste blog aconselhando-lhe a atualizar seu browser, faça logo: isso significa que seu navegador é antigo. E qual é o problema nisso? Vários! Pra começar, ele não deve apresentar para você a maior parte dos sites que visita da forma como deveriam ser apresentados, sem falar que eles não são equipados com recursos de segurança contra males digitais criados depois dele.
O pedido faz parte de uma campanha criada pelo site iMasters, criada para eliminar os navegadores antigos do mercado. O site, voltado para os profissionais de produção de sites, sente na pele, bem como seu público-alvo, as dificuldades em ter que produzir páginas cheias de recursos e interatividade sem poder usar um monte de novas tecnologias só porque a maior parte dos internautas que visitarão aquele site usa, por exemplo, o Explorer 6, enquanto a versão 8 do programa já está prestes a sair.
Eu demorei para aderir à campanha, não por falta de interesse (pelo contrário), mas por falta de tempo mesmo em escrever este post, mas aqui está! Apóie também esta causa e atualize agora mesmo seu browser, seja ele Firefox, Explorer, Chrome, Opera ou qualquer outro! Você está, indiretamente, ajudando a Internet a se desenvolver e evoluir e os webmasters agradecem. Aproveite que a maioria dos navegadores mais utilizados lançaram novas versões há pouco tempo e baixe agora mesmo. Eu já atualizei o meu browser. E você?
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3 December 2008 Tock-Categoria: Techie!Google lança sistema operacional

Já é notícia por aí: Google lançou seu sistema operacional, chamado Cloud. Foi anunciado que a novidade seria comercializada dentro do notebook Gigabyte. Se fizer uma busca por aí, vai encontrar notícias dizendo que ele virá em um ou outro modelo de desktop popular, vendidos em supermercados americanos.
O tal “sistema oerpacional do Google” é baseado no Linux Ubuntu 7, devidamente preparado para utilizar os aplicativos online do Google (agenda, docs, Gmail, etc.) como suas ferramentas principais, sugeridas no lugar de programas instalados na própria máquina como bem prega a cartilha da tal “computação em nuvem” – não por acaso o nome desse OS é Cloud. Claro que os aplicativos da nuvem do Google não são as únicas opções: o Cloud também já vem com o navegador Chrome, o Skype e o pacote OpenOffice, entre outros aplicativos.
Na época em que o Google lançou o Chrome, já havia cantado essa pedra de que faltava pouco para que a empresa de Internet mais querida do mundo partisse para seu próprio sistema operacional. Não me surpreende que o Cloud incentive a computação em nuvem e, conseqüentemente, o uso de seus aplicativos online que rodam perfeitamente no navegador deles. Nunca comprei esse discurso de que o Google é uma empresa “do bem” e “gente boa”, mas seus produtos e serviços sempre funcionaram direito nas minhas mãos até agora. Não me importo que uma empresa, seja o Google ou a Microsoft, queira ou mesmo consiga dominar o mundo desde que seu método de conquista seja oferecer produtos e serviços para seus súditos (como eu) e não repreendê-los ou censurá-los. Uma vez que o Google tem investido pesado na plataforma de PCs, talvez a Microsoft venha encontrar, enfim, um adversário a altura – não agora e não desse jeito de agora. Não se derruba uma posição consolidada de anos como encontra-se o Windows e, para o Google brigar de igual para igual, ele não deve apenas modificar um Linux com a cara e ferramentas dele, deve, sim, partir para a ousadia de criar um sistema operacional próprio, do zero, que explore ao máximo a computação em nuvem com serviços e interações que se tornarão indispensáveis para o internauta a ponto de trocarem seus Windows e Linux por ele. Enquanto isso não acontece, vamos todos nos admirar perante a nova bijuteria que todos já vêem como uma jóia valiosa só porque leva a marca Google.
Deixo registrado: se, um dia, eles realmente lançarem um sistema operacional realmente do Google, não me importo em experimentar pra ver qual é…
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14 November 2008 Tock-Categoria: Techie!Internet na tomada

As pesquisas sobre a passagem de dados via rede elétrica para acessar a Internet não são novas – a extinta revista Internet.br, onde eu trabalhei, já havia publicado matérias sobre os primeiros passos da Eletropaulo para viabilizar essa idéia que parece ser coisa de cientista louco, lá pela segunda metade da década de 90. Ao fim de 2008, as teorias parecem, afinal, ter virado prática, pois a companhia que oferece energia elétrica a São Paulo pretende oferecer oficialmente esse serviço a partir do primeiro trimestre do ano que vem.
A Eletropaulo oferecerá a tecnologia e infra-estrutura que montaram aos provedores que quiserem vender o serviço ao consumidor final. A tal estrutura permite que os sinais de fibra ótica percorram o mesmo caminho da rede elétrica. Vantagens disso: não será mais preciso quebrar paredes ou instalar cabos ou fazer sujeira para colocar sua Internet; tudo que você precisará fazer será plugar o cabo de um modem especial para esta tecnologia na tomada da parede; a tecnologia alcançará lugares que muitos serviços de Internet (à cabo, ADSL ou mesmo por linha discada) não alcançam, como cidades do interior, daquelas bem distantes das capitais.
A Eletropaulo já cabeou 2 mil quilômetros de São Paulo com a nova estrutura e o bairro de Moema já conta com o serviço instalado por lá em fase de testes desde o final de 2007. Nesse período, cada prédio tem uma conexão de 80Mb a ser distribuída entre os apartamentos, de acordo com o número de assinantes do serviço e do contrato assinado pelo condomínio. É claro que, como todo início de nova tecnologia, nem tudo são flores e alguns detalhes a serem aperfeiçoados geram até piadas enquanto não o são. Os moradores de Moema, por exemplo, sentem que a velocidade da conexão cai um pouco quando alguém liga o ferro de passar…
Vamos ver como será a Internet Elétrica daqui a alguns anos. Se a velocidade for mesmo maior que as bandas largas que temos hoje em dia, quem sabe só assim chegaremos ao nível de conexão de países como o Japão, que tem uma Internet até 15 vezes mais rápida que a nossa. E ainda existem empresas brasileiras que tem a “pachorra” de se chamarem Speedy e Velox…
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26 October 2008 Tock-Categoria: Techie!Aliviando a garganta pela primeira vez

Fiquei sabendo a pouco tempo do Gengibre, o “Twitter de voz” totalmente brasileiro que você atualiza pelo telefone. Como todo internauta brasileiro que já gosta de uma novidade, fui experimentar e postar meu primeiro recado de voz no serviço.
O primeiro passo é fazer seu cadastro no site, bem parecido com o Twitter ou mesmo com o Blip.fm, que traz o player no pé do site enquanto mostra as últimas “gengibragens” (olha mais um verbo surgindo aí no mundo virtual) por ordem de postagem. Uma vez concluído o cadastro onde você informa seu número de telefone e e-mail, o site lhe dá o número correspondente ao seu estado para você ligar e começar a usar o serviço – a ligação custa o mesmo preço de uma chamada para celular.
Quase não me surpreendo quando vejo que se trata de um serviço do portal de voz da Claro, o Claro Diversão. Ao ligar para o tal número (existem números diferentes para várias cidades do Brasil que levam ao mesmo portal), entra a voz do VJ Cazé, da MTV, lhe dando as opções – vá logo para a opção “4”, que é a do Gengibre, e digite “1” para começar a gravar. Ao terminar de falar, é só digitar a tecla de jogo da velha do telefone para confirmar ou a estrela para cancelar. Não levou nem um minuto para que o recado que eu gravei no sistema de caixa de mensagens do portal de voz aparecesse no site, que também oferece um player para colocar no blog, Orkut e espalhar por aí. Clique aqui e ouça minha primeira experiência no Gengibre.
Seria hipocrisia da minha parte reclamar sobre o site ser, na verdade, um serviço do Claro Diversão disfarçado, pois trabalhei dois anos produzindo conteúdo para um canal do portal de voz da Oi e, durante essa experiência, vi que muitos desses canais de portal de voz são feitos por empresas parceiras que conseguem, nesses portais, a estrutura tecnológica e a parceria comercial ideal para a realização de uma idéia a ser veiculada em forma auditiva, como é o caso do Gengibre. Gostei mesmo da experiência, pois o procedimento é muito fácil de executar e o áudio não demora a aparecer no site.
Como eu disse na gravação, ainda não sei se vou continuar usando o Gengibre ou como farei isso, pois ainda não encontrei uma utilidade real para ele ou mesmo uma forma de integrá-lo aos vários outros serviços que todo mundo usa (inclusive eu), como o Twitter, o blog e o Blip.fm entre outros, mas não vou dizer (pelo menos não ainda) que vou deixá-lo de lado. A única certeza que tenho no momento em relação a ele é a de que não o usarei freqüentemente por agora, mas em breve vocês podem me ouvir falando mais vezes por lá. Bem-vindo à turminha dos serviços digitais-sociais legais, Gengibre! Você ainda vai dar muito o que falar.
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27 September 2008 Tock-Categoria: Techie!Ele chegou

E já chegou 3G. Enfim, o iPhone, gadget mais cobiçado dos últimos tempos, aterrissa no Brasil com passaporte no bolso e visto para ficar de vez, através da Claro Airways e da Vivo Airlines. As duas operadoras estavam fazendo o maior segredo sobre o que todo mundo já sabia: que desde ontem o aparelho celular da Apple começaria a ser vendido oficialmente por aqui.
O sonho de consumo de muitos já não é novidade há muito tempo em terras brasilis, já que uma pesquisa feita no começo desse ano já contabilizava mais de 300 mil iPhones desbloqueados funcionando por aqui – comentei sobre isso na época. O grande diferencial é que esses 300 mil iPhones “ilegais” não são 3G como os lançamentos das duas operadoras, preparados para acessar a Internet em alta velocidade. De acordo com sites como G1, Folha Online e o canal de tecnologia do portal TERRRA entre outros sites noticiosos, o brinquedinho chega custando de 800 reais a pouco mais de 2 mil.
Vendo o Apple TOC, um dos videocasts da galera do Enxame.TV, é bem mais difícil desbloquear o iPhone 3G do que o primeiro – difícil, mas não impossível. Se, na época do iPhone original, o preço no mercado informal podia variar entre mil e 2 mil, é bem provável que, para que esse mesmo mercado informal continue vantajoso em relação ao mercado oficial que acaba de estrear, o preço do iPhone 3G nas mãos dos “comerciantes independentes” caia para uns 600 reais, pelo menos. Justamente para concorrer com o contrabando e também entre elas, não dou nem um ano para esse preço, por parte das operadoras, desinflamar consideravelmente.
Mesmo com esse futuro promissor, os mais empolgados com novidades tecnológicas já estavam nas portas das lojas de manhã cedo para levarem seus iPhones 3G pra casa e brincarem com todos os recursos que o super-celular oferece. Hoje é dia de BlogCamp, um típico evento onde será fácil encontrar pessoas que acompanham as tech-tendências com afinco – não será difícil, então, encontrar figuras com seus iPhones 3G à mão por lá, sejam eles desbloqueados ou comprados na loja ontem. Mesmo sendo esse hype todo, acho que o iPhone chegou oficialmente tarde demais aqui, uma vez que as outras marcas de aparelhos celulares também estão prestes a lançar seus modelos que são suas respostas ao celular da Apple. Definitivamente vou esperar o Xperia X1, da Sony Ericsson, despontar por aqui antes de pensar em avançar de nível de usuário de celular.

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