Tock-categoria: Máquina do Tempo, Podcasts.

Máquina do Tempo Extra: Jukebox

Pois é, nesta semana não teve um novo episódio do Máquina do Tempo – mas Leandro Bulkool e eu não podíamos deixar vocês sem nada para curtir durante a semana! Jogamos as músicas no capacitor de fluxo e o transformamos numa jukebox para você curtir.

Nem nós sabemos direito o que rolou nesse episódio improvisado. Mande um e-mail para podcast@maquinadotempo.blog.br dizendo o que achou!

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Tock-categoria: As Leis de Murphy.

Lei de Murphy da semana:

“COMENTÁRIO DO PROFESSOR DOUTOR PINOTTI: A decisão da junta de que a operação é uma necessidade absoluta não significa que ela seja necessária.”

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Tock-categoria: Livros e quadrinhos, O Que Achei De:.

Preto no branco (com umas pitadas de vermelho)

Devido à absoluta falta de tempo, demorei para terminar de ler Grendel: Preto, Branco e Vermelho, que saiu há algumas semanas atrás pela editora Devir. É um material tão bom que foi um sacrilégio da minha parte lê-lo “à prestação”, pois as aventuras deste demoníaco assassino merecem toda atenção na hora da leitura.

Tive a sorte e privilégio de ser apresentado ao personagem ainda em minha adolescência, quando um amigo que tinha costume de comprar quadrinhos importados se encantou com a obra-prima do escritor e desenhista Matt Wagner. Grendel foi criado no início dos anos 80, mas somente nos anos 90, em meio ao bombardeio dos desenhos ultra-estilizados e roteiros fracos da então recém-criada editora Image, chegou às minhas mãos as histórias do elegante personagem que foge do lugar comum ao usar suas habilidades para se tornar, não um herói, mas o grande chefe do crime organizado de toda a América, espalhando o medo por todo o país enquanto os coadjuvantes acreditam que ele seja “o diabo caminhando entre os humanos”.

Sem super-poderes, Grendel torna-se um dos personagens mais interessantes dos quadrinhos modernos por conta da construção de um mito gigantesco ao redor dele e da ambientação dada pelo autor em seus contos. Wagner consegue as façanhas de escrever histórias policiais originais (algo difícil em um tema tão explorado) e de inserir graça e elegância nos momentos de sadismo e crueldade. Todas essas qualidades estão personificadas em seu personagem principal, o escritor de romances policiais Hunter Rose que, à noite, veste seu uniforme e máscara negros e governa o submundo do crime impiedosamente, dando ordens aos seus subordinados ou cumprindo missões que somente alguém com suas habilidades e total desprezo pela humanidade poderia executar. Após sua morte, outros descendentes adotaram o nome e o manto do demônio, criando assim um incrível legado.

Grendel: Preto, Branco e Vermelho NÃO É um encadernado de histórias regulares do personagem: trata-se, sim, de uma coletânea de histórias curtas escritas por Matt Wagner e ilustradas por diversos artistas como Mike Allred, Paul Chadwick, Tim Sale, Chris Sprouse e muitos outros convidados a emprestarem seus traços singulares à criação de Matt – todas em preto e branco com alguns detalhes ocasionais em vermelho. Essas histórias saíram originalmente lá fora em edições especiais que revelam um pouco do passado sombrio de Hunter Rose, não mostrado nas histórias regulares. Isso faz de Preto. Branco e Vermelho um excelente primeiro passo para conhecer Grendel com o pé direito.

O público brasileiro precisa mesmo de uma edição como esta para conhecer Grendel em sua plenitude. Em uma tentativa de emplacar o personagem por aqui, a editora Mithos publicou a minissérie em duas edições Batman X Grendel, apostando na popularidade do homem morcego para empurrar o assassino diabólico para o público brasileiro. O grande problema é que o Grendel que contracena com Batman não é o personagem original, mas um de seus descendentes que herdou a máscara e o nome. O herdeiro em questão, um robô com aparência humana, vindo do futuro, para resgatar os restos mortais de Rose, pode ser descrito como “o Exterminador do Futuro usando a mascara de Grendel”. Mesmo sem o “glamour” do personagem original ou de outros “herdeiros da máscara”, as histórias próprias desta versão futurista do personagem também são interessantes, mas fora de seu contexto para ser apresentado como “inimigo da vez” de Batman sem conhecimento de seu legado, torna-se apenas mais um brutamontes para o personagem mais querido da DC derrotar.

Se você ouviu falar de Grendel através desta minissérie em duas edições publicada pela Mithos, meu conselho para você é: esqueça-se dela. Limpe completamente sua mente e adquira agora mesmo este exemplar preto-e-branco com toques de vermelho. Sua alma será vendida ao diabo na primeira história e você me agradecerá por este conselho.

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Tock-categoria: Máquina do Tempo, Podcasts.

Máquina do Tempo #096: 2000, parte 2

Leandro Bulkool e eu pisamos fundo no acelerador do DeLorean para resgatarmos mais um pouco do que o ano 2000 nos ofereceu – e quanta coisa legal trouxemos na bagagem! Confira!

3 Doors Down, Rollins Band e Rage Against The Machine entre outros nos acompanharam nessa viagem divertidamente turbulenta. Mande um e-mail para podcast@maquinadotempo.blog.br dizendo o que achou!

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Tock-categoria: As Leis de Murphy.

Lei de Murphy da semana

AFORISMA DE HIPÓCRATES: Antes de pedir um exame de laboratório, decida o que fará se for 1) positivo ou 2) negativo. Se as duas respostas forem a mesma, não faça o exame.

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Tock-categoria: Podcasts, Tockaí.

Tockaí #008

Nesta edição, eu celebro a chegada do documentário Beyond the Lighted Stage, do Rush, em DVD nas lojas brasileiras ao lado de Vana Medeiros (Spin-Off / Spoiler Cotidiano) e Angelica Hellish (Masmorra Erótica)! Também apresento o DVD 360° at the Rose Bowl, que traz a nova turnê do U2, e notas musicais que comentam os próximos festivais no Brasil.

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Confira também:

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Tock-categoria: Junk-Mail.

Aviso aos paroquianos

Esse junk-mail não veio do céu, mas agradeço pelas boas risadas que me proporcionou. De acordo com a mensagem, trata-se de uma coletânea de mensagens reais postadas em murais de diversas paróquias por aí. Deslizes de redação à parte, nossos queridos religiosos tiveram boa vontade, mas disso o inferno está cheio. Confira:

  • Para todos os que tenham filhos e não sabem, temos na paróquia uma área especial para crianças.
  • Quinta-feira que vem, às cinco da tarde, haverá uma reunião do grupo de mães. Todas as senhoras que desejem formar parte das mães, devem dirigir-se ao escritório do pároco.
  • Interessados em participar do grupo de planejamento familiar, entrem pela porta de trás.
  • Na sexta-feira às sete, os meninos do Oratório farão uma representação da obra Hamlet, de Shakespeare, no salão da igreja. Toda a comunidade está convidada para tomar parte nesta tragédia.
  • Prezadas senhoras, não esqueçam a próxima venda para beneficência. É uma boa ocasião para se livrar das coisas inúteis que há na sua casa. Tragam os seus maridos!
  • Assunto da catequese de hoje: Jesus caminha sobre as águas.
    Assunto da catequese de amanhã: Em busca de Jesus.
  • O coro dos maiores de sessenta anos vai ser suspenso durante o verão, com o agradecimento de toda a paróquia.
  • O mês de novembro finalizará com uma missa cantada por todos os defuntos da paróquia.
  • O torneio de basquete das paróquias vai continuar com o jogo da próxima quarta-feira. Venham nos aplaudir, vamos tentar derrotar o Cristo Rei!
  • O preço do curso sobre Oração e Jejum não inclui a comida.
  • Por favor, coloquem suas esmolas no envelope, junto com os defuntos que desejem que sejam lembrados.
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Tock-categoria: Máquina do Tempo, Podcasts.

Máquina do Tempo #095: 1972

Agora não tem jeito: Leandro Bulkool e eu tivemos que fazer uma viagem para 1972 sem a ajuda de ninguém – aproveitamos para desenterrar sons desconhecidos daquele ano que merecem ser apreciados. Confira!

Blue Oyster Cult, Doobie Brothers e Pink Floyd entre outros lançaram excelentes sons que você provavelmente não conhece, mas precisa! Mande um e-mail para podcast@maquinadotempo.blog.br dizendo o que achou!

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Tock-categoria: As Leis de Murphy.

Lei de Murphy da semana

REGRA CIENTÍFICA: Uma droga é uma substância que, injetada num rato, produz um relatório científico.

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Tock-categoria: Filmes, O Que Achei De:.

à prova de morte, mas não de críticas

À prova de morte está longe de ser o melhor filme de Quentin Tarantino. Na verdade, o filme é ruim – e por isso mesmo, muito divertido! Como o mercado brasileiro de cinema cometeu o disparate de lançar o filme aqui praticamente dois anos depois de Planeta Terror, muitos podem ter se esquecido ou mesmo não souberam do projeto Grindhouse, idealizado por Tarantino e Robert Rodriguez. Por volta de 2007, os dois diretores planejaram uma homenagem àquele gênero de filmes de horror de média duração, com pouco (ou nenhum) roteiro e muitas cenas violentas e/ ou nojentas. As seções grindhouse exibidas nos cinemas dos anos 70 eram compostas de dois ou três filmes do gênero, acompanhados de trailers dos próximos – tudo com péssima qualidade, inclusive dos rolos de filmes que se mostravam bem gastos. A idéia original era a de lançar os dois filmes e os trailers fictícios em um único pacote, mas o estúdio resolveu dividir a obra e lançar como se fossem dois filmes separados mesmo. Em 2008, eu assisti o DVD de Planeta Terror e só agora, em 2010, pude fechar minha seção Grindhouse assistindo ao segundo filme na telona.

A brincadeira de Tarantino é menos escandalosa que a de Rodriguez, mas com muito mais conteúdo. O diretor reviveu um tipo de filme de terror que fazia relativo sucesso no underground dos anos 60 apelidado de “road horror”, onde a estrada era o cenário principal assombrado por um insano motorista homicida que usava seu carro envenenado e “tunado” para matar no lugar de facas, motosserras ou poderes sobrenaturais.

Kurt Russel não fez feio no papel do “Dublê Mike”, o ex-dublê especialista em cenas de carros que não consegue mais empregos porque as cenas perigosas de automóveis de hoje em dia são feitas com efeitos especiais (o diálogo entre Russel e outra personagem no filme representa bem essa alfinetada-crítica no atual cenário de Hollywood). Tarantino já gosta de “ressuscitar” atores sumidos das telonas e foi legal ver Kurt em um papel principal depois de décadas, mas não foi tão marcante assim como foram, por exemplo, os retornos de John Travolta e Daryl Hannah. Outra característica típica dos filmes de Quentin, os diálogos longos e cheios de referências à cultura pop e/ ou contra-cultura, também não encaixaram tão bem quanto em suas obras anteriores. Foi a única vez em que, assistindo um filme do diretor, pensei “menos papo e mais ação, por favor”.

De resto, o filme entrega exatamente aquilo que promete: cenas de mortes dantescas (usando o automóvel preto como arma) que te fazem gemer de dor e aflição na cadeira pelos personagens, uma breve ligação com Planeta Terror, de Rodriguez, roteiro mais raso que piscina de plástico para crianças e uma edição que simula falhas grotescas de corte de cena e desgaste na película, como todo “bom” filme do estilo grindhouse. Para gostar do filme como eu gostei, é preciso entrar na brincadeira e fazer de conta que vai assistir um daqueles filmes que Zé do caixão apresentava no saudoso Cine Trash da TV Bandeirantes nos anos 80 – caso contrário, este será o pior filme do Tarantino que já viu na vida!

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