Máquina do Tempo #73: 1970, parte 2

O ano de 1970 foi escolhido pelo convidado Vitor Bemvindo, do Mofodeu, para o Máquina do Tempo fazer seu primeiro retorno. As músicas do programa de hoje foram todas escolhidas por ele, que apresentou algumas bandas da época que são desconhecidas até hoje para o grande público e algumas histórias obscuras de grandes nomes do rock.
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Eric Clapton, Cactus, Jimi Hendrix e Mountain são alguns dos nomes que você ouvirá por aqui! Mande um e-mail para podcast@maquinadotempo.blog.br dizendo o que achou!
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21 February 2010 Tock-Categoria: Techie!Banda larga para todos

As próximas semanas podem representar um interessante grande passo para a Internet no Brasil. Seguindo a máxima de que o ano só começa mesmo por aqui depois do carnaval, os líderes do país se reunirão no começo de março para definir os parâmetros do Plano Nacional de Banda Larga – o principal deles seria a reativação da empresa estatal de telecomunicações Telebras, que seria a responsável em prover esse acesso gratuito à Internet rápida para todos.
Traduzindo para uma linguagem que os jornalistas de economia não conseguem ou não podem usar nos veículos onde trabalham, o lance é que o governo quer oferecer Internet em banda larga de, no mínimo, 1Mb de velocidade a todos os municípios do país a um preço baratinho, o suficiente para que até a população de baixa renda possa pagar por ele. A estrutura pra isso está praticamente pronta: os planejamentos prevêem usar redes ociosas de fibra ótica que já existem pelo país, mas as cidades distantes das metrópoles não serão esquecidas: os envolvidos no projeto pretendem criar conexões com redes móveis para atender até mesmo a zona rural.
De acordo com o cronograma do plano, até 2012 (se o mundo não acabar até lá), quase todo o país já terá “banda larga baratinha”, com exceção da região Norte, que ganhará seu um mega de velocidade até 2014. Hoje em dia, cerca de 18% das casas brasileiras tem Internet; com a banda larga popular, o governo espera que esse número aumente para 50% – isso sem contar com escolas, serviços públicos e até mesmo empresas privadas que podem contratar o serviço. De acordo com declarações do presidente, parece que o modelo escolhido foi mesmo o estatal, ou seja, o controle e responsabilidade pela venda e distribuição dessa rede ficará nas mãos da Telebras, tornando-se assim um concorrente direto – e bem forte, diga-se de passagem – das empresas que provêem banda larga em suas regiões como Speedy (Telefonica), Virtua (NET), Velox (Oi) e outras.
É claro que as empresas privadas não estão gostando nada nada da idéia. Com tantas reclamações que vejo dos usuários de Internet a respeito dos serviços de acesso que contratam, fica evidente que elas vão ter que rebolar muito para competir com uma estatal que parecerá muito atraente pelo preço que cobrará. Só pra começar, eles terão que garantir maior qualidade no serviço prestado ou diminuir drasticamente o preço cobrado – ou os dois! Talvez a declaração do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, de que o governo pretende estabelecer parcerias com as teles no fornecimento da banda larga acalme ânimos do setor privado, mas nem tanto.
De qualquer forma, tudo isso na teoria é muito bonito: praticamente o Brasil inteiro conectado, todo mundo terá sua Internet de 1Mb para fazer o que quiser e a classe C não precisará mais ir até às lan houses para fazer uso da dobradinha Orkut/ MSN que faz a alegria da galera – eles poderão, finalmente, fazer uso daquela webcam que veio com o computador que eles compraram a 34 prestações na Casas Bahia. O que espero que não aconteça é que a estrutura a ser montada/ aproveitada revele-se frágil demais para atender a demanda e a banda larga popular fique mais fora do ar do que audiência de TV pequena no horário da novela da Globo. As empresas particulares, por sua vez, não precisarão melhorar sua qualidade e esfregarão na cara de todos “Nosso serviço é melhor . Vale a pena pagar um pouco mais por uma Internet banda larga que funcione.” O mercado de banda larga no Brasil melhorará bastante com a iniciativa sim, mas ainda dá pra ir bem mais fundo nesse poço antes de começarmos a subir.
Tudo isso, no entanto, são só especulações. Se bobear, a tal reunião que acontecerá em março resultará em uma direção totalmente oposta àquela que estou traçando aqui ou ainda não dar em nada, adiando a decisão mais uma vez. Eu sempre traço um cenário tenebroso, mas mesmo assim, estou curioso em ver como essa história da banda larga popular para todos vai terminar – ou começar.
Lei de Murphy da semana
PRINCÍPIO DO AZAR: A probabilidade de cruzar com um conhecido aumenta quando você está com alguém com quem não quer ser visto.
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16 February 2010 Tock-Categoria: filmes1001 maneiras (ou menos) de se matar um zumbi

Quando vemos o trailer de Zumbilândia, a primeira impressão que temos é a de que será uma comédia-paródia com todos os filmes de zumbi que existem por aí, desde os clássicos de Romero até os atuais, que correm e pulam sobre suas vítimas com uma fome de outro mundo. Pura diversão descerebrada para exercitar o humor negro e pensar em formas criativamente sádicas de se matar um morto-vivo.
Até que a primeira metade do filme é assim e é bem divertida enquanto mantém essa proposta. Os personagens sem nome, definidos apenas pelas cidades de onde vem, são os mais chavões possível dentro de um filme que seria uma paródia de chavões. O nerd virgem de Columbus (Jesse Eisenberg) é o nosso guia pelos Estados Unidos, um país vitimado por uma praga que transformou a maior parte da população em zumbis irracionais, que vivem atrás de carne humana fresca. Suas regras e inabilidade de se socializar com outras pessoas (vivas ou mortas-vivas) o mantiveram vivo, mas não prepararam para encontrar o valentão de Tallahassee (Woody Harrelson) que descobriu, nessa terra, sua verdadeira vocação: ser um bastardo safado sádico e criativo para matar pessoas – como elas já estão mortas mesmo, não é preciso ter remorso algum nisso. As irmãs de Wichita (Emma Stone) e Little Rock (Abigail Breslin) são bem mais úteis para o filme e história que apenas posarem de beldades do que qualquer aparição de Megan Fox nos dois Transformers juntos. As aventuras e desventuras desse quarteto tentando se relacionar enquanto matam e escapam de zumbis é absolutamente previsível, mas seu cérebro está tão desligado quanto os dos mortos vivos, então tudo bem. A diversão é garantida.
A partir da segunda metade, parece que estamos assistindo uma versão tragicômica de eu sou a Lenda, aquele com Will Smith. Fora a piada do “Grande B.M.” (para entender o que quero dizer, assista o filme – mais que isso, vou acabar dando spoiler aqui), o filme dá uma caída para apresentar a parte sentimental da história, revelar um pouco do passado e motivação de alguns personagens e criar momentos românticos que devem haver em todo filme americano mas, caramba, isso é um filme de zumbi! Nós, espectadores que nos dispusemos a desligar nossos cérebros para ver carnificina de cadáveres começamos a ficar com fome típica de zumbi pelas atrocidades com esses mortos-vivos e começamos a achar que tem menos “matança” do que o trailer nos vendeu. Fome essa que é um pouco saciada ao final do filme, mas nos deixou um gostinho de quero mais. Tudo bem, o final do filme deixou em aberto a possibilidade para continuações mesmo…
As referências com outros filmes, séries da atualidade e a trilha sonora (destaque para a excelente abertura do filme ao som de For Whom the Bell Tolls, do Metallica) são atrações à parte, mas estão longe de segurarem o filme. Eu, que não gosto muito de temas como zumbis e vampiros, faço aqui uma metáfora sexual: senti-me como uma mulher que acreditou no papo do cara que diz ser AQUELE CARA que vai te deixar arrasada, mas, na hora H, morreu nos primeiros 15 minutos. Agora entendo vocês quando ficam em dúvida quanto a dar uma segunda chance à figura.
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15 February 2010 Tock-Categoria: Máquina do Tempo, PodcastsMáquina do Tempo #72: 2002

Bandas suecas mostram que seu país de origem não exportam só pornografia, os grupos independentes conquistam o sucesso através da Internet e chega o Audioslave. Tudo isso e muito mais a gente confere no Máquina do Tempo desta semana, onde eu e Wagner Brito, da Radioblá, conduzimos o DeLorean para 2002.
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Pain of Salvation, Flaming Lips,Filter e Wilco dão as caras por aqui hoje! Mande um e-mail para podcast@maquinadotempo.blog.br dizendo o que achou!
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14 February 2010 Tock-Categoria: As Leis de MurphyLei de Murphy da semana
CREDO DO BON-VIVANT: No fim de semana bote pra quebrar – e na segunda-feira reze para que as fraturas se consolidem
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10 February 2010 Tock-Categoria: Top Five5 fracassos da (ou na) Internet

Durante o dia de ontem, os twitteiros não paravam de falar do Google Buzz, o novo recurso que integra redes sociais como o próprio Twitter, YouTube e outros serviços de interação ao Gmail, fazendo com que o serviço de e-mails do Google fique ainda mais “sociável”. E os comentários eram, como sempre, nada construtivos: um terço dizia que estava com problemas para acessar suas mensagens depois da instalação do Buzz; o segundo terço entrava em parafuso com o fato de ter que aprender a comportar-se com seus e-mails de forma diferente; e o terceiro terço questionava veementemente a utilidade ou validade do serviço.
É claro que um primeiro dia de qualquer novidade, serviço ou tecnologia não é suficiente para dizer se o mesmo terá sucesso ou não, mas a rejeição inicial que este grupo de internautas manifestou me fez lembrar de outros lançamentos e acontecimentos pela Internet que foram verdadeiros tiros n’água. Só para citar alguns:
- Google Wave – Eu sei que ainda há usuários ferrenhos que fazem uso desta “plataforma multi-tarefas faz tudo e ainda descasca batatas” do Google (nunca vou me acostumar em chamar “a” Google), mas o fato é que a grande maioria dos internautas ficou louca para conseguir um convite para esse negócio e, quando finalmente conseguiu passar pelos portões da novidade, disse: “Ah, então é isso. Legal. O que será que está rolando no Twitter agora?” e nunca mais voltou. Alguns acharam complicado demais, outros não viram utilidade no serviço exatamente por ter muitos recursos concentrados em um mesmo ambiente… Estou sendo crítico demais neste tópico, o Google Wave não pode ser considerado um fracasso: nós, internautas regulares, talvez não estejamos prontos para o conceito que ele apresenta e pode ser que, em alguns anos, torne-se realmente o padrão de comunicação e trabalho em grupo da Web, mas, por enquanto, é só mais um negócio sem explicação ou utilidade que fica muito bonito na estante dos internautas que se enchem de orgulho ao apontar para ele e dizer “eu tenho, você não tem”.
- Campanhas desastrosas em redes sociais – Com a popularização das redes sociais, o Marketing viu uma chance única de aproximar seus produtos dos clientes de uma forma segmentada nunca antes imaginada. O que muitos amadores afobados com essa possibilidade não imaginaram é que essa ferramenta é uma faca de dois gumes: se for usada de modo indevido ou um erro diplomático ou de relacionamento for cometido neste ambiente, a imagem da empresa ou produto vai por água abaixo. Foi o caso do BestShopTV, que abalou as estruturas do Twitter no ano passado (clique aqui e leia a matéria da INFO para relembrar). A imagem da loja ficou tão arranhada por não conseguir atender à promoção que ela mesma lançou no Twitter que até hoje ela é sinônimo de fail nas redes sociais. Este é apenas um entre muitos outros “cases de fracasso” que existiram por aí.
- Caça às bruxas do MP3 – Desde que o Napster foi condenado em 2001 e uma legião de artistas, encabeçada pelo Metallica, bradou aos quatro cantos a acusação de que “quem baixa música da Internet está roubando o dinheiro do artista”, a prática só aumentou vertiginosamente. O primeiro programa de compartilhamento de músicas foi fechado e, depois, tornou-se a plataforma de venda de música digital de uma major, mas, d lá pra cá, novos softwares, serviços virtuais e métodos ainda mais práticos e eficientes que o “gato de headphone” surgiram, disseminando cada vez mais novas e antigas obras de novos e antigos artistas. Os caçadores de internautas criminosos, com o apoio da Igreja da RIAA, bem que tenta, mas a nova ordem musical já se instaurou e boa parte dos músicos famosos e independentes já está se adaptando à nova realidade. O circo ainda continua sendo armado por muitas gravadoras, pela própria RIAA e por outros músicos e bandas, mas ninguém mais presta muita atenção nos milionários, ridículos e pontuais processos que eles aplicam em um ou outro internauta pelo mundo, rendendo notícias nos sites e blogs e incitando ainda mais antipatia pelo resto do mundo.
- Segway – O patinete motorizado virou um artigo cult, mas sua campanha de lançamento na segunda metade dos anos 90 foi uma grande palhaçada. Eu era estagiário em uma grande revista de Internet quando recebemos a notícia de que, nos Estados Unidos, uma empresa fazia o maior alarde ao anunciar um lançamento que seria MAIS REVOLUCIONÁRIO QUE A INTERNET, com direito à caixa alta e tudo! Por semanas, ficamos desconfiados, incrédulos e, por que não dizer, ansiosos e empolgados com aquela novidade que prometeria virar o mundo de cabeça pra baixo, como a Web o fez. No esperado dia, em transmissão via streaming para todo o mundo, os jornalistas do planeta dão de cara com… Um patinete? Um patinete motorizado? É isso mesmo que vai revolucionar o mundo mais que a Internet? É alguma gozação, a grande novidade virá logo depois disso? Não? Ok, deixa eu conferir meus e-mails que ganho mais…
- Tecnologia Push – Ainda na minha época de estagiário dessa revista, uma novidade que realmente me empolgou foi a tal tecnologia Push, também chamada de webcasting: através de um software, você poderia “assinar” o serviço que cada site de notícias proveria e esse mesmo software “empurrava” as notícias desse determinado site até você, sem precisar visitar a página a cada cinco minutos para ver se havia alguma novidade por lá. Sim, esse é exatamente o mesmo conceito do RSS como conhecemos hoje – acontece que os feeds são feitos com a linguagem XML que ainda não existia naquela época. O conceito de receber conteúdo on demand fez nossos olhos brilharem, só que o tal Push foi um fiasco: o software que os internautas deveriam instalar travavam os computadores, era pesadíssimo, o serviço era lento demais, poucos aderiram a ele… Enfim, tudo que tinha que dar errado, deu, e o tal de webcasting deixou todos nós, encantados com o conceito de receber conteúdo em vez de ir buscá-lo, na mão. Essa vontade só foi saciada mesmo anos mais tarde, com o surgimento do famoso ícone laranja com ondas brancas.
Player de mídia com comandos de aproximação

O site da INFO trouxe ontem uma novidade e tanto para quem se amarra na tecnologia de toque que o iPhone popularizou: trata-se do Gesture Cube, um player de mídia digital como música, fotos, vídeos e afins que promete ser a evolução do touchscreen: sensores do aparelho detectam os movimentos das mãos, fazendo com que os comandos se dêem através de gestos, sem precisar tocar a superfície do aparelho. Clique aqui e veja o vídeo de como o brinquedo funciona.
Não que o preço deste brinquedo chegue no Brasil a um preço acessível (se é que chega), mas acredito que o Gesture Cube será uma espécie de “primo pobre” do Surface, ideal para quem não tiver dinheiro para comprar a sofisticada mesa digital da Microsoft. Quem não tiver dinheiro para comprar nem mesmo a caixinha maneira, como eu, tem mais é que ficar chupando o dedo de inveja mesmo ou esperar alguns anos até que a tecnologia se popularize e o mercado seja inundado com aparelhos que sejam manuseados desse jeito, tornando-se o padrão para que as gerações futuras digam “botão é coisa do passado…”
O site da empresa alemã IDENT Technology, criadora da tecnologia, traz alguns textos em inglês sobre esta novidade que eles estão lançando – não apenas o aparelho, mas o recurso de comando por gestos. Aquela interface que parecia ser incrível e longínqua no filme Minority Report parece cada vez mais próxima e cotidiana de nossos dias. Ainda bem!
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8 February 2010 Tock-Categoria: Máquina do Tempo, PodcastsMáquina do Tempo #071: 1988

1988 teve de tudo: rap, metal, pop, folk e até a entrada de negros fazendo hard rock – até então algo inédito neste cenário musical predominado pelos brancos. Curta mais esta viagem que Leandro Bulkool e eu preparamos para vocês!
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Suicidal Tendencies, Living Colour, Queensryche e U2 dão as caras por aqui hoje! Mande um e-mail para podcast@maquinadotempo.blog.br dizendo o que achou!
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7 February 2010 Tock-Categoria: As Leis de MurphyLei de Murphy da semana
PÉSSIMA LÓGICA: Todas as probabilidades são de 50%. Uma coisa acontece ou não acontece.
Corolário inevitável: Especialmente quando se trata de mulheres.
Comentário experiente à péssima lógica: Os maus resultados, entretanto, acontecem sempre 90% contra você.

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